A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, teve sua licença médica prorrogada por mais 60 dias, conforme publicação no Diário Oficial de Minas Gerais desta quinta-feira (11). Ao todo, ela já soma 180 dias de afastamento e deverá permanecer fora das funções até 9 de fevereiro de 2026, caso não haja nova prorrogação.
O afastamento começou em 13 de agosto, dois dias após o crime, inicialmente por 60 dias. O prazo foi renovado novamente em outubro e agora passa pela terceira prorrogação. Segundo o Hospital da Polícia Civil, a delegada segue recebendo remuneração integral durante o período: em outubro, foram R$ 25,4 mil brutos e R$ 17,8 mil líquidos, totalizando mais de R$ 110 mil ao longo dos seis meses de licença.
Situação na Justiça e no MPMG
Ana Paula foi indiciada por prevaricação e por permitir o uso de sua arma de fogo no crime, já que a pistola usada por Renê pertence a ela. Apesar do indiciamento, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) decidiu não denunciá-la. O entendimento é que os crimes atribuídos à delegada possuem penas inferiores a quatro anos e não envolvem violência, permitindo a aplicação de um acordo de não persecução penal.
Com isso, o processo dela foi desmembrado do caso do marido, e o Ministério Público solicitou que a Justiça avalie a cobrança de uma indenização mínima de R$ 150 mil à família da vítima.
Ana Paula também responde a um processo administrativo disciplinar conduzido pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Em 2024, segundo a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol), ela atuava na Casa da Mulher Mineira e é autora do livro “Violência Doméstica e Políticas Públicas de Enfrentamento”.
O crime
Laudemir de Souza Fernandes foi morto na manhã de 11 de agosto de 2024, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte. Ele trabalhava na coleta de lixo quando Renê Júnior, dirigindo um BYD cinza, teria se irritado alegando que o caminhão atrapalhava o trânsito.
Armado, o empresário apontou a arma para a motorista do caminhão, ameaçou atirar no rosto dela e, após ultrapassar o veículo, desceu com a pistola em punho. Ele deixou o carregador cair, recolocou e disparou contra o gari. O tiro entrou pela região das costelas, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo da vítima, que não resistiu.
Renê foi preso horas depois, ao chegar a uma academia de alto padrão na região Oeste da capital. Embora tenha confessado o crime inicialmente, passou a alegar posteriormente que não atirou em Laudemir, sugerindo que o homicídio teria sido cometido por faccionados, hipótese contestada pelas investigações.
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