Luiza Cristina de Assis Oliveira, de 23 anos, foi presa em flagrante por falsidade ideológica ao se passar por tenente da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ela usava redes sociais como Instagram, Threads e LinkedIn para sustentar a farsa, divulgando selfies montadas, vídeos de operações policiais, certificados falsos e até filhos fictícios. A prisão ocorreu no bairro Milionários, em Belo Horizonte.
Antes de assumir a identidade falsa, Luiza trabalhava como caixa em um supermercado da região, que fechou as portas em 2024. A partir de então, começou a se apresentar como “1ª Tenente da PMMG” e “Chefe do Núcleo de Justiça e Disciplina (NJD)”, além de alegar ser filha de um coronel da Polícia Militar e irmã de um promotor de Justiça, informações todas falsas.
Fraude bem elaborada
Nas redes sociais, Luiza usava fotos montadas com fardas, fundos falsos com brasões da PMMG e vídeos institucionais. Em uma postagem no início de 2025, chegou a afirmar: “Dia especial, assumo a chefia do Núcleo de Justiça e Disciplina – 41º BPM/PMMG”. O batalhão, no entanto, negou qualquer vínculo com a mulher.
Ela também usava imagens de crianças retiradas da internet, alegando serem seus filhos. A polícia confirmou que os menores não têm qualquer relação com ela e que as fotos foram usadas sem autorização das famílias.
Outra estratégia foi criar um perfil falso de uma suposta colega de corporação, “Marcella Bomfim”, que compartilhava vídeos de operações e interagia com o perfil da própria Luiza, reforçando a farsa.
Golpe em comerciante
Um dos principais alvos de Luiza foi Marcos Vinícius Freitas, de 34 anos, proprietário de uma lanchonete na região. A mulher aproveitava momentos em que ele não estava no local para furtar dinheiro do caixa, alegando que faria depósitos em sua conta. Os valores, segundo a vítima, nunca chegaram, e o prejuízo pode chegar a R$ 10 mil.
Além do furto, Luiza prometeu investir financeiramente no negócio por meio de um consórcio, apresentando documentos que se revelaram falsos. Ela ainda tentou formalizar uma sociedade usando papéis adulterados.
Prisão e apreensão
Na casa de Luiza, a polícia apreendeu documentos falsificados, crachás da PMMG, cartões bancários em nome de terceiros, celulares e uma réplica de arma de fogo. Também foi constatado o uso indevido do número da OAB-MG de um advogado para se passar por advogada.
Durante o depoimento, ela confessou ter criado identidades fictícias com o objetivo de obter benefícios do governo, além de forjar documentos como alvarás, cartas da Previdência Social e procurações.
Luiza foi presa em flagrante e conduzida à delegacia, onde foi ouvida e colocada à disposição da Justiça. Ela responderá pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, usurpação de função pública e furto.
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