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Economia

Confiança do empresário da capital recua no segundo trimestre de 2018

Índice ainda é positivo (55,6 pontos), mas teve queda de 5,3 pontos

Os comerciantes da capital estão menos confiantes na economia brasileira. Após atingir a maior pontuação da série histórica no 1° trimestre de 2018, o Indicador de Confiança do Empresário (ICE), mensurado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), recuou 5,3 pontos no 2° trimestre do ano (Abr/Mai/Jun) e registrou 55,6 pontos. Mesmo com a melhora em alguns indicadores econômicos, como decréscimo da taxa de juros e a desaceleração do desemprego, fatores como a greve dos caminhoneiros, que gerou uma crise de abastecimento no País e elevou a inflação, e as incertezas no quadro político, devido às eleições de outubro, influenciaram diretamente a confiança do empresariado.

Para o presidente da CDL/BH, Bruno Falci, estes fatos comprometeram a percepção de melhora gradual da situação econômica do País. “Inevitavelmente, as paralisações de maio e a proximidade do período eleitoral afetaram de forma negativa a confiança dos empresários do comércio, que vinha crescendo nos últimos três trimestres. Ainda estamos em um momento econômico difícil, o que não gera segurança nos empresários”, justifica. “Eles ainda estão cautelosos para investir. Esperamos que a situação no segundo semestre de 2018 seja mais favorável e possibilite a retomada do crescimento da economia em patamares maiores”, acrescenta o presidente da CDL/BH.

A análise por porte das empresas indicou que todos os empresários estão com a confiança abalada. As microempresas (até nove empregados) são as menos esperançosas com o futuro da economia interna do País com 52,2 pontos. Na sequência, aparecem as empresas de médio/grande porte (de 50 a 99 empregados) com 55,8 pontos e as pequenas (de 10 a 49 empregados) com 58,2 pontos.

Indicador de condições gerais tem queda e registra seu segundo menor índice: 30,8 pontos

O indicador apresentou redução da percepção dos empresários quanto à economia brasileira nos últimos seis meses. O indicador caiu 8,2 pontos, passando de 39 pontos no 1º tri/2018 para 30,8 pontos no 2º tri/2018. No 3º tri/2017, iniciou uma sequência de crescimento no Indicador de Condições Gerais, que durou até o 1º trimestre de 2018, reflexo da melhora nos indicadores econômicos. Porém, as turbulências na economia interna e externa no 2º tri/2018, como a valorização do dólar e a elevação da inflação, provocaram essa queda de 8,2 pontos no indicador.

Em relação às finanças de seu negócio nos últimos seis meses, o indicador teve queda e registrou 34,3 pontos, ficando 13,1 pontos abaixo do registrado no 1º trimestre. Quanto ao cenário econômico do País, houve redução, atingindo 27,2 pontos.

Empresários estão menos otimistas para o segundo semestre de 2018

A expectativa geral dos empresários, sobre o cenário econômico e as finanças da empresa para os próximos seis meses, apresentou decréscimo, passando de 77,3 pontos no 1º tri/2018 para 74,1 pontos no 2º tri/2018. “A economia do País no segundo trimestre apresentou maior instabilidade, a retomada da recuperação não foi tão robusta como o esperado. Por isso, os empresários estão um pouco mais receosos para os próximos seis meses”, comenta Falci.

A expectativa dos empresários, quanto às finanças de seu próprio negócio para os próximos seis meses, registrou uma leve melhora, passando de 76,3 pontos no 1º tri/2018 para 76,7 pontos no 2º tri/2018. Já o indicador da perspectiva dos empresários, em relação ao cenário econômico brasileiro para os próximos seis meses, caiu 6,7 pontos em relação ao índice do último trimestre e chegou a 71,6 pontos no 2° tri/2018.

Metodologia – O Indicador de Confiança do Empresário realizado pela CDL/BH é formado por quatro indicadores individuais, sendo eles: condições atuais da economia brasileira, condições atuais do próprio negócio do empresário, expectativa para a economia brasileira e expectativa para o próprio negócio do empresário. A média desses indicadores é utilizada para o cálculo do indicador de confiança dos empresários.
Quando um desses indicadores fica abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a cem. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”, e cem indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.

