A Anglo American divulgou, nesta quinta-feira (30), os resultados operacionais e financeiros do primeiro semestre de 2026. No Brasil, a companhia manteve a produção estável no Sistema Minas-Rio, que alcançou 12,9 milhões de toneladas de minério de ferro premium, volume próximo ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram produzidas 13,1 milhões de toneladas. Segundo a empresa, o resultado reflete a maior utilização da planta e a melhora das taxas operacionais, compensando o menor teor de minério e a menor recuperação de massa.
O EBITDA subjacente do Minas-Rio foi de US$ 486 milhões, queda de 13% em relação aos US$ 561 milhões registrados no primeiro semestre de 2025. A redução foi atribuída aos menores preços realizados e ao aumento dos custos unitários, que passaram de US$ 29 para US$ 33 por tonelada, influenciados pela valorização do real e pelas pressões inflacionárias. De acordo com a companhia, parte desses impactos foi compensada por iniciativas de redução de custos e eficiência operacional.
Nas operações de níquel em Goiás, a produção somou 18,2 mil toneladas no semestre, redução de 6% em relação às 19,3 mil toneladas produzidas no mesmo período de 2025. Segundo a Anglo American, o resultado reflete atividades de manutenção corretiva e manutenções programadas antecipadas nas unidades de Barro Alto e COdemin. O EBITDA
Nas operações de níquel em Goiás, a produção somou 18,2 mil toneladas no semestre, redução de 6% em relação às 19,3 mil toneladas produzidas no mesmo período de 2025. Segundo a Anglo American, o resultado reflete atividades de manutenção corretiva e manutenções programadas antecipadas nas unidades de Barro Alto e Codemin.
A presidente da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, afirmou que o desempenho demonstra a solidez das operações da empresa no país, mesmo em um cenário global de volatilidade. A companhia também informou que mantém a previsão de produzir entre 24 milhões e 26 milhões de toneladas de minério de ferro no Minas-Rio em 2026 e reiterou que segue avançando no processo regulatório para a venda do negócio de níquel ainda neste ano.
Outro destaque do semestre foi o recorde histórico de embarque de minério de ferro no terminal da empresa o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). Em junho, foram embarcadas 2,78 milhões de toneladas úmidas, distribuídas em 16 navios com destino à Ásia, Europa e Oriente Médio, superando o recorde anterior de 2,77 milhões de toneladas, registrado em dezembro de 2024. Segundo Ana Sanches, o resultado é fruto da integração entre as equipes da mina, do mineroduto e do porto, com foco em segurança, qualidade e excelência operacional.
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