Apesar da Copa do Mundo acontecer só em 2027, é preciso começar a “aquecer os motores” para garantir que a seleção feminina de futebol está ao mais alto nível para disputar a competição no seu próprio país. Será que, por jogarem em casa, são favoritas? Vamos ver o que dizem as odds mais à frente, mas primeiro, vamos analisar o recente duelo, um amigável frente à Inglaterra.
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Depois de ter conseguido ficar em 1º lugar do Grupo B e garantir o acesso à Copa do Mundo 2027 com 3 vitórias e 1 empate, é hora de começar a preparar a Copa com amigáveis para, sobretudo, não perder o ritmo. O Brasil venceu 7 dos últimos 10 amistosos disputados em 2025 e a nova série de amistosos já começou bem.
Vitória em Inglaterra por 1-2
Foi no passado dia 25 de outubro que a seleção brasileira atravessou o Oceano Atlântico para defrontar a Inglaterra no Ethiad Stadium, casa do Manchester City. O grupo deu uma excelente resposta e a longa viagem não foi impeditivo para vencer o confronto. Num jogo em que o time foi para o intervalo já com uma vantagem confortável de 0-2 com golos de Bia Zaneratoo e Dudinha. No entanto, 2 minutos depois do 2º golo, Angelina foi explusa e nem assim Inglaterra conseguiu dar a volta.
Isto mostra claramente a boa forma do time que ainda vai defrontar Itália e Portugal. Agora, a deslocação será a Parma e pela frente terá um adversário em péssima forma que venceu apenas um dos últimos cinco jogos. Não admira portanto que a seleção brasileira seja, segundo uma ranking analisadas de casas de apostas, a seleção favorita a vencer a partida. O time vem de 3 vitórias consecutivas e nos últimos 10 jogos disputados, apenas por duas vezes não conseguiu vencer.
O poder ofensivo e equilíbrio defensivo
O bom momento do Brasil não se reflete apenas nos resultados, mas também nas estatísticas coletivas, que mostram a força ofensiva e o equilíbrio defensivo da equipe. Ao longo de 10 amistosos disputados em 2025, a seleção marcou 30 golos, uma média impressionante de 3 por jogo, enquanto permitiu apenas 12, resultando numa média de 1,2 golos sofridos por partida.
A posse de bola média de 57% mostra que o time consegue controlar o ritmo das partidas, mantendo-se dominante mesmo fora de casa. Em cada jogo, o Brasil finaliza cerca de 17 vezes, convertendo 18% dessas oportunidades em golos, o que indica eficiência sem comprometer a criatividade ofensiva. A média de 16,2 faltas cometidas por jogo revela um equilíbrio entre intensidade e disciplina, enquanto 70% dos jogos registraram “ambas as equipes marcam”, evidenciando a capacidade de pressionar e se recuperar rapidamente. O estilo de jogo é agressivo, com transições rápidas e volume superior a 3,6 golos em partidas fora de casa, reforçando o caráter ofensivo do time.
Equilíbrio entre ataque e defesa
Apesar de seu perfil ofensivo, o Brasil tem mostrado evolução defensiva consistente. Em 10 partidas, conseguiu manter a baliza intacta em 3 jogos, sinalizando uma defesa mais organizada e eficaz. A média de golos sofridos permanece em 1,2 por jogo, demonstrando capacidade de limitar os adversários mesmo em confrontos complicados.
O time também se destaca pela capacidade de recuperação: metade dos jogos em que sofreu golos terminou em vitória, evidenciando resiliência e força mental. Como mandante, o desempenho defensivo tende a ser mais sólido, enquanto fora de casa o time equilibra pressão alta e transições rápidas, aproveitando cada oportunidade de contra-ataque. Essa combinação de defesa organizada e capacidade ofensiva rápida torna o Brasil uma equipe difícil de ser superada.
Talento consolidado e juventude em ascensão
A seleção brasileira conta com uma mistura de experiência e juventude que tem funcionado muito bem. Jogadoras experientes como Bia Zaneratto e Geyse continuam decisivas em momentos-chave, oferecendo qualidade técnica e visão de jogo. Ao mesmo tempo, novas jogadoras sub-23, como Jaqueline e Ary Borges, têm ganhado minutos importantes e se integrado de forma consistente ao elenco principal.
Entre as líderes em desempenho ofensivo e minutos jogados, destacam-se Bia Zaneratto, Antonia e Gabi Nunes, com participações significativas nas partidas e mais de 750 minutos acumulados em 2025. A média de idade do grupo é de 25 anos, equilibrando a experiência das veteranas com a energia e criatividade das jovens. Essa rotação equilibrada permite ao time manter intensidade física e tática ao longo das partidas.
Brasil entre favoritos para 2027
Com o recente título da Copa América Feminina e a sequência positiva de amistosos, o Brasil chega à reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2027 com confiança. Jogando em casa e com o Mineirão a receber um dos jogos, a seleção combina experiência e juventude, equilíbrio tático e força ofensiva, tornando-se uma das favoritas ao título. Os próximos amistosos contra equipes de alto nível (Itália e Portugal) servirão para testar diferentes estilos de jogo e consolidar ainda mais o time, que chega motivado e pronto para brilhar diante de sua torcida.

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