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Economia

Consumidores acima de 65 anos de idade são os mais inadimplentes em BH

No mês de julho o endividamento nesta faixa etária aumentou 16,41%, segundo CDL

Seguindo a tendência confirmada desde o início do ano, os idosos da capital continuam sendo os mais endividados. Em julho, houve um crescimento de 16,41% da inadimplência entre as pessoas com mais de 65 anos. A economista da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Ana Paula Bastos, afirma que a faixa etária de 65 a 94 anos segue sendo a com mais registros nos cadastros de devedores devido ao aumento do custo de vida. “As pessoas nessa faixa etária são aposentadas e muitas vezes as responsáveis financeiras da família. Elas, além de sofrerem uma redução em sua renda, têm um aumento de gastos com a saúde, alimentação, o que impede que elas destinem seus recursos para o pagamento dos débitos”, explica. Segundo o IBGE, a renda real média das pessoas com mais de 60 anos teve uma queda de 6,4% no primeiro trimestre de 2018, comparada ao mesmo período do ano passado (1o tri.18 em R$ 3.174 / 1o tri.17 em R$ 3.392). Já o número de inadimplentes mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, apresentou queda de 24,35%, sendo os menos endividados no mercado.

Em julho, na comparação anual (Jul.18/Jul.17) houve um crescimento de 1,17% no número de pessoas físicas inadimplentes. Esse crescimento pode ser justificado pela taxa de desemprego que segue alta (1o tri.18 em 13,9%/ 1o tri.17 em 14,5% – IBGE), e pela elevação da inflação (4,48% no acumulado dos últimos 12 meses – IBGE), que impacta diretamente no custo de vida da população. “Com menos renda disponível, as pessoas estão com sua capacidade de pagamento comprometida e não estão conseguindo manter todas as contas em dia”, comenta Ana Paula. Os atrasos no pagamento dos servidores públicos estaduais também afetou este resultado. Já na variação mensal, o número de pessoas inadimplentes sofreu recuo de 0,74%. O pagamento da primeira parcela do 13o salário dos servidores municipais contribuiu para essa redução.

Na comparação por gênero, a inadimplência teve queda entre os homens de -0,12% e apresentou um crescimento de 0,79% para as mulheres. Essa diferença se dá pelo fato do desemprego ainda ser maior no público feminino (Mulheres em 16,1% no 1o tri.18/ Homens em 11,9% no 1o tri.18 – IBGE), e por elas terem um rendimento médio menor em relação aso homens ( Mulheres R$ 2.444 / Homens R$ 3.607 – IBGE).

Número de dívidas cai em Belo Horizonte

O indicador de dívidas em atraso junto, ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da CDL/BH, apresentou um decréscimo de 4,02% na variação anual (Jul.18/Jul.17). Já na comparação mensal (Jul.18/Jun.18), houve uma queda de 1,06% no número de dívidas. “À entrada de capital extra, via PIS/Pasep, possibilitou que os consumidores quitassem alguns débitos”, afirma Ana Paula. Já na abertura por gênero do devedor, o número de dívidas apresentou queda em ambos os gêneros (feminino em -4,7%/masculino em -4,87%). Entre as faixas etárias, a maioria das dívidas (13,41%) está entre as pessoas com mais de 65 anos.

Inadimplência e número de dívidas entre as pessoas jurídicas aumentaram em julho

O volume de empresas endividadas cresceu 8,18% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado (Jul18/Jul.17). Já na variação mensal (Jul.18/Jun.18), houve aumento de 0,1% da inadimplência. “Por mais que a economia do País venha apresentando sinais de melhora desde o ano passado, o mercado de trabalho continua desaquecido, a perda de renda real dos últimos anos ainda não foi totalmente recuperada e a inadimplência dos consumidores ainda é alta. Estes fatores impactam diretamente na propensão ao consumo das famílias e nas receitas das empresas”, esclarece Ana Paula.

O número de dívidas das empresas da capital, na comparação mensal (Jul.18/Jun.18), apresentou crescimento de 0,09%. Já na variação anual (Jul.18/Jul.17), a quantidade de contas em atraso aumentou 5,48%. “O aumento das dívidas entre as pessoas jurídicas está ligada a elevação do custo de vida gerado pela elevação da inflação. Com menos recursos as pessoas tendem a consumir menos e consequentemente as empresas passam a ter um retorno menor”, explica a economista da CDL/BH. O número médio de dívidas de pessoas jurídicas em julho de 2018 foi de 1,98% por empresa. No mesmo período do ano anterior, era de 2,03 por CNPJ.

