O Itamaraty informou nesta terça-feira (6) que um passaporte atribuído à modelo Eliza Samudio foi encontrado em Portugal. A informação foi confirmada pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que recebeu o documento na última sexta-feira (2).

Eliza Samudio foi assassinada há 15 anos, em um crime que teve como principal réu o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pela Justiça. O corpo da vítima nunca foi localizado. Não há informações sobre como o passaporte foi parar no país europeu.
Segundo o consulado brasileiro, no mesmo dia em que o documento foi recebido, foi feita uma consulta oficial ao Itamaraty, em Brasília, para definir os procedimentos a serem adotados. O ministério informou que a orientação é encaminhar o passaporte, que está expirado e cancelado, para a sede do órgão, onde ficará à disposição da família de Eliza.
Reação da família
A madrinha de Bruninho, filho de Eliza com Bruno, e representante legal de Sônia Samudio, mãe da modelo, afirmou que a localização do documento não altera em nada a convicção da família de que Eliza está morta.
Ela classificou a repercussão do caso como dolorosa e desnecessária, afirmando que o episódio representa uma “crueldade” com dona Sônia e com o neto. Segundo a família, a divulgação do achado reabre feridas de um crime já esclarecido pela Justiça.
A representante disse ainda que não sabe confirmar a autenticidade do passaporte, mas que, caso seja verdadeiro, a família deseja ter acesso ao documento.
Documento encontrado em Portugal
O passaporte teria sido emitido em 2006, com validade até 2011, período anterior ao desaparecimento de Eliza, ocorrido em 2010. No documento há apenas um carimbo de entrada em Portugal em 2007, sem qualquer registro de saída do país.
Segundo informações iniciais, o passaporte foi encontrado por um homem em uma residência coletiva em Portugal. A existência do documento foi divulgada inicialmente pelo canal Léo Dias TV. O consulado brasileiro aguarda orientações finais do Itamaraty para concluir os trâmites.
Caso Eliza Samudio
Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, aos 25 anos, em meio a um conflito com o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, com quem teve um filho. Na época, o jogador não reconhecia a paternidade da criança.
Em março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Ele foi apontado como mandante do assassinato.
Outros envolvidos também foram condenados. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, recebeu pena de 22 anos de prisão e foi apontado como o autor da morte de Eliza. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, foi condenado a 15 anos por sequestro e cárcere privado. Ele já obteve progressão de regime.
O último julgamento do caso ocorreu em 2013, quando Elenilson da Silva e Wemerson Marques, conhecido como Coxinha, foram condenados por participação no sequestro do filho de Eliza.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio em Esmeraldas (MG), onde ficou em cárcere privado antes de ser morta. O corpo nunca foi encontrado. O bebê Bruninho foi localizado dias depois em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Bruno deixou o regime fechado em 2018, passou ao semiaberto e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. O caso é considerado um dos crimes mais emblemáticos do país.
GRUPO COM NOTÍCIAS DO POR DENTRO DE MINAS NO WHATSAPP
Gostaria de receber notícias como essa e o melhor do Por Dentro de Minas no conforto por WhatsApp. Entre em grupos de últimas notícias, informações do trânsito da BR-381, BR-040, BR-262, Anel Rodoviário e esportes.
Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Acompanhe o Por Dentro de Minas no YouTube
Assista aos melhores vídeos com as últimas notícias de Belo Horizonte e Minas Gerais. Informações em tempo real.







