Mulheres sofrem 15% a mais com as varizes do que os homens

Por Dentro de Minas - Google News (pordentrodeminas - googlenews)

Especialista revela formas de cuidado e tratamento. E ainda, deixa um alerta para a classe das empresárias 

A mulher moderna costuma ser multitarefa. Cuida da casa, da família e ainda administra o trabalho, algumas delas, o seu próprio negócio. Com tantos afazeres, pode acontecer de a saúde ficar em segundo plano, incluindo a vascular. De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), 45% das mulheres sofrem com as varizes, enquanto os homens representam 30% do total.

As varizes se formam geralmente, nas pernas e nos pés. Elas são resultadas de veias tortuosas e dilatadas. “Ocorrem quando a pressão nas veias aumenta e há dificuldade do retorno do sangue para o coração”, explica o angiologista, Guilherme Jonas.

Não sendo necessariamente uma regra, um dos grupos de mulheres que podem estar propícios a sofrer com as varizes em algum momento da vida, são as empresárias, devido ao fato de passarem boa parte do tempo assentadas.

Segundo o especialista, as varizes “acometem, principalmente, os membros inferiores e suas formas de manifestação podem ser várias, entre elas, dor, sensação de peso e cansaço nas pernas, queimação, ardência nas regiões em que as veias estão dilatadas e, eventualmente, câimbras noturnas e coceira”.

A variz costuma ser mais comum nas mulheres, este fato tem relação com alguns fatores, como: genética,, doenças ginecológicas e a presença de alguns hormônios. “Entre eles, podemos citar, a gestação, presenças de estrógeno e de progesterona, do próprio organismo ou de fonte externa, como, o anticoncepcional, por exemplo.

“Além disso, as doenças ginecológicas são outro fator prevalente para as varizes, pois, com o aumento da estrutura pélvica pode haver a compressão das veias que drenam as pernas. E problemas como: obesidade, sedentarismo, longos períodos em pé ou assentado, carregamento de peso em excesso e, principalmente, uma tendência genética”, afirma o médico.

Tratamento e cuidados 

Por se tratar de uma doença crônica, não há cura, mas, têm tratamentos para melhorar os sintomas. “São três formas de tratar e somente o médico pode indicar a melhor para cada caso. Cirurgia convencional, tratamento minimamente invasivos e o tratamento com medicamentos e meias elásticas ou conservador”, enumera Guilherme.

Mesmo apresentando maiores fatores de risco em relação aos homens, as mulheres podem adotar medidas para evitar as varizes. Ações tomadas no dia a dia ajudam no retardo da aparição da variz. Caso a pessoa já tenha uma predisposição, é preciso cuidar ainda mais para que o problema não se agrave e seguir acertadamente com o tratamento médico.

O especialista explica que “ter alimentação saudável, praticar atividade física, evitar uso de salto alto, se tiver doença ginecológica, tratar da maneira correta e caso tenha mais tendência a ter variz, procurar um ginecologista para indicar um método contraceptivo que libere menos hormônios no organismo, fazer alongamentos e pequenas caminhadas durante as pausas no trabalho”, auxiliam na prevenção e tratamento das varizes.

 

Fonte: Guilherme Jonas, médico angiologista e cirurgião vascular, especialista em cirurgia vascular pela SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular). CRMMG 44020, RQE 28561, 37143. Diretor técnico da clínica Angiomais em Belo Horizonte MG (@drguilhermejonas).

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