As mudanças no mercado global de minerais, impulsionadas pela transição energética, novas tecnologias, inteligência artificial e tensões geopolíticas, foram tema de um talk show realizado nesta terça-feira (25), durante a EXPOSIBRAM 2026, em Belo Horizonte.
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O painel “As principais tendências no mercado de commodities minerais” reuniu especialistas para discutir as mudanças na oferta e na demanda por minerais estratégicos e os caminhos para aumentar a competitividade da mineração.
A conversa foi moderada pelo diretor de Operações Globais da Anglo American, Ruben Fernandes, e contou com a participação de Henrique Oliveira, da Mosaic; René Muga Escobar, da BHP; Paul Mitchell, da Ernst & Young (EY); e Sebastián Gatica, da CRU Group.
Henrique Oliveira destacou os efeitos das tensões no Oriente Médio sobre a produção e a distribuição de fertilizantes. Segundo ele, os conflitos aumentam os riscos para o abastecimento e podem afetar a segurança alimentar.
O executivo defendeu maior aproximação entre empresas e governo, além da diversificação dos fornecedores. Ele também apontou a inovação como uma ferramenta para preparar o setor para mudanças no mercado.
“Precisamos trabalhar perto do governo. É importante que o governo federal compreenda os possíveis impactos futuros”, afirmou.
Transição energética
Paul Mitchell destacou que a eletrificação, a descarbonização e o avanço da inteligência artificial devem manter a demanda por minerais elevada nos próximos anos.
Para ele, as empresas precisam pensar no longo prazo ao decidir onde investir e avaliar o potencial de valorização dos ativos. “Seja positivo ao olhar para os investimentos. Olhe para o preço da commodity”, disse.
Produção mais complexa
René Muga Escobar chamou atenção para desafios como a redução do teor dos minérios, que exige mais processamento para alcançar os mesmos volumes de produção.
Na avaliação do executivo, a situação aumenta a necessidade de parcerias entre mineradoras, fornecedores e outros setores da cadeia. Para a América Latina e o Brasil, ele vê espaço para ampliar a participação no mercado de minerais estratégicos.
Projetos e custos
Sebastián Gatica apontou três desafios que podem ser subestimados em novos projetos de mineração: o tempo necessário para execução, o aumento dos custos e a análise de toda a cadeia de produção.
Segundo o consultor, atrasos nos cronogramas podem afetar a relação entre oferta e demanda, enquanto a maior complexidade das operações e a redução dos teores dos minérios elevam os custos. Ele também defendeu uma avaliação que considere todas as etapas da cadeia, e não apenas o produto final.

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