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A Polícia registrou 27 ocorrências relacionadas à propaganda eleitoral irregular e uma ocorrência de suposta corrupção eleitoral, que pode estar relacionada à prática de boca de urna, durante as eleições deste domingo (4) em Minas Gerais. Até o momento da coletiva, não havia registro de prisões relacionadas a esses casos.
O balanço foi apresentado na manhã deste domingo pelo desembargador Paulo Tamborini, coordenador do Gabinete Integrado de Segurança, durante uma coletiva de imprensa realizada no Centro de Divulgação das Eleições, em Belo Horizonte. Segundo ele, as ocorrências ainda estão sendo apuradas e, de forma geral, a situação no estado é considerada tranquila.
“Gostaria de deixar um registro que até o presente momento nós temos uma situação bem tranquila em Minas Gerais no que diz respeito às ocorrências de fatos e eventualidades eleitorais. Nós estamos com 27 registros de propaganda eleitoral irregular e um de corrupção eleitoral, que pode ser boca de urna. Não há registro de nenhuma prisão em decorrência desse fato e de suposta corrupção eleitoral”, afirmou.
O coordenador do Gabinete Integrado de Segurança ressaltou que os registros ainda não representam conclusões sobre os casos.
“Volto a afirmar: são denúncias que estão sendo apuradas, mas sem registro de nenhuma prisão. No geral, toda a situação do estado está tranquila”, disse.
Homicídio em aldeia indígena
Durante a coletiva, Tamborini também mencionou um registro de homicídio ou uma alegação de homicídio em uma aldeia indígena no município de São João das Missões, no Norte de Minas.
Segundo ele, até aquele momento, não havia indicação de relação entre o caso e as eleições ou qualquer delito eleitoral.
“Houve um registro de homicídio ou uma alegação de homicídio no Norte do estado, em uma aldeia Xakriabá, em São João das Missões, mas até o presente momento não há nenhuma relação com a eleição ou com delitos eleitorais”, afirmou.
Ainda conforme o relato apresentado na coletiva, a ocorrência teria relação, inicialmente, com uma disputa de terras dentro da aldeia, que possui registros de conflitos desde 2020.
Equipes da Polícia Federal e da Polícia Civil foram enviadas ao local para apurar a situação. O desembargador reforçou, porém, que não havia, até aquele momento, qualquer elemento que vinculasse o episódio a crimes eleitorais.
Balanço das últimas 24 horas
O levantamento apresentado durante a coletiva considera as ocorrências registradas nas 24 horas anteriores, envolvendo as diferentes forças de segurança que atuam em Minas Gerais.
“São 10 horas da manhã, essas ocorrências são desde ontem. Nos períodos de 24 horas são esses registros que nós temos em todo o estado de Minas Gerais envolvendo todas as forças de segurança”, afirmou.
Segundo ele, o balanço indica um cenário de tranquilidade durante o início da votação no estado.
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