O corpo de Claudineia Francisca Lima, de 46 anos, que morreu após complicações em uma cirurgia plástica está sendo velado, nesta segunda-feira (17), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O sepultamento está previsto para o início da tarde, no Cemitério do Bonfim, na Região Noroeste da capital.
Familiares e amigos ainda tentam lidar com a perda repentina da pedagoga, que trabalhava na zona rural de Betim. Em depoimento, a filha de Claudineia, Ana Carolina de Faria Lima, afirmou que buscará justiça pela morte da mãe. “Não quero que nenhuma outra família passe por isso. Estou despedaçada”, desabafou.
Claudineia morreu no sábado (15) após passar por uma cirurgia de hérnia epigástrica e abdominoplastia em um hospital-dia na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Entenda o caso
O desejo de Claudineia de realizar uma lipoaspiração e enxertia glútea levou-a a procurar o médico Marcelo Regianni em 2022. Inicialmente, o procedimento foi recusado devido ao tempo necessário para a cirurgia. No entanto, anos depois, durante o procedimento realizado na última quinta-feira (13), o médico decidiu realizar a lipoaspiração, por um preço promocional de 18 mil a educadora.
Após a cirurgia, Claudineia começou a sentir um desconforto na garganta, que foi atribuído ás intubações não comunicadas à família. Poucas horas depois, ela passou a sentir falta de ar e dores intensas. O rosto e o pescoço incharam rapidamente, agravando o quadro clínico. Ela foi inicialmente atendida em uma unidade de saúde próxima ao hospital-dia, onde o caso foi tratado como choque anafilático.
Ao ser transferida para o Hospital da Pampulha, a hipótese de reação alérgica foi descartada, quando os médicos identificaram um furo na traqueia, que exigiria uma cirurgia corretiva de alto risco.
O procedimento torácico ocorreu no sábado (15), mas Claudineia sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu. A família alega negligência médica e falta de informações sobre os riscos e detalhes da cirurgia. A Polícia Civil investiga o caso e um boletim de ocorrência foi registrado pelos parentes.
Posicionamento do cirurgião
Em nota, o médico Marcelo Regianni negou que tenha causado a perfuração na traqueia, afirmando que a intubação foi realizada pela anestesista como parte do protocolo padrão. Ele também alegou que não houve complicações durante a cirurgia e que o agravamento do estado de saúde de Claudineia foi devido à demora no tratamento causada pelas sucessivas transferências entre hospitais. O caso segue em investigação.
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