Atualmente, o Brasil tem uma das maiores taxas de inflação dos últimos anos, com um IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado nos últimos 12 meses de 11,89%, segundo o IBGE.
Dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian (Mapa da Inadimplência e Renegociação de dívidas no Brasil) mostram que, em junho, 6,2 milhões de negócios estavam com contas negativadas no país. A maioria das dívidas foi contraída pelos empreendedores no setor de serviços (27,4%), seguido pelo segmento de bancos e cartões (19,1%). Na análise de representatividade por setor de atuação das companhias inadimplentes, 52,9% são do segmento de serviços, 38% do comércio, 7,9% da indústria, 0,9% do setor primário e 0,4% de outros.
Segundo Laura Parra, Brand Manager da Sendinblue, enquanto as grandes empresas podem avaliar e redirecionar mais facilmente suas estratégias de marketing com mais recursos, para as PMEs reverem seus planos de marketing em tempos de inflação é uma tarefa difícil.
Para auxiliar as PMEs a aumentarem o ROI em campanhas de marketing digital, Parra compartilha algumas dicas:
– Priorizar ferramentas disponíveis em moeda local: com o dólar subindo, investir em publicidade online e ferramentas de marketing fica mais caro para gerar o mesmo impacto de antes. É preciso contar com meios e ferramentas que gerem mais vendas a um custo menor e, de preferência, que estejam disponíveis em moeda local.
– Otimizar e aumentar as campanhas de e-mail: o e-mail continua a ser o canal mais lucrativo com uma taxa de retorno pelo menos quatro vezes maior do que qualquer outro canal.
– Aproveitar a segmentação avançada: as empresas podem identificar quais clientes atuais e potenciais estão mais interessados e envolvidos com a marca. É importante criar ou segmentar listas que permitam otimizar campanhas de marketing e criar públicos semelhantes em plataformas de anúncios como o Facebook, alcançando, desta maneira, segmentos de mercado com interesses semelhantes.
– Envolver as comunidades nas redes sociais: por meio de publicações orgânicas, envolver a comunidade sobre a marca. A criação de promoções ou concursos pode ter um impacto positivo nas taxas de retenção e conversão.
– Fazer uso da automação: ao adotar soluções mais automatizadas e fluxos de trabalho mais eficientes, as empresas de comércio eletrônico podem se manter competitivas em um mercado cada vez mais saturado e resistir à inflação atual e ao dólar em alta sem sacrificarem a qualidade de seus produtos.
Apesar da incerteza econômica, os consumidores mostraram que ainda estão interessados em pagar por produtos ou serviços que ficaram restritos durante a pandemia, especialmente as viagens e o turismo. Por essa razão, reduzir promoções ou a qualidade para baixar custos são opções contraproducentes no longo prazo e afetam a percepção, o crescimento e o alcance das PMEs.
“É importante continuar trabalhando na experiência da marca e criando uma sólida estratégia omnichannel para manter as vendas em tempos de incerteza. Avaliar mais de perto a execução da estratégia omnichannel e contar com os meios e ferramentas que gerem mais vendas a um custo menor, como e-mail, mensagens de texto e automação, é fundamental hoje em dia”, finaliza Laura Parra.
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