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Economia

Comércio continua reagindo e registra aumento de 5,53% nas vendas no mês de novembro

Redução da taxa de juros e queda da inflação, aliados ao consumo durante a Black Friday, garantiram o crescimento

Com um cenário econômico um pouco melhor quando comparado aos últimos três anos, as vendas do comércio da capital estão, gradativamente, retornando o ritmo de crescimento. Em novembro foi registrado aumento de 5,53% nas vendas em relação ao mês anterior (Nov.18/Out.18). “Fatores como queda nas taxas de juros e da inflação e aumento da renda, além da Black Friday, influenciaram positivamente o desempenho do varejo”, explica o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva. “O mês de novembro se tornou uma base forte de comparação em função das vendas da Black Friday que vêm crescendo ao longo dos anos”, acrescenta o presidente.

Nesta base de comparação (Nov.18/Out.18) o segmento que apresentou o melhor desempenho foi o de móveis e eletrodomésticos, com 8,51% de aumento nas vendas. Os demais segmentos tiveram as seguintes altas: vestuário e calçados (+5,45%); veículos e peças (+5,43%); drogarias e cosméticos (+5,27%); artigos diversos que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (+4,4%); supermercados (+4,1%); papelaria e livrarias (+2,49%) e material elétrico e de construção (+2,48%).

Na variação anual, o índice real de vendas também apresentou alta, com crescimento de 3,41% em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Nov.18/Nov.17). Essa elevação pode ser explicada pela melhora de alguns indicadores econômicos, como queda da taxa de juros (Nov.18 em 6,5%/Nov.17 em 7,5% – Banco Central) e redução da taxa de desemprego (3º tri.18 em 11,7%/3º tri.17 em 14,5% – IBGE). “Fatores como aumento da renda disponível e a maior circulação da moeda contribuíram para o aumento das vendas”, esclarece Silva.

Nesta base de comparação todos os setores tiveram crescimento, comportando-se da seguinte forma: supermercados (+6,96%); móveis e eletrodomésticos (+4,32%); drogarias e cosméticos (+3,9%); vestuário e calçados (+3,53%); material elétrico e de construção (+2,42%); artigos diversos (+2,31%); veículos e peças (+1,66%) e papelarias e livrarias (+1,39%).

No acumulado do ano vendas cresceram 2,4%

As vendas no acumulado do ano (Jan.18-Nov.18/Jan.17-Nov.17) registraram alta de 2,4%, “Desde 2014, esse é o melhor resultado e indica que o cenário econômico está mais favorável, o que vem influenciando positivamente o comércio”, comenta o presidente da CDL/BH.

Também nesta base de comparação todos os segmentos apresentaram crescimento, sendo que a maior alta foi registrada pelo setor de supermercados (+3,84%). Os demais segmentos tiveram as seguintes altas: veículos e peças (+3,6%); artigos diversos (+2,86%); material elétrico e de construção (+2,28%); móveis e eletrodomésticos (+2,07%); drogarias e cosméticos (+2,15%); papelarias e livrarias (+1,53%) e vestuário e calçados (+1,43%).

Nos últimos doze meses varejo acumulou alta de 3,31% nas vendas

Nos últimos 12 meses o varejo da capital apresentou crescimento de 3,31%. “Apesar de estar em patamares abaixo do esperado, o varejo vem apresentando sinais de melhora. Estamos conseguindo, aos poucos, retomar o ritmo de crescimento”, comenta o presidente da CDL/BH. “Estamos vendo uma expansão ainda “tímida” do consumo das famílias. Os consumidores seguem cautelosos, tendo em vista as dificuldades para equilibrar o orçamento doméstico. Acreditamos que a definição da política econômica a ser adotada e o aumento da competitividade, proporcionará uma aceleração do crescimento econômico”, conclui Silva.

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Economia

Mineirão encerra seu melhor ano com números surpreendentes

Estádio superou a marca prevista e recebeu cerca de 2,5 milhões de pessoas em 2018

Mineirão – Foto: Elberty Valadares/Por Dentro de Minas

O Mineirão encerra 2018 comemorando resultados expressivos. Referência de plataforma multiuso no país, o estádio foi palco de 253 eventos, entre shows, festivais, encontros corporativos e congressos. Em março, o estádio também foi o primeiro do país a sediar cinco eventos em menos de 16 horas.

O estádio sediou grandes produções artísticas, como a turnê que marcou a volta dos Tribalistas e o show do ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters. O Gigante da Pampulha também recebeu o Festeja Brasil, um dos principais festivais de musica sertaneja do país, que foi transmitido em rede nacional.

“Conseguimos fazer do Mineirão referência em eventos corporativos e consolidamos o estádio como a principal plataforma para shows de Minas Gerais”, comenta Samuel Lloyd, diretor comercial do Mineirão.

Somando eventos e futebol, 2,5 milhões de pessoas passaram pelo Mineirão, superando a expectativa inicial, que era ter 2 milhões de pessoas no complexo ao longo do ano. Desse total, 1,1 milhão foram torcedores que acompanharam as 37 partidas de futebol realizadas pelo Cruzeiro no estádio.

