Redes Sociais

Economia

Sebrae Minas faz mapeamento da formalização no estado

Centro e Zona da Mata têm os maiores percentuais de Microempreendedor Individuais em Minas Gerais

Dos mais de 1,3 milhão de pequenos negócios mineiros optantes pelo Simples Nacional, até junho deste ano, 813 mil eram Microempreendedores Individuais (MEI). De acordo com um levantamento feito pelo Sebrae Minas com dados da Receita Federal, as regiões Centro e da Zona da Mata /Vertentes concentram quase a metade dos formalizados do estado, ou seja, mais de 395 mil MEI.

Apenas a Região Metropolitana de Belo Horizonte corresponde a 31% dos formalizados em todo o estado. A capital mineira lidera o ranking das formalizações com mais de138 mil MEI, seguida de Contagem (31 mil MEI), Uberlândia (30 mil MEI), Juiz de Fora (24 mil MEI) e Betim (18 mil MEI). “São cidade de grande contingente populacional, com potencial econômico e importantes centros comerciais, propícias para a geração de negócios”, justifica o analista do Sebrae Minas, Breno de Oliveira.

Já a Noroeste é a regional com a menor concentração de MEI no estado. Porém, a cidade com menos formalizados em Mina Gerais é Cedro do Abaeté, na região Central, que possui apenas 16 MEI.

Perfil

Ainda segundo o levantamento do Sebrae Minas, do total de formalizados no estado 53% são homens e 47% mulheres. Porém, elas são mais da metade dos formalizados nos setores da indústria e de serviço. Por outro lado, no setor da construção civil, elas ainda têm pouca representatividade com apenas 5% dos formalizados.

Os dados mostram ainda, que em 20 das atividades permitidas para formalização, elas representam 100% dos MEI. Entre essas atividades, elas são totalidade em ocupações curiosas como: comércio por atacado de motocicletas e motonetas; atividades de gravação de som e de edição de música; suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação e clubes sociais, esportivos e similares.

Setor

Os setores de serviço e comércio somam juntos 74% dos MEI no estado. São quase 600 mil formalizados nesses dois segmentos. As atividades que lideram o ranking de formalização são: cabelereiro (73 mil), comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (64 mil), obras de alvenaria (39 mil), bares (23 mil) e lanchonetes (22 mil).

1º semestre

Em janeiro de 2018, os MEI em débito com o pagamento de tributos nos últimos três anos e que não entregaram as Declarações Anuais do Simples Nacional (DASN-SIMEI) tiveram seus CNPJ excluídos do Simples Nacional. Em Minas Gerais, 117 mil CNPJ foram cancelados. 74% dos MEI excluídos foram dos setores de comércio e serviço.

“No final de dezembro de 2017, eram 854.806. Com a exclusão dos cadastros inativos, o número formalizado em Minas Gerais foi para 737.656 no primeiro mês do ano”, explica o analista do Sebrae Minas, Breno de Oliveira.

Apesar da exclusão, no primeiro semestre deste ano, foram contabilizadas 75.693 novas formalizações, totalizando 813.349 MEI.

Continua lendo
Publicidade
Comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Mineirão encerra seu melhor ano com números surpreendentes

Estádio superou a marca prevista e recebeu cerca de 2,5 milhões de pessoas em 2018

Mineirão – Foto: Elberty Valadares/Por Dentro de Minas

O Mineirão encerra 2018 comemorando resultados expressivos. Referência de plataforma multiuso no país, o estádio foi palco de 253 eventos, entre shows, festivais, encontros corporativos e congressos. Em março, o estádio também foi o primeiro do país a sediar cinco eventos em menos de 16 horas.

O estádio sediou grandes produções artísticas, como a turnê que marcou a volta dos Tribalistas e o show do ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters. O Gigante da Pampulha também recebeu o Festeja Brasil, um dos principais festivais de musica sertaneja do país, que foi transmitido em rede nacional.

“Conseguimos fazer do Mineirão referência em eventos corporativos e consolidamos o estádio como a principal plataforma para shows de Minas Gerais”, comenta Samuel Lloyd, diretor comercial do Mineirão.

Somando eventos e futebol, 2,5 milhões de pessoas passaram pelo Mineirão, superando a expectativa inicial, que era ter 2 milhões de pessoas no complexo ao longo do ano. Desse total, 1,1 milhão foram torcedores que acompanharam as 37 partidas de futebol realizadas pelo Cruzeiro no estádio.

O Mineirão foi sede, pelo terceiro ano consecutivo, de uma partida válida pela final da Copa do Brasil. O jogo entre Cruzeiro e Corinthians registrou uma renda de R$4.169.226 e todo o país teve a oportunidade de assistir à grande festa preparada pelos organizadores em um dos jogos mais importantes do ano realizado no país.

Sempre pioneiro, o Mineirão organizou o primeiro casamento LGBT em um estádio de futebol. A celebração ocorreu no dia 28 de junho, quando é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBT e foi o primeiro estádio da Copa do Mundo a receber uma partida de futebol entre equipes LGBTs, também em junho, no aniversário do Bharbixas, clube de Belo Horizonte.

Provando seu viés solidário, o Mineirão promoveu o desfile da coleção outono/inverno da grife mineira Skazi, como parte das ações do Outubro Rosa, mês de consciência sobre a luta contra o câncer de mama. O desfile, que contou com a presença de modelos e celebridades, foi aberto por três mulheres que enfrentaram a doença, entre elas uma funcionária do estádio.

