O padre Edson Augusto Teixeira, pároco da Paróquia Sant’Ana, é acusado de invadir o estúdio da Rádio Canastra FM 89.1 e agredir o radialista Jésus de Carvalho Chaves, de 83 anos, durante a transmissão ao vivo do programa “Domingão do Jesão”, neste domingo (19).
O episódio foi registrado em áudio e divulgado nas redes sociais. Nas gravações, é possível ouvir o padre chamando o comunicador de “velho mentiroso”, seguido de barulhos de tumulto no estúdio que indicam o início da agressão.
Os dois já tinham desentendimentos anteriores, e a tensão aumentou após o radialista questionar a contratação de um restaurador não especializado para intervir no mural da Santa Ceia, localizado no altar da Igreja Matriz de Sant’Ana.
Durante o programa, Jésus comentava assuntos ligados à paróquia quando o padre entrou na emissora sem autorização. No início, o radialista chegou a anunciar a presença do religioso e oferecer direito de resposta, mas a discussão rapidamente se transformou em agressão verbal e física.
Rádio se manifesta
Em nota oficial, a Rádio Canastra FM repudiou o ato e manifestou apoio irrestrito ao comunicador. O diretor da emissora, Robson de Castro, afirmou que o padre “invadiu o estúdio, proferiu ofensas e agrediu fisicamente o locutor, que apenas exercia seu direito de expressão”.
“A emissora reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa e não aceitará que seus comunicadores sejam intimidados ou agredidos”, diz o comunicado.
A nota também destacou que a rádio continuará “lutando pela livre expressão e opinião” e defendeu o diálogo como única forma legítima de resolver divergências.
Posição da Diocese de Luz
A Diocese de Luz, à qual pertence a Paróquia Sant’Ana, informou que acompanha o caso “com a seriedade que ele requer” e que ainda apura os fatos.
Em comunicado, a Diocese afirmou que o padre Edson sempre manteve conduta pastoral respeitosa, mas que, diante do episódio, poderá adotar medidas disciplinares conforme o Código de Direito Canônico e as Diretrizes Pastorais e Sacramentais da Diocese.
Entidades repudiam violência
A Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT) e o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de Minas Gerais (SERT-MG) também repudiaram o ato de violência.
As entidades reafirmaram o “compromisso com a liberdade de expressão, o acesso à informação e a valorização do jornalismo como pilar da democracia”.
Em nota conjunta, ressaltaram que divergências devem ser resolvidas pelo diálogo e respeito mútuo, e pediram que o caso seja apurado com transparência e responsabilidade pelas autoridades competentes.
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