O mercado farmacêutico brasileiro está passando por transformações significativas. É o que aponta a 7ª Edição da Pesquisa sobre o Comportamento do Consumidor em Farmácias no Brasil 2024, conduzida pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC), em parceria com a Unicamp, que oferece insights valiosos sobre a evolução do perfil do consumidor em um cenário em constante mudança e, como consultor da Febrafar, ressalto a importância de explorar as tendências e recomendações que emergem desses resultados.
Realizada com 4 mil consumidores em todo o país no momento pós-compra, ao sair da farmácia, a pesquisa revela que a ida a esse é predominantemente motivada pela aquisição de medicamentos (96% dos consumidores), e 73% dessas compras são originadas de prescrição médica. Em contrapartida, se observa que 30,2% da cesta de compras é composta por produtos não medicamentosos. Esse dado indica uma diversificação nas demandas dos consumidores, oferecendo às farmácias oportunidades estratégicas para expandirem suas ofertas.
Outro ponto de destaque é o aumento na confiança nos genéricos, que chegou a 93,0%, refletindo uma conscientização crescente sobre a eficácia e economia proporcionadas por essa categoria de produtos.
“Uma mudança notável é observada no motivo de escolha das farmácias pelos consumidores. Enquanto a localização perde importância (5,8%), a percepção de preços competitivos ganha destaque, sendo considerada fundamental por 88,9% dos entrevistados, em comparação com 79,9% em 2022. Isso indica a urgência de desenvolver estratégias de precificação competitivas para manter e atrair clientes”, analisa o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.
Ele acrescenta que a pesquisa também destaca a crescente digitalização do consumidor de farmácias, apontando o aumento da compra não presencial, com 26,9% dos entrevistados utilizando esse modelo. Dentre esses consumidores, 88,0% optam pela conveniência da compra via WhatsApp ou telefone.
“No contexto da digitalização, a adaptação ao Omnichannel, ou seja, um modelo híbrido de atendimento, surge como uma necessidade, desafiando as farmácias a integrarem diferentes canais para atender às preferências do consumidor moderno”, explica Tamascua.
Outros destaques e recomendações
A 7º edição da pesquisa também mostrou a importância do serviço de apoio ao cliente. 87,0% dos consumidores não compram produtos no autosserviço sem a ajuda de um atendente, e a procura por serviços farmacêuticos, como aferição de pressão e aplicação de injeção, foi de 12,6%.
Diante desses resultados, as recomendações para as farmácias incluem a compreensão aprofundada da jornada do consumidor, a integração de diferentes canais e a ênfase na digitalização para a modernização do setor.
Em um ambiente tão dinâmico, o conhecimento gerado por pesquisas de mercado é crucial para que os gestores desenvolvam estratégias eficazes e fortaleçam o relacionamento com toda a cadeia farmacêutica. Afinal, é na compreensão das mudanças de comportamento que se encontra o caminho para o sucesso neste setor em constante evolução.
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