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Oito pessoas são presas homícidio de jovem em Belo Horizonte

Vítima foi morta em casa pelo grupo
Oito pessoas são presas homícidio de jovem em Belo Horizonte - Foto: Divulgação/PCMG
Oito pessoas são presas homícidio de jovem em Belo Horizonte – Foto: Divulgação/PCMG
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  1. O crime
  2. Pacificação

Um grupo criminoso está sendo apontado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como suspeito de envolvimento na morte de um jovem, de 20 anos, assassinado a tiros, na madrugada do dia 11 de agosto do ano passado, na Vila Cemig, região do Barreiro, capital. Oito pessoas, com idades entre 19 e 27 anos, foram presas pelo crime, que ainda teve a participação de um adolescente. As prisões ocorreram entre os dias 29 de outubro e 9 de novembro.

Conforme o delegado Alexandre Fonseca, que coordenou as investigações, a vítima era integrante de uma gangue rival e já havia sofrido uma tentativa de homicídio 20 dias antes de ser assassinada. O rapaz é irmão de um dos líderes do grupo, que está preso.

Durante as investigações, os policiais do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) tiveram acesso a um vídeo, em que os suspeitos aparecem armados com escopeta calibre 12 e pistolas 380, a caminho da casa da vítima. A polícia acredita que eles tenham registrado as imagens a fim de impor terror aos moradores locais.

Antes dessa filmagem, cinco suspeitos ainda postaram uma foto nas redes sociais, com as mesmas roupas que usavam no vídeo. “A partir das investigações, análise desse vídeo, bem como das roupas dos suspeitos e de tatuagens, nós identificamos todos que participaram desse evento criminoso”, conta Fonseca.

O crime

No dia do crime, os suspeitos foram até a casa da vítima e, enquanto uma parte do grupo fazia a proteção do local, cercando as vielas de acesso, outros três entraram no imóvel, dominaram a vítima e iniciaram os disparos. Um dos tiros ainda atingiu, acidentalmente, perna e nádega de um dos suspeitos. Esse ferimento foi fundamental para identificação dele pela polícia, já que ele estava em benefício de saída temporária do presídio. Quando retornou ao sistema prisional, a PCMG confirmou a compatibilidade da lesão com as informações até então levantadas.

Entre os suspeitos, presos em datas diferentes, três foram detidos em ações da PCMG, dois pela Polícia Militar e três já se encontravam em unidades prisionais por outros crimes. Os investigados já possuem antecedentes criminais por roubo qualificado, homicídio, tráfico de drogas, porte de arma e receptação. Em razão dessa investigação, eles serão indiciados por homicídio qualificado, associação criminosa armada e corrupção de menores.

Pacificação

A chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada-geral Letícia Gamboge, ressalta a efetividade das ações da polícia na região, sobretudo da Delegacia Especializada de Homicídios Barreiro, que resultaram em uma pacificação social na localidade. “Já são 56 dias sem registro de nenhum homicídio na região. Isso se deve à efetividade das ações policiais, com ações estratégicas realizadas na Vila Cemig, Vila Bernadete, Cardoso, região central do Barreiro e Ventosa”, pontua.

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