O secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Oitaven Barral, foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (3), durante a terceira fase da Operação Overclean, que investiga desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro em convênios e emendas parlamentares.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema teria desviado cerca de R$ 1,4 bilhão por meio de fraudes em licitações e superfaturamento de obras. As irregularidades estão relacionadas à atuação de Barral na Prefeitura de Salvador (BA), onde trabalhou antes de assumir o cargo na capital mineira. As investigações apontam sua participação em contratos suspeitos.
Nesta fase da operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Aracaju. Durante as diligências, agentes da PF encontraram dólares, euros, joias e relógios dentro de um cofre na residência de Barral. Os bens apreendidos serão analisados no decorrer das investigações.
Barral foi nomeado secretário de Educação de Belo Horizonte em abril de 2024 e já enfrentava questionamentos na Bahia. O Ministério Público baiano acusa uma empresa de sua propriedade de improbidade administrativa em um contrato firmado sem licitação com a Prefeitura de Santo Antônio de Jesus, no valor de R$ 300 mil. O contrato está suspenso por decisão judicial desde fevereiro de 2023.
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), declarou que Barral não receberá tratamento diferenciado na administração municipal. “Se há algo contra ele, que responda na Justiça. O que sei é que o caso envolve projetos na Bahia e não na Secretaria de Educação de Belo Horizonte”, afirmou o chefe do Executivo municipal.
A Prefeitura de Belo Horizonte ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. As investigações seguem em andamento para apurar a participação de Barral e outros envolvidos no esquema.
Atuação do ‘Rei do Lixo’ e fases da operação
A Operação Overclean também investiga o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Ele é apontado como um dos operadores do esquema de desvios de emendas parlamentares no Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) e teria intermediado negócios ilícitos com políticos.
Marcos Moura foi preso na primeira fase da Overclean, em 10 de dezembro de 2024, junto com outras 16 pessoas. Ele foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A investigação chegou ao Supremo Tribunal Federal após envolver o nome do deputado federal Elmar Nascimento, líder do União Brasil na Câmara.
Na segunda fase da operação, deflagrada em 23 de dezembro de 2024, foram presos o policial federal Rogério Almeida Medeiros, o vice-prefeito de Lauro de Freitas (BA), Vidigal Cafezeiro Neto (Republicanos), o então secretário de Mobilidade Urbana de Vitória da Conquista (BA), Lucas Dias, e o lobista Carlos André, apontado como operador do esquema. O caso segue sob sigilo, determinado pelo ministro Kassio Nunes Marques, relator da ação no STF.
A reportagem do Por Dentro de Minas entro em contato com a PBH, mas ainda não obteve retorno.
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