O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), afirmou que as obras de duplicação da BR-381 terão início em março deste ano, no trecho entre o distrito de Ravena, em Sabará, e o trevo de Caeté, na Região Central de Minas Gerais. A declaração foi feita durante agenda em Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (14).
Segundo o ministro, o lote mais próximo da capital, entre o Anel Rodoviário de Belo Horizonte e Ravena, ainda aguarda a conclusão dos processos de desapropriação das famílias que vivem às margens da rodovia. Esse trecho, considerado o mais complexo da chamada “Rodovia da Morte”, concentra curvas sinuosas, tráfego intenso da Região Metropolitana e ocupações consolidadas ao longo da pista.
Inicialmente prometidas para 2025, as intervenções acabaram sendo adiadas e, agora, devem começar pelos cerca de 32 quilômetros entre Ravena e Caeté, onde os entraves fundiários já foram superados.
Uma obra marcada por atrasos
A duplicação da BR-381 é alvo de discussões há décadas. Em 2024, o tema voltou ao centro do debate após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar a repetição do leilão da rodovia entre Belo Horizonte e Governador Valadares, depois de duas tentativas sem interessados.
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Para evitar um novo fracasso, o governo federal decidiu assumir diretamente as obras nos trechos mais críticos. Ainda em 2024, a rodovia foi concedida à iniciativa privada e passou à gestão da concessionária Nova 381. Os segmentos sob responsabilidade do poder público foram divididos nos lotes 8A, entre Caeté e Ravena, e 8B, entre Ravena e Belo Horizonte.
Apesar disso, ao longo de 2025, os mesmos obstáculos que afastaram investidores privados também impediram o avanço das obras conduzidas pelo governo.
Desapropriações na Região Metropolitana
Atualmente, os processos de realocação das famílias seguem em andamento. No trecho dentro de Belo Horizonte, um terreno no bairro Capitão Eduardo foi destinado, no fim de 2025, para receber os moradores que ocupam áreas às margens da rodovia. A medida resultou de um acordo entre a Prefeitura de Belo Horizonte, o DNIT, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), destravando um impasse que se arrastava há mais de dez anos.
Ao todo, cerca de 800 famílias precisarão ser realocadas no trecho entre o Anel Rodoviário e Ravena. De acordo com Renan Filho, serão investidos R$ 300 milhões em três modalidades de desapropriação: indenização em dinheiro, compra assistida e construção de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
“Nós estamos realizando entrevistas individuais com cada família, acompanhados pelo Ministério Público Federal e pela Justiça Federal em Minas Gerais, para construir uma solução consensual”, afirmou o ministro.
Previsão das obras
A duplicação da BR-381 prevê cerca de 43 quilômetros de intervenções, divididos em dois lotes. As obras entre Ravena e Caeté devem começar em março, enquanto o trecho entre o Anel Rodoviário de Belo Horizonte e Ravena tem previsão de início até o fim do primeiro semestre de 2026, condicionada à conclusão das desapropriações.
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