Para 2019, já há datas confirmadas na intensa agenda do estádio, como o Festival Planeta Brasil, que completará 10 anos e acontecerá em 26 de janeiro, movimentando toda a Esplanada com quatro palcos e a presença de mais de 40 artistas e bandas. Além disso, entre junho e julho, o estádio será uma das sedes da Copa América de futebol, recebendo cinco partidas do mais antigo torneio entre seleções do planeta.

O estádio seguirá ampliando a realização de eventos e fortalecendo sua imagem como uma das melhores praças esportivas do País. “Continuaremos com parcerias de sucesso, que permitam oferecer ao público experiências reais de lazer e entretenimento”, conclui Lloyd.

Sobre o Mineirão

Inaugurado em 5 de setembro de 1965, o Mineirão é um dos maiores estádios de futebol do país. Palco de importantes eventos e de célebres conquistas esportivas, estádio possui capacidade para 62 mil pessoas e é administrado pela Minas Arena, uma sociedade de propósito específico criada por meio de uma parceria público-privada (PPP) com o Governo de Minas, para executar as obras de modernização e gestão, por 25 anos, do Estádio Governador Magalhães Pinto – Mineirão. Com 53 anos de história, o Gigante da Pampulha é o primeiro estádio no País e segundo no mundo a possuir o Selo Platinum, certificação máxima do U. S. Green Building Council (USGBC), órgão responsável pela certificação que é utilizada em 143 países para incentivar a transformação dos projetos. Em 2016, o Mineirão tornou-se o primeiro estádio brasileiro e o segundo do mundo a ser signatário do Pacto Global.

Continua lendo

Economia

Junta Comercial de Minas Gerais divulga balanço de abertura e fechamento de empresas

Dados da Jucemg sobre negócios e empreendimentos formalizados consideram os anos de 2018 e 2017 como período comparativo

Apesar da crise econômica, o saldo de empresas abertas em Minas Gerais cresceu 14% em 2018, segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg). O período comparativo ao ano anterior mostra que 46.730 negócios foram formalizados, índice superior aos 41.043 empreendimentos de 2017.

Por outro lado, as extinções cresceram 26%, saltando de 28.910, em 2017, para 36.480, em 2018, com destaque para a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – Eireli com 2.334 fechamentos (65%) e Empresário com 13.541 ( 22%) das extinções no comparativo.

Por outro lado, em volume de constituições, a Eireli que cresceu 22% no comparativo, com 9.772 formalizações, e o tipo jurídico Empresário com 9% de aumento, responsável por 15.988 registros. Em todos os tipos jurídicos houve crescimento, com destaque para as S/A com 251 constituições, em 2018, e 146, em 2017.

Por segmento, o setor de serviços liderou o ranking com 27.768 formalizações, isto é, 20% do total de aberturas de empresas no estado, contra 23.111, em 2017. Atividades médicas ambulatoriais (consultórios) mais abriram neste ramo com 1.180 registros, seguido de serviços de engenharia 1.171 e transporte rodoviário de carga com 1.098 formalizações.

O comércio foi responsável por 14.624 registros, o que representa 3% de aumento no comparativo de 2017 com 14.248 constituições. O destaque fica para abertura de 1.248 lojas de roupas no território mineiro, depois restaurantes (1.171) e lanchonetes, casas de chá e sucos com 948 formalizações.

A construção de edifícios, 1.641 registros, foi o maior responsável por elevar o setor de indústrias, que cresceu 18% em 2018, com 4.338 formalizações, superior aos 3.648 registros do ano passado.

Extinções

A mesma tendência segue nos encerramentos. O setor de serviços fechou 15.460 negócios, ou seja, 29% do comparativo aos 11.957 empreendimentos de 2017. Os setores de comércio e indústria, ambos apresentaram 24% de aumentos no fechamento de empresas, o destaque negativo fica para o comércio que saltou de 14.145 extinções em 2017 para 17.552 em 2018. O setor de indústria fechou 3.468 empresas em 2018.

Continua lendo

Economia

STF suspende bloqueio de R$ 443 milhões nas contas de Minas Gerais

Decisão o estado não poderá ser inscrito em cadastros de inadimplentes da administração federal

Ministro Dias Toffoli - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu o bloqueio de R$ 443,3 milhões nas contas de Minas Gerais. O ministro atendeu ao pedido liminar feito pelos procuradores do estado para evitar que o valor seja bloqueado pelo governo federal como garantia em um contrato de empréstimo com o Banco do Brasil. A decisão foi assinada no dia 4 de janeiro.

Ao Supremo, o governo local afirmou que foi notificado pela União para fazer o pagamento da parcela, mas que não foi aberto um processo administrativo, procedimento que seria adequado para reclamar o inadimplemento.

Em 2012 e 2013, o estado fez dois empréstimos, um de R$ 3,6 bilhões para o programa de desenvolvimento de Minas, e outro de R$ 1 bilhão para o programa de infraestrutura rodoviária.

Com a decisão de Toffoli, o estado de Minas Gerais também não poderá ser inscrito em cadastros de inadimplentes da administração federal.

Para o ministro, a decisão durante o período de recesso na Corte se justifica para evitar a paralisação das contas públicas estaduais. A partir do dia 1º de fevereiro, o caso será analisado pelo ministro Celso de Mello, relator do caso.

“Ante o quadro, concedo a tutela provisória de urgência para determinar à União que se abstenha de bloquear o valor de R$ 443.3 milhões concernente à execução das cláusulas de contragarantia do contrato em questão, até ulterior análise do eminente ministro relator do feito”, decidiu Toffoli.

Continua lendo