Segue preso no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um homem de 35 anos investigado por abusar sexualmente de crianças que eram deixadas sob seus cuidados e da esposa, na Região da Pampulha. A detenção, inicialmente em flagrante, foi convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia.
A suspeita veio à tona na última semana, quando a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de estupro de vulnerável. No local, os pais de uma das vítimas, uma menina de 10 anos, relataram o crime aos militares.
Segundo o boletim de ocorrência, ao ser questionado, o homem negou as acusações, demonstrou nervosismo e chegou a quebrar um vidro, ferindo o próprio pulso. Ele foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens, mas fugiu da unidade antes de receber alta. Horas depois, acabou localizado e preso.
Relatos e mudança de comportamento
A mãe da menina contou que, há cerca de nove meses, percebeu alterações no comportamento da filha: isolamento, tristeza e ansiedade. A princípio, ela chegou a considerar que os sinais poderiam estar relacionados a TDAH.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima frequentava desde os quatro anos uma espécie de creche improvisada, mantida pelo casal no bairro Universitário. A família conhecia os responsáveis havia bastante tempo.
No dia 12 de novembro, após ouvir relatos de outras crianças, a menina contou aos pais que era abusada pelo suspeito quando a esposa dele não estava por perto. Ela também afirmou que era ameaçada para não denunciar o agressor.
“O sentimento é de revolta, de traição. A gente fica sem chão. É importante que outras famílias denunciem para que a justiça seja feita”, desabafou o pai da vítima.
Escolinha sem autorização e novas apurações
À polícia, a esposa do investigado declarou não ter conhecimento dos abusos, mas confirmou que uma das crianças já havia imitado comportamentos atribuídos ao marido.
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública informou que o homem permanece à disposição da Justiça. A menina passou por atendimento médico e psicológico e continuará acompanhada pela rede de apoio especializada.
Segundo a PM, cerca de dez crianças ainda permaneciam no local quando os agentes chegaram. A escolinha não possui registro legal para funcionamento e será alvo de fiscalização.
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