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Economia

Mineirão encerra seu melhor ano com números surpreendentes

Estádio superou a marca prevista e recebeu cerca de 2,5 milhões de pessoas em 2018

Mineirão – Foto: Elberty Valadares/Por Dentro de Minas

O Mineirão encerra 2018 comemorando resultados expressivos. Referência de plataforma multiuso no país, o estádio foi palco de 253 eventos, entre shows, festivais, encontros corporativos e congressos. Em março, o estádio também foi o primeiro do país a sediar cinco eventos em menos de 16 horas.

O estádio sediou grandes produções artísticas, como a turnê que marcou a volta dos Tribalistas e o show do ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters. O Gigante da Pampulha também recebeu o Festeja Brasil, um dos principais festivais de musica sertaneja do país, que foi transmitido em rede nacional.

“Conseguimos fazer do Mineirão referência em eventos corporativos e consolidamos o estádio como a principal plataforma para shows de Minas Gerais”, comenta Samuel Lloyd, diretor comercial do Mineirão.

Somando eventos e futebol, 2,5 milhões de pessoas passaram pelo Mineirão, superando a expectativa inicial, que era ter 2 milhões de pessoas no complexo ao longo do ano. Desse total, 1,1 milhão foram torcedores que acompanharam as 37 partidas de futebol realizadas pelo Cruzeiro no estádio.

O Mineirão foi sede, pelo terceiro ano consecutivo, de uma partida válida pela final da Copa do Brasil. O jogo entre Cruzeiro e Corinthians registrou uma renda de R$4.169.226 e todo o país teve a oportunidade de assistir à grande festa preparada pelos organizadores em um dos jogos mais importantes do ano realizado no país.

Sempre pioneiro, o Mineirão organizou o primeiro casamento LGBT em um estádio de futebol. A celebração ocorreu no dia 28 de junho, quando é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBT e foi o primeiro estádio da Copa do Mundo a receber uma partida de futebol entre equipes LGBTs, também em junho, no aniversário do Bharbixas, clube de Belo Horizonte.

Provando seu viés solidário, o Mineirão promoveu o desfile da coleção outono/inverno da grife mineira Skazi, como parte das ações do Outubro Rosa, mês de consciência sobre a luta contra o câncer de mama. O desfile, que contou com a presença de modelos e celebridades, foi aberto por três mulheres que enfrentaram a doença, entre elas uma funcionária do estádio.

Para 2019, já há datas confirmadas na intensa agenda do estádio, como o Festival Planeta Brasil, que completará 10 anos e acontecerá em 26 de janeiro, movimentando toda a Esplanada com quatro palcos e a presença de mais de 40 artistas e bandas. Além disso, entre junho e julho, o estádio será uma das sedes da Copa América de futebol, recebendo cinco partidas do mais antigo torneio entre seleções do planeta.

O estádio seguirá ampliando a realização de eventos e fortalecendo sua imagem como uma das melhores praças esportivas do País. “Continuaremos com parcerias de sucesso, que permitam oferecer ao público experiências reais de lazer e entretenimento”, conclui Lloyd.

Sobre o Mineirão

Inaugurado em 5 de setembro de 1965, o Mineirão é um dos maiores estádios de futebol do país. Palco de importantes eventos e de célebres conquistas esportivas, estádio possui capacidade para 62 mil pessoas e é administrado pela Minas Arena, uma sociedade de propósito específico criada por meio de uma parceria público-privada (PPP) com o Governo de Minas, para executar as obras de modernização e gestão, por 25 anos, do Estádio Governador Magalhães Pinto – Mineirão. Com 53 anos de história, o Gigante da Pampulha é o primeiro estádio no País e segundo no mundo a possuir o Selo Platinum, certificação máxima do U. S. Green Building Council (USGBC), órgão responsável pela certificação que é utilizada em 143 países para incentivar a transformação dos projetos. Em 2016, o Mineirão tornou-se o primeiro estádio brasileiro e o segundo do mundo a ser signatário do Pacto Global.

