Uma mulher de 48 anos foi resgatada em estado grave na manhã do último sábado (17) após ser encontrada seminua e com sinais de extrema violência às margens da Lagoa Azul, no bairro Duquesa II, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima trabalha como babá e foi localizada dentro da água por um morador da região, que acionou o socorro.

De acordo com o relato do comerciante, ele chegou ao local por volta das 6h para montar uma barraca de bebidas, atividade que exerce há anos nas imediações da lagoa, utilizada pelos moradores como área de lazer. Enquanto recolhia lixo na margem, percebeu um movimento na água e, ao se aproximar, constatou que se tratava de uma mulher gravemente ferida. Com a ajuda de uma vizinha, ele entrou na lagoa, retirou a vítima e acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo a testemunha, a mulher apresentava o rosto desfigurado, diversos ferimentos pelo corpo e estava sem roupas da cintura para baixo. Em alguns momentos, ela permanecia consciente, mas tinha dificuldade para falar, emitindo apenas gemidos de dor. Apenas após insistência, conseguiu informar seu nome e o do marido, o que possibilitou sua identificação. Moradores relataram que a vítima era conhecida na região por passar diariamente pelo local a caminho do trabalho.
O Samu realizou os primeiros atendimentos ainda no local e encaminhou a mulher ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima sofreu múltiplos ferimentos, incluindo cortes profundos no rosto, escoriações pelo corpo, fratura no punho, fraturas nas costelas e lesões no fígado e nos rins. O estado de saúde foi considerado grave.
Devido à gravidade do quadro clínico e ao fato de a vítima estar inconsciente, não foi possível realizar exames para confirmar a ocorrência de violência sexual. Ainda assim, a Polícia Militar destacou que as circunstâncias encontradas no local reforçam essa suspeita, já que a mulher estava sem roupas da cintura para baixo e seus pertences pessoais, como bolsa e celular, foram encontrados próximos a ela, descartando a hipótese de roubo.
A perícia da Polícia Civil encontrou marcas de sangue espalhadas pela margem da lagoa e apreendeu um pedaço de madeira com manchas avermelhadas, que pode ter sido utilizado nas agressões. Imagens de câmeras de segurança da região foram analisadas e auxiliaram na identificação de um suspeito.
A Polícia Militar localizou e prendeu um homem de 35 anos, morador do bairro, que trabalha em uma empresa de reforma de pallets. Durante a abordagem, ele apresentou versões contraditórias sobre seus deslocamentos na noite e na madrugada do crime. Na residência do suspeito, os militares apreenderam roupas e botas deixadas de molho em um balde com água, algumas ainda com manchas semelhantes a sangue.
O marido da vítima informou à polícia que o casal está junto há 13 anos, não possui histórico de conflitos familiares e que a mulher havia saído de casa por volta das 5h30 para trabalhar, trajeto que fazia rotineiramente. O casal tem um filho de 12 anos.
O suspeito foi encaminhado à delegacia, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e aguarda a evolução do quadro clínico da vítima para complementar o depoimento.
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