O Mineirão foi sede, pelo terceiro ano consecutivo, de uma partida válida pela final da Copa do Brasil. O jogo entre Cruzeiro e Corinthians registrou uma renda de R$4.169.226 e todo o país teve a oportunidade de assistir à grande festa preparada pelos organizadores em um dos jogos mais importantes do ano realizado no país.

Sempre pioneiro, o Mineirão organizou o primeiro casamento LGBT em um estádio de futebol. A celebração ocorreu no dia 28 de junho, quando é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBT e foi o primeiro estádio da Copa do Mundo a receber uma partida de futebol entre equipes LGBTs, também em junho, no aniversário do Bharbixas, clube de Belo Horizonte.

Provando seu viés solidário, o Mineirão promoveu o desfile da coleção outono/inverno da grife mineira Skazi, como parte das ações do Outubro Rosa, mês de consciência sobre a luta contra o câncer de mama. O desfile, que contou com a presença de modelos e celebridades, foi aberto por três mulheres que enfrentaram a doença, entre elas uma funcionária do estádio.

Para 2019, já há datas confirmadas na intensa agenda do estádio, como o Festival Planeta Brasil, que completará 10 anos e acontecerá em 26 de janeiro, movimentando toda a Esplanada com quatro palcos e a presença de mais de 40 artistas e bandas. Além disso, entre junho e julho, o estádio será uma das sedes da Copa América de futebol, recebendo cinco partidas do mais antigo torneio entre seleções do planeta.

O estádio seguirá ampliando a realização de eventos e fortalecendo sua imagem como uma das melhores praças esportivas do País. “Continuaremos com parcerias de sucesso, que permitam oferecer ao público experiências reais de lazer e entretenimento”, conclui Lloyd.

Sobre o Mineirão

Inaugurado em 5 de setembro de 1965, o Mineirão é um dos maiores estádios de futebol do país. Palco de importantes eventos e de célebres conquistas esportivas, estádio possui capacidade para 62 mil pessoas e é administrado pela Minas Arena, uma sociedade de propósito específico criada por meio de uma parceria público-privada (PPP) com o Governo de Minas, para executar as obras de modernização e gestão, por 25 anos, do Estádio Governador Magalhães Pinto – Mineirão. Com 53 anos de história, o Gigante da Pampulha é o primeiro estádio no País e segundo no mundo a possuir o Selo Platinum, certificação máxima do U. S. Green Building Council (USGBC), órgão responsável pela certificação que é utilizada em 143 países para incentivar a transformação dos projetos. Em 2016, o Mineirão tornou-se o primeiro estádio brasileiro e o segundo do mundo a ser signatário do Pacto Global.

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Economia

Junta Comercial de Minas Gerais divulga balanço de abertura e fechamento de empresas

Dados da Jucemg sobre negócios e empreendimentos formalizados consideram os anos de 2018 e 2017 como período comparativo

Apesar da crise econômica, o saldo de empresas abertas em Minas Gerais cresceu 14% em 2018, segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg). O período comparativo ao ano anterior mostra que 46.730 negócios foram formalizados, índice superior aos 41.043 empreendimentos de 2017.

Por outro lado, as extinções cresceram 26%, saltando de 28.910, em 2017, para 36.480, em 2018, com destaque para a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – Eireli com 2.334 fechamentos (65%) e Empresário com 13.541 ( 22%) das extinções no comparativo.

Por outro lado, em volume de constituições, a Eireli que cresceu 22% no comparativo, com 9.772 formalizações, e o tipo jurídico Empresário com 9% de aumento, responsável por 15.988 registros. Em todos os tipos jurídicos houve crescimento, com destaque para as S/A com 251 constituições, em 2018, e 146, em 2017.

Por segmento, o setor de serviços liderou o ranking com 27.768 formalizações, isto é, 20% do total de aberturas de empresas no estado, contra 23.111, em 2017. Atividades médicas ambulatoriais (consultórios) mais abriram neste ramo com 1.180 registros, seguido de serviços de engenharia 1.171 e transporte rodoviário de carga com 1.098 formalizações.

O comércio foi responsável por 14.624 registros, o que representa 3% de aumento no comparativo de 2017 com 14.248 constituições. O destaque fica para abertura de 1.248 lojas de roupas no território mineiro, depois restaurantes (1.171) e lanchonetes, casas de chá e sucos com 948 formalizações.

A construção de edifícios, 1.641 registros, foi o maior responsável por elevar o setor de indústrias, que cresceu 18% em 2018, com 4.338 formalizações, superior aos 3.648 registros do ano passado.

Extinções

A mesma tendência segue nos encerramentos. O setor de serviços fechou 15.460 negócios, ou seja, 29% do comparativo aos 11.957 empreendimentos de 2017. Os setores de comércio e indústria, ambos apresentaram 24% de aumentos no fechamento de empresas, o destaque negativo fica para o comércio que saltou de 14.145 extinções em 2017 para 17.552 em 2018. O setor de indústria fechou 3.468 empresas em 2018.

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