O corpo do policial penal Euler Pereira da Rocha, de 42 anos, foi sepultado na manhã desta segunda-feira (4), no Cemitério Municipal Nossa Senhora da Piedade, em Justinópolis, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Euler foi morto com dois tiros, durante a madrugada de domingo (3), por um detento custodiado no Hospital Luxemburgo, no bairro de mesmo nome, na capital mineira.

O autor do crime, identificado como Shaylom Cristian Ferreira Moreira, cumpria pena no Presídio Inspetor José Martinho Drumond e estava internado na unidade de saúde. Após cometer o assassinato, ele fugiu vestindo a farda do agente penal, entrou em um carro de aplicativo e foi preso ainda durante a corrida.
A Corregedoria da Polícia Penal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do crime. As investigações preliminares apontam que Euler não estava acompanhado por outro policial no momento do crime, como determina o protocolo para escoltas hospitalares. Uma fonte da corregedoria informou que o agente que deveria estar em dupla com Euler teria deixado o local para ir até sua casa, o que é proibido. Ele foi afastado do cargo e poderá responder por coautoria de homicídio.
Imagens de câmeras de segurança do hospital registraram o detento circulando pelos corredores já com a farda do policial. O episódio gerou revolta entre familiares e expôs falhas na segurança das escoltas realizadas pela Polícia Penal.
Euler estava na corporação desde 2009 e deixa três filhos, de 5, 13 e 18 anos. Ele morava em Ibirité e estava construindo um sítio no bairro Tony. O irmão do policial, Fernando Alves da Silva, lamentou a perda e criticou as condições de trabalho da categoria.
“Ele sabia dos riscos, mas não deixava de cumprir seu dever. Nunca imaginamos que isso pudesse acontecer. Esperamos que a justiça seja feita”, declarou.
A sobrinha de Euler, Thais Maford, também se pronunciou. Ela contou que, um dia antes do crime, o tio havia ligado para pedir ajuda com a avó, que estava passando mal.
“Levei minha avó ao hospital e ela continua internada. Contamos sobre a morte do meu tio, mas ela não consegue assimilar o que aconteceu.”
O presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais, Jean Otoni, classificou a situação como grave e cobrou mudanças. Segundo ele, o último caso de morte de um policial penal em serviço havia sido registrado em 2003.
“A escolta deveria ser feita por três agentes, e o revezamento deveria ocorrer a cada quatro horas, como é feito na Polícia Militar. Mas os policiais penais, muitas vezes, atuam por 12 horas seguidas, usando seus próprios carros”, afirmou.
Shaylom Cristian foi transferido no domingo (3) para a Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas. A Polícia Civil também investiga o caso.
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