A menina Alice Maciel, de 4 anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA) e não verbal, está desaparecida desde a tarde de quinta-feira (29) na comunidade de Bituri, zona rural do município de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais. As buscas mobilizam forças de segurança, voluntários e familiares desde o momento do desaparecimento.

Segundo a família, Alice estava sob os cuidados da avó em um sítio da região, onde passava o período de férias escolares. A mãe da criança, Karine, de 24 anos, contou que havia saído para trabalhar quando recebeu a ligação informando que a filha não estava mais no local. Em um breve momento de distração, enquanto a avó realizava uma transação bancária a pedido de um familiar, a criança teria saído sozinha em direção a uma área de mata próxima à propriedade.
O desaparecimento foi percebido por volta das 14h30, e as autoridades foram acionadas imediatamente. Assim que soube do ocorrido, a mãe retornou para a região e acompanha de perto as operações de busca.

Mobilização e buscas
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), cerca de 97 moradores da comunidade participaram das buscas iniciais, que depois passaram a contar com o apoio da Polícia Militar, Defesa Civil e Polícia Civil. Ao todo, 21 militares do Corpo de Bombeiros, distribuídos em cinco guarnições, atuam diretamente na operação.
No primeiro dia, as equipes realizaram buscas inclusive durante a noite, com o auxílio de cães farejadores treinados para odor específico, que indicaram uma possível rota em uma área de mata que se estende até uma estrada próxima à residência da avó, ponto considerado o último local onde a criança foi vista.
Drones equipados com câmeras térmicas também foram utilizados para sobrevoar a região, mas até o momento não houve êxito. As ações contam com equipes especializadas em buscas com cães e em áreas de mata, além do acompanhamento da família em um Posto de Comando instalado no local.
Ampliação da operação
Nesta sexta-feira (30), o perímetro de busca foi ampliado. As equipes passaram a explorar novas áreas, reforçaram o uso de cães farejadores e revisaram locais já vistoriados anteriormente. O planejamento das ações segue sendo compartilhado com os familiares da criança.
Dificuldades no terreno
Segundo os bombeiros, a operação enfrenta dificuldades por causa das características da região, que possui encostas íngremes, áreas de pastagem, terrenos escorregadios e mata fechada. A ocorrência de chuvas intermitentes também prejudica a mobilidade das equipes e reduz a eficiência das imagens captadas pelos drones térmicos.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que instaurou procedimento para apurar o desaparecimento e que equipes seguem atuando no local com todas as diligências necessárias.
As buscas continuam, e qualquer informação que possa ajudar a localizar Alice deve ser comunicada imediatamente às autoridades.
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