Foram sepultados na manhã desta terça-feira (6), em Guaranésia, no Sul de Minas Gerais, os corpos de Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19, dois dos quatro jovens assassinados em Santa Catarina no fim de 2025. Os amigos eram vizinhos na cidade mineira e estavam morando no estado do Sul havia menos de um mês.

Os corpos chegaram a Guaranésia durante a madrugada. O velório ocorreu entre 7h30 e 10h, no Cemitério Municipal, com os caixões lacrados e colocados lado a lado, seguido por cortejo até o sepultamento. Familiares e amigos usaram camisetas com fotos dos jovens, carregaram balões brancos e prestaram homenagens com aplausos, em um clima de forte comoção.
Na segunda-feira (5), foram enterradas em Guaxupé, também no Sul de Minas, as outras duas vítimas da chacina: Daniel Luiz da Silveira e Bruno Máximo da Silva, ambos de 28 anos. Assim como em Guaranésia, os sepultamentos ocorreram sem velório formal, apenas com cortejo fúnebre.
Dor e homenagens
Durante o enterro, familiares relataram a dor da despedida. A administradora Laís Macedo de Almeida, de 24 anos, irmã de Guilherme, descreveu o jovem como trabalhador, humilde e solidário.
“Ele era honesto, sempre sorridente e disposto a ajudar. Não fazia mal a ninguém”, disse, emocionada. “A justiça brasileira é falha, mas a justiça divina é certa”, completou.
A despedida também foi marcada pelo desespero das mães dos jovens. Sílvia, mãe de Pedro, disse que não pôde ver o corpo do filho.
“Agora que o sepultei, sei que o perdi para sempre”, afirmou, amparada pelos familiares. O avô de Pedro, Sílvio, foi quem construiu o túmulo do neto. “Ele era uma pessoa boa, amiga. É uma dor imensa”, lamentou.
Relembre o caso
Os quatro jovens do Sul de Minas haviam se mudado para Santa Catarina em busca de trabalho. Dois atuavam como garçons e um deles iniciaria, nesta semana, em uma empresa de soldagem.
Na madrugada do dia 28, câmeras de segurança registraram o momento em que os quatro saíram da casa onde moravam. Cerca de uma hora depois, dois retornaram ao imóvel, enquanto um deles aparecia falando de forma nervosa ao telefone. Pouco depois, um dos jovens foi visto entrando no banco traseiro de um carro. Desde então, o grupo não foi mais visto com vida.
A Polícia Militar de Santa Catarina informou que uma das principais linhas de investigação aponta para a atuação do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção criminosa com forte presença na Região Metropolitana de Florianópolis e rival do Primeiro Comando da Capital (PCC). A suspeita é de que tenha ocorrido um desentendimento entre os jovens e integrantes da organização.
Pedido por justiça
Durante os sepultamentos, familiares das vítimas pediram empenho das autoridades catarinenses na apuração do caso.
“Queremos justiça. Que os responsáveis sejam identificados e punidos”, afirmaram parentes, que esperam respostas para um dos crimes mais chocantes registrados recentemente envolvendo jovens mineiros fora do estado.
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