O avanço das energias renováveis no Brasil acelerou a geração de empregos, mas também elevou a complexidade da contratação
A paisagem energética brasileira mudou de forma acelerada nos últimos anos. Usinas solares e eólicas passaram a ocupar áreas antes destinadas exclusivamente à produção agrícola, enquanto pequenas e médias centrais hidrelétricas se espalharam por diferentes regiões do país. Esse movimento não apenas diversificou a matriz energética, como também impulsionou a criação de empregos em larga escala.
De acordo com o Relatório Anual de Energia Renovável e Empregos 2025, divulgado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil foi o terceiro país que mais gerou empregos em energia solar no mundo em 2024.
O levantamento aponta 323,8 mil postos de trabalho no segmento ao longo do ano, avanço que colocou o país à frente dos Estados Unidos no ranking global. O desempenho reforça o protagonismo brasileiro na transição energética, mas também amplia a pressão sobre a formação de equipes qualificadas no ritmo exigido pelos novos projetos.
Com mais obras, operações e frentes de trabalho em andamento simultaneamente, o recrutamento passou a influenciar diretamente a execução. A contratação de profissionais com formação técnica adequada, experiência prévia e disponibilidade compatível com o projeto tornou-se um fator determinante para manter cronogramas, custos e entregas sob controle.
“O setor de energia cresce rápido, mas a contratação precisa acompanhar o planejamento do projeto desde o início. Quando isso não acontece, o impacto aparece no cronograma e na estabilidade das equipes”, explica Ricardo Oheb Sion, CEO da MSA RH, empresa que atua no recrutamento e seleção para indústrias em todo o país.
Crescimento acelerado e decisões concentradas
Projetos de energia renovável costumam operar com prazos bem definidos e etapas críticas de contratação. Diferentemente de estruturas permanentes, grande parte das admissões acontece em janelas curtas, concentradas em fases específicas do projeto. Quando esse volume de vagas encontra um mercado aquecido, a pressão sobre as áreas de Recursos Humanos cresce rapidamente.
Além do volume, o perfil dos profissionais exigidos se tornou mais específico. O fortalecimento dos biocombustíveis ampliou a busca por especialistas das áreas química, industrial e tecnológica. Já projetos solares e eólicos demandam técnicos e engenheiros com vivência em ambientes regulados, familiaridade com normas de segurança e capacidade de atuar sob pressão por prazo.
Técnica sem contexto aumenta o risco
Outro fator que amplia a complexidade da contratação em projetos de energia está no ambiente operacional. Além da formação técnica, entram na equação aspectos como adaptação ao ritmo da obra, cumprimento rigoroso de normas de segurança e disponibilidade para atuar em regiões específicas, muitas vezes afastadas dos grandes centros.
Quando esses elementos não são considerados no processo seletivo, o risco de rotatividade aumenta. Desligamentos precoces, necessidade de reposição e atrasos na curva de aprendizado passam a consumir tempo e recursos que já estavam comprometidos no planejamento inicial do projeto.
“A competência técnica é indispensável, mas ela não sustenta o projeto sozinha. Se a pessoa não estiver preparada para o contexto operacional, o desgaste aparece muito rápido”, pontua Ricardo.
A experiência da MSA RH mostra que processos seletivos ajustados à realidade de cada operação ajudam a reduzir esse tipo de ruído. Metodologias personalizadas, critérios bem definidos e leitura cuidadosa do contexto permitem decisões mais consistentes. “Contratar rápido não resolve se a pessoa não estiver preparada para o ambiente que vai encontrar”, reforça o executivo.
Recrutamento como parte da engrenagem do projeto
À medida que o setor de energia limpa segue em expansão, cresce também a necessidade de previsibilidade na contratação. Ter clareza sobre tempo médio de fechamento de vagas, volume de admissões e riscos de evasão permite que a gestão tome decisões mais seguras ao longo do projeto.
Por isso, empresas do setor passaram a integrar o recrutamento ao planejamento desde as fases iniciais. Antecipar demandas, organizar etapas e manter comunicação clara com os candidatos ajuda a reduzir gargalos nos momentos mais críticos da operação.

O processo seletivo deixa, assim, de ser apenas um caminho até a vaga preenchida. Ele passa a sustentar a execução do projeto desde o início. Em um setor que cresce rápido e opera sob pressão constante por prazo e eficiência, tratar o recrutamento como parte da engrenagem deixou de ser escolha e se tornou necessidade operacional.
Ricardo Oheb Sion reforça que essa organização não começa na urgência, mas no planejamento. “Quando a contratação é estruturada desde o início do projeto, a empresa reduz riscos e ganha previsibilidade. O recrutamento deixa de ser um gargalo e passa a apoiar a operação”, afirma.
Empresas que atuam no setor de energia e enfrentam desafios semelhantes podem conhecer com mais detalhes como a MSA RH organiza processos seletivos ajustados à realidade dos projetos no site www.msarh.com.br.
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