A Defesa Civil de Belo Horizonte renovou nesta terça-feira (6) o alerta de risco geológico forte para todas as regionais da capital mineira. O aviso é válido até as 10h de quinta-feira (8) e foi emitido em razão do grande volume de chuvas registrado nos últimos dias e da previsão de novas precipitações nas próximas horas.
Segundo o órgão municipal, o solo permanece encharcado, o que aumenta significativamente a possibilidade de deslizamentos de terra, desmoronamentos, quedas de muros, rupturas de taludes e trincas em imóveis, especialmente em áreas de encosta, vilas e aglomerados, mesmo durante períodos sem chuva intensa.
A Defesa Civil orienta que a população fique atenta a sinais de instabilidade, como rachaduras em paredes, portas e janelas emperradas, surgimento de fendas no solo, inclinação de postes ou árvores, estalos em estruturas e água minando da base de barrancos. Ao identificar qualquer indício de movimentação do terreno, a recomendação é sair imediatamente do local e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
Acumulado de chuvas em janeiro
Até as 7h desta terça-feira (6), diversas regionais já registraram volumes expressivos de chuva. As regiões Centro-Sul e Oeste lideram os índices, com 182 mm e 174,4 mm, respectivamente. Em seguida aparecem Noroeste (171,4 mm) e Barreiro (154 mm).
Também apresentam acumulados elevados as regionais Pampulha (115,8 mm), Leste (115,2 mm), Norte (103,6 mm) e Nordeste (101,4 mm). Em Venda Nova, o volume chegou a 98,2 mm, enquanto o Hipercentro soma 85,2 mm.
Em algumas regiões, o volume de chuva já ultrapassa 50% da média climatológica de janeiro, que é de 330,9 mm em Belo Horizonte, reforçando o estado de atenção em toda a cidade.
Entenda o risco
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), uma taxa de 1 milímetro de chuva por minuto equivale a 1 litro de água acumulado por minuto em cada metro quadrado. Assim, uma precipitação de 20 milímetros representa 20 litros de água por metro quadrado, acelerando a saturação do solo e elevando o risco de ocorrências geológicas.
Acumulado de chuva por regional (até 7h de 6/1)
- Barreiro: 154,0 mm (46,5%)
- Centro-Sul: 182,0 mm (55,0%)
- Hipercentro: 85,2 mm (25,7%)
- Leste: 115,2 mm (34,8%)
- Nordeste: 101,4 mm (30,6%)
- Noroeste: 171,4 mm (51,8%)
- Norte: 103,6 mm (31,3%)
- Oeste: 174,4 mm (52,7%)
- Pampulha: 115,8 mm (35,0%)
- Venda Nova: 98,2 mm (29,7%)
Principais sinais de deslizamento
- Trincas ou rachaduras em paredes
- Rachaduras no solo
- Portas e janelas emperradas
- Água empoçada no quintal
- Água minando da base de barrancos
- Inclinação de postes ou árvores
A orientação é evitar permanecer em imóveis localizados em áreas muito inclinadas ou sujeitas a soterramento e buscar um local seguro sempre que necessário.
O que fazer durante chuvas intensas
- Não atravesse áreas alagadas, nem a pé nem de carro
- Evite contato com a água da enchente, que pode estar contaminada ou oferecer risco de choque elétrico
- Não se abrigue sob árvores ou próximo a postes durante tempestades
- Desligue aparelhos elétricos para evitar danos causados por descargas
- Mantenha calhas e ralos limpos e evite descartar lixo em locais que possam entupir bueiros
Em caso de emergência, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
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