A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação que apurou a morte da técnica de enfermagem Heddy Lamar de Araújo, de 44 anos, e de seu filho, Bernardo Lucas de Araújo Ribeiro, de 13, em um caso que chocou Belo Horizonte. Segundo a polícia, o adolescente, que era autista não verbal, morreu por fome e sede, após permanecer sozinho em casa depois do assassinato da mãe.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (22), durante coletiva de imprensa. De acordo com a PCMG, Heddy foi morta no dia 25 de setembro de 2024, em um mirante no bairro Nova York, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O corpo da vítima foi encontrado com sinais de asfixia e ferimentos provocados por objeto perfurante, como faca ou tesoura.
O principal suspeito é Bruno Alexandre Ferreira, de 37 anos, que mantinha um relacionamento extraconjugal com Heddy havia cerca de dois anos. Conforme a investigação, o crime teria sido motivado por vingança, após o suspeito atribuir à vítima a culpa pelo fim de seu casamento.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir os últimos momentos de Heddy. Os registros mostram a mulher deixando o trabalho, seguindo até o Hospital Risoleta Neves e, em seguida, embarcando em uma motocicleta conduzida pelo suspeito. Os dois seguiram até o local onde o corpo foi encontrado horas depois.
Antes de sair de casa, Heddy deixou o filho trancado no apartamento, no bairro Jardim Guanabara, região Norte da capital. Bernardo, que não tinha condições de se comunicar ou pedir ajuda, permaneceu sozinho por dias. O pai do adolescente desconfiou do desaparecimento após ser informado pela escola sobre a ausência do menino e foi até o imóvel. Sem conseguir contato, acionou a polícia.
Ao entrarem no apartamento, os policiais encontraram o adolescente morto dentro de um quarto trancado. Exames periciais apontaram que Bernardo havia morrido cerca de 36 horas antes de ser localizado, em decorrência de inanição.
Segundo o delegado Marcos Vinícius Martins, responsável pelo caso, o corpo de Heddy foi inicialmente encontrado sem documentos, o que atrasou sua identificação. Somente oito dias depois a identidade foi confirmada, quando a polícia recebeu a informação sobre o desaparecimento do filho da vítima.
A investigação revelou que Heddy havia se envolvido emocionalmente com o suspeito após conhecê-lo em uma corrida por aplicativo. Ainda conforme a PCMG, o homem passou a acusá-la de ter causado o término de seu casamento e chegou a alegar que a mulher teria recorrido a práticas religiosas para tentar manter o relacionamento.
Bruno Alexandre Ferreira foi preso preventivamente na última quinta-feira (18), em Santa Luzia, na Grande BH. Ele nega os crimes, mas, segundo a Polícia Civil, há provas testemunhais, técnicas e periciais que sustentam a acusação.
Com a conclusão do inquérito, o suspeito foi indiciado por homicídio quadruplamente qualificado, incluindo feminicídio, motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Pela morte de Bernardo, ele responderá por homicídio contra menor de 14 anos, com qualificadora de extrema vulnerabilidade.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.
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