O condutor de um caminhão e o empresário responsável pelo veículo foram indiciados pelo acidente que matou 39 pessoas na BR-116, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. O inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) foi concluído nesta terça-feira (25) e apontou que o caminhão envolvido na tragédia transportava uma carga 77% acima do permitido.
Conforme a corporação, além do excesso de carga, confirmada com 103 toneladas, as investigações também apontaram, que no momento do acidente, o condutor estava acima da velocidade permitida, o velocímetro marcava 97 km/h.
De acordo com a investigação, diversos fatores contribuíram para o tombamento da carreta, que transportava blocos de quartzito. O excesso de carga, a falta de descanso do motorista e a alta velocidade foram determinantes para o acidente.
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O delegado Amaury Albuquerque, envolvido no caso, destacou que qualquer veículo trafegando acima de 62 km/h com uma carga semelhante teria risco de tombamento. No momento do impacto, um ônibus com 45 passageiros foi atingido, resultando na morte de 39 pessoas.
O motorista da carreta foi indiciado por homicídio e lesão corporal, tanto grave quanto leve. Além disso, responderá por fugir do local do acidente e omitir socorro às vítimas. Segundo a Polícia Civil, ele não respeitou os períodos obrigatórios de descanso e manteve uma condução imprudente ao longo da viagem.
O dono da empresa responsável pelo transporte também foi indiciado por homicídio e falsidade ideológica. Segundo as apurações, ele emitiu notas fiscais adulteradas para mascarar o peso real da carga e evitar fiscalizações. O delegado César Cândido Neves Júnior afirmou que a documentação fraudulenta contribuiu diretamente para a tragédia, permitindo que um veículo acima do limite de segurança circulasse pelas rodovias.
O inquérito policial foi enviado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que avaliará as próximas medidas judiciais. O motorista segue preso no Espírito Santo, enquanto o empresário ainda não teve sua prisão solicitada.
A Polícia Civil reforçou que a investigação reuniu provas técnicas e testemunhais para responsabilizar os envolvidos pelo desastre.
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