O servidor público responsável por acompanhar o policial penal Euler Oliveira Pereira Rocha, de 42 anos, assassinado pelo detento Shaylon Cristian Ferreira Moreira, de 24, prestou depoimento à Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) na última terça-feira (5). A apuração administrativa ocorre paralelamente à investigação criminal, conduzida pela Polícia Civil.

Efetivo desde 2014, o servidor, que teve a identidade preservada, compareceu para esclarecer possíveis falhas no cumprimento do protocolo de escolta. Segundo a Sejusp, o procedimento exige a presença de dois policiais penais durante a vigilância hospitalar de detentos.
De acordo com a pasta, o agente permanece com seus direitos funcionais preservados, incluindo salário e vínculo com o cargo, até a conclusão da apuração. Em nota, a Sejusp destacou que é responsável apenas pela investigação administrativa. As medidas criminais ficam sob responsabilidade da Polícia Civil.
Relatórios do Departamento Penitenciário (Depen-MG) indicam que, no sábado (2), duas fiscalizações foram feitas no Hospital Luxemburgo, às 8h50 e às 20h30, confirmando a presença de dois policiais penais na escolta de Shaylon. No entanto, após a última verificação, um dos agentes teria abandonado o posto sem aviso prévio.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Shaylon deixa o hospital vestido com a farda da vítima. Pouco depois de cometer o assassinato, ele fugiu pela porta da frente do hospital em um carro de aplicativo. A corrida foi solicitada por uma mulher, após o suspeito alegar que estava sem celular. O motorista alegou não conhecer o passageiro.
O detento foi localizado por policiais militares nas proximidades, ainda com a bolsa do agente morto. Dentro dela estavam três pistolas e munições.
Assassinato durante a escolta
O crime ocorreu durante a madrugada do sábado (2), dentro do Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte, onde Shaylon estava internado havia três dias. Segundo as investigações, por volta das 2h40, o detento pediu para ir ao banheiro, entrou em luta corporal com Euler, conseguiu desarmá-lo e atirou duas vezes, na nuca e no tórax do policial penal.
Em nota, o hospital afirmou que seguiu os protocolos de segurança, prestou socorro imediato ao agente e acionou as autoridades. A instituição também ofereceu apoio psicológico à equipe médica envolvida.
A Sejusp lamentou a morte do servidor e declarou solidariedade à família e colegas de trabalho da vítima. A Corregedoria afirma que todas as providências cabíveis estão sendo adotadas.
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