Preço médio na compra e venda de imóveis tem crescimento de 5,36% em BH

Relatório aponta que zonas Norte, Leste e Nordeste tiveram as maiores altas na região
Preço médio na compra e venda de imóveis tem crescimento de 5,36% em BH - Foto: Divulgação/PBH
Preço médio na compra e venda de imóveis tem crescimento de 5,36% em BH – Foto: Divulgação/PBH

O Relatório de Compra e Venda, produzido trimestralmente pela Casa Mineira Por QuintoAndar, revela que Belo Horizonte fechou o primeiro trimestre do ano com alta tanto nos valores anunciados de imóveis como nos contratados. O crescimento no preço/m2 mediano foi de 5,36% em comparação com o último trimestre de 2021 e de 0,06% em comparação com o primeiro trimestre de 2021 – atingindo a média de R$ 4.842 por metro quadrado. Em relação aos anúncios de imóveis, a variação sofreu alta de 3,45% e registrou o valor médio de R$ 5.000 por metro quadrado.

As zonas Norte, Leste e Nordeste tiveram as maiores altas. A região da Pampulha apresentou uma alta de 1,2%. Já a região Centro-Sul registrou alta de 5,6% em relação ao último trimestre de 2021, mas continua abaixo do nível registrado no início do ano passado. Já a região Oeste teve alta de 2,68% em relação ao último trimestre, mas também está abaixo do nível observado no início de 2021 (1,37%).

A despeito do aumento da Selic, a rentabilidade potencial dos imóveis continua em níveis robustos e se apresenta como um investimento seguro.

Além disso, o estudo mostra que, em janeiro de 2022, a média de desconto dado em contratos fechados foi de 3,8% – uma variação de 0,6 ponto porcentual em relação ao trimestre anterior. Essa medida reflete o aquecimento do mercado a partir da negociação entre proprietários e compradores.

Rentabilidade e liquidez na cidade

No que diz respeito à rentabilidade de imóveis, o Relatório QuintoAndar mostra que, em Belo Horizonte, a média é de 5,07% a.a com o aluguel de apartamentos vendidos. “Como somos o maior player de aluguel do mercado, conseguimos estimar o valor tanto de imóveis desocupados quanto dos alugados, a partir de inteligência artificial com a nossa calculadora QuintoAndar – que está disponível para o uso de todos. Nesse cálculo, são levados em consideração diversos fatores, como o número de dormitórios, vagas de garagem, localização e as condições de conservação do imóvel. Esses são alguns dos aspectos que nos permitem ter uma análise acurada do mercado de imóveis”, conta Thiago Reis, gerente de Dados do QuintoAndar.

Ao analisar a variação de rentabilidade de acordo com o número de quartos, o levantamento indica que os locais com um dormitório foram os que apresentaram maior rentabilidade (6,5% a.a.), seguidos por imóveis de dois (5,07% a.a) e três dormitórios (5% a.a).

A nova edição do relatório elenca ainda quais são os bairros da cidade que possuem maior liquidez – ou seja, a maior velocidade na venda dos imóveis anunciados. Na capital mineira, os bairros que demandam menor tempo são Castelo, Buritis, Funcionários, Cidade Nova e Sagrada Família. Em contrapartida, Santo Antônio, Serra, Sion e Gutierrez são as vizinhanças em que as vendas demoram períodos mais longos para serem concretizadas.

Além disso, o conteúdo aponta que os 10 bairros mais procurados pelos moradores da cidade na hora de comprar um imóvel são: Carlos Prates, Prado, Calafate, Centro, Havaí, Lagoinha, Buritis, Cruzeiro, Santo Antônio e Sion.

Panorama do mercado

O mercado imobiliário teve uma performance bastante positiva nos anos de 2020 e 2021. A combinação de juros baixos e novas linhas de crédito habitacional fomentou um dos melhores anos do mercado imobiliário em anos recentes.

Em 2022, há vários desafios. A crise hídrica brasileira, a eclosão da Guerra na Ucrânia e os desajustes econômicos herdados da crise sanitária propiciaram o retorno da inflação. O IPCA registrou uma variação recorde, chegando a 11,30% em 12 meses, o maior valor registrado nos últimos 20 anos. O mercado global vive um aperto monetário, com aumento nos juros para combater a aceleração da inflação. A previsão é de crescimento mais lento.

A despeito do aumento da Selic, o impacto no crédito habitacional ainda não foi integral. O período de juros baixos foi uma exceção já que o mercado imobiliário brasileiro está habituado a operar com taxas de juros elevadas. Além disso, o mercado de trabalho tem registrado uma recuperação. Apesar de ainda alta, a taxa de desemprego está em queda.

Dadas essas condições e com base nos dados do Relatório do QuintoAndar, é possível perceber que o mercado de venda está menos otimista, mas continua registrando números positivos.

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