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Economia

Junta Comercial de Minas Gerais divulga balanço de abertura e fechamento de empresas

Dados da Jucemg sobre negócios e empreendimentos formalizados consideram os anos de 2018 e 2017 como período comparativo

Apesar da crise econômica, o saldo de empresas abertas em Minas Gerais cresceu 14% em 2018, segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg). O período comparativo ao ano anterior mostra que 46.730 negócios foram formalizados, índice superior aos 41.043 empreendimentos de 2017.

Por outro lado, as extinções cresceram 26%, saltando de 28.910, em 2017, para 36.480, em 2018, com destaque para a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – Eireli com 2.334 fechamentos (65%) e Empresário com 13.541 ( 22%) das extinções no comparativo.

Por outro lado, em volume de constituições, a Eireli que cresceu 22% no comparativo, com 9.772 formalizações, e o tipo jurídico Empresário com 9% de aumento, responsável por 15.988 registros. Em todos os tipos jurídicos houve crescimento, com destaque para as S/A com 251 constituições, em 2018, e 146, em 2017.

Por segmento, o setor de serviços liderou o ranking com 27.768 formalizações, isto é, 20% do total de aberturas de empresas no estado, contra 23.111, em 2017. Atividades médicas ambulatoriais (consultórios) mais abriram neste ramo com 1.180 registros, seguido de serviços de engenharia 1.171 e transporte rodoviário de carga com 1.098 formalizações.

O comércio foi responsável por 14.624 registros, o que representa 3% de aumento no comparativo de 2017 com 14.248 constituições. O destaque fica para abertura de 1.248 lojas de roupas no território mineiro, depois restaurantes (1.171) e lanchonetes, casas de chá e sucos com 948 formalizações.

A construção de edifícios, 1.641 registros, foi o maior responsável por elevar o setor de indústrias, que cresceu 18% em 2018, com 4.338 formalizações, superior aos 3.648 registros do ano passado.

Extinções

A mesma tendência segue nos encerramentos. O setor de serviços fechou 15.460 negócios, ou seja, 29% do comparativo aos 11.957 empreendimentos de 2017. Os setores de comércio e indústria, ambos apresentaram 24% de aumentos no fechamento de empresas, o destaque negativo fica para o comércio que saltou de 14.145 extinções em 2017 para 17.552 em 2018. O setor de indústria fechou 3.468 empresas em 2018.

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Economia

STF suspende bloqueio de R$ 443 milhões nas contas de Minas Gerais

Decisão o estado não poderá ser inscrito em cadastros de inadimplentes da administração federal

Ministro Dias Toffoli - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu o bloqueio de R$ 443,3 milhões nas contas de Minas Gerais. O ministro atendeu ao pedido liminar feito pelos procuradores do estado para evitar que o valor seja bloqueado pelo governo federal como garantia em um contrato de empréstimo com o Banco do Brasil. A decisão foi assinada no dia 4 de janeiro.

Ao Supremo, o governo local afirmou que foi notificado pela União para fazer o pagamento da parcela, mas que não foi aberto um processo administrativo, procedimento que seria adequado para reclamar o inadimplemento.

Em 2012 e 2013, o estado fez dois empréstimos, um de R$ 3,6 bilhões para o programa de desenvolvimento de Minas, e outro de R$ 1 bilhão para o programa de infraestrutura rodoviária.

Com a decisão de Toffoli, o estado de Minas Gerais também não poderá ser inscrito em cadastros de inadimplentes da administração federal.

Para o ministro, a decisão durante o período de recesso na Corte se justifica para evitar a paralisação das contas públicas estaduais. A partir do dia 1º de fevereiro, o caso será analisado pelo ministro Celso de Mello, relator do caso.

“Ante o quadro, concedo a tutela provisória de urgência para determinar à União que se abstenha de bloquear o valor de R$ 443.3 milhões concernente à execução das cláusulas de contragarantia do contrato em questão, até ulterior análise do eminente ministro relator do feito”, decidiu Toffoli.

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