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Polícia apura venda ilegal de lotes em região nobre de Belo Horizonte

PC constatou que o empreendimento não estava licenciado e não tinha autorização dos órgãos competentes
Polícia apura venda ilegal de lotes em região nobre de Belo Horizonte - Foto: Divulgação/PCMG
Polícia apura venda ilegal de lotes em região nobre de Belo Horizonte – Foto: Divulgação/PCMG
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desencadeou, nesta quinta-feira (1/7), a operação Horizonte dos Sonhos, cumprindo três mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrarem um esquema criminoso de venda ilegal de lotes para residências de luxo no bairro Mangabeiras, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

A ação é fruto de investigações coordenadas pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema). Os imóveis alvos das buscas foram a casa de um empresário, no bairro Ouro Preto, e a residência de um tenente-coronel da reserva, na região Noroeste de Belo Horizonte. Um terceiro mandado foi cumprido na sede da empresa, localizada na Savassi, zona Sul da capital. Dentre o material apreendido, estão máquinas de cartão de crédito que teriam sido utilizadas pelos suspeitos para concretizarem as vendas ilegais e documentos que podem comprovar as fraudes.

Conforme explica o delegado responsável pelo inquérito policial, Eduardo Vieira, a empresa suspeita estaria oferecendo lotes de suposto empreendimento residencial de alto luxo em parte da área que pertence ao Conjunto Patrimonial e Ambiental da Serra do Curral, protegida por Lei. “Os anúncios eram feitos por meio de plataformas digitais, por websites e perfil de Instagram, que já tinha mais de 30 mil seguidores. Nessas plataformas, a empresa inseria diversas informações que verificamos que seriam falsas”, adianta o delegado. “Como exemplo, eles informavam que o empreendimento estava 100 % licenciado, o que não é verdade, de acordo com os documentos que obtivemos da prefeitura. Além disso, a empresa apresentava uma planta fictícia do negócio”, completa.

A partir de provas preliminares, a PCMG constatou que o empreendimento não estava licenciado, não tinha autorização dos órgãos competentes e que a planta apresentada tem indícios de ter sido copiada de outra execução.

“O que chama a atenção, e que servia de atrativo às vítimas, é que se tratava de lotes de aproximadamente 440 metros quadrados, em uma das áreas mais nobres da cidade, anunciadas por aproximadamente R$ 300 mil, valor bem abaixo do mercado”, ressalta Vieira, informando que o esquema pode envolver crime de estelionato e crime contra a administração pública, vinculado a parcelamento irregular de solo.

A equipe do Dema segue com as investigações no intuito de apurar por completo os fatos e se há participação de outras pessoas no suposto esquema criminoso.

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