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Como é a mineração que estamos construindo hoje, pensando nos próximos anos? Para a Anglo American, encontrar respostas para essa pergunta passa por muito mais do que tecnologia e produção. Envolve segurança, pessoas, inovação, desenvolvimento dos territórios, diversidade, meio ambiente e diálogo com a sociedade. Foi a partir dessa visão que a empresa participou da Exposibram 2026, em Belo Horizonte, reunindo lideranças, especialistas, estudantes e visitantes em torno de diferentes perspectivas sobre o futuro do setor.
A programação começou com um momento inédito: pela primeira vez, antes da abertura, houve o encontro das principais lideranças da mineração brasileira. Conduzido por Ana Sanches, CEO da Anglo American no Brasil e presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o fórum colocou em pauta os desafios e as oportunidades que devem marcar os próximos anos.
Na cerimônia de abertura e no ‘Talk Show’ sobre o potencial mineral brasileiro, minerais críticos, investimentos, descarbonização e cadeias globais, Ana Sanches destacou que o Brasil tem recursos minerais relevantes, mas precisa criar condições para transformá-los em projetos concretos. Para isso, previsibilidade, segurança para investimentos, regras claras e atuação conjunta entre governo e setor privado são fundamentais.
Para a executiva, o desenvolvimento do potencial mineral brasileiro precisa caminhar lado a lado com uma mineração responsável, que gere valor compartilhado, respeite comunidades e territórios e tenha o desempenho ambiental e a segurança como prioridades.
E, para transformar essa visão em realidade, as escolhas das lideranças fazem diferença. “Essa caneta precisa definir uma barra alta. Uma barra cada vez mais alta da nossa forma de atuação e como tomamos as nossas decisões”, afirmou Ana, ao falar sobre a responsabilidade de quem conduz o setor.

Do potencial mineral ao legado
Ruben Fernandes, COO da Anglo American, ampliou a conversa para o impacto que a indústria pode deixar no mundo. Em um dos painéis de que participou, ao lado de Paul Polman, ex-CEO da Unilever e referência global em sustentabilidade empresarial, o executivo discutiu como empresas podem gerar impacto positivo e deixar um legado duradouro.
A provocação tem tudo a ver com a mineração: como transformar a atividade em uma força de desenvolvimento econômico e social nos países e comunidades onde está presente? A resposta parte da atuação transparente e de confiança, construindo soluções em conjunto e que gerem valor compartilhado com a sociedade.
Em outro debate, sobre tendências econômicas e o mercado de commodities, o executivo destacou a necessidade de continuar investindo em tecnologia e inovação para responder à demanda da indústria por minerais como cobre e minério de ferro. Afinal, o mundo precisa desses recursos, e a mineração precisa encontrar formas cada vez mais seguras, eficientes e responsáveis de produzi-los.
A diversidade também entrou nessa conversa. Em um bate-papo realizado no estande da Anglo American – que ganhou o nome de ‘Anglosfera’ –, sobre minerais críticos e os caminhos da mineração, Ruben defendeu que diversidade não pode ser apenas um programa, uma meta ou uma iniciativa isolada. “A diversidade tem que fazer parte da estratégia da empresa”, afirmou. Para ele, diferentes perspectivas, como de gênero, raça e cultura, ampliam a capacidade de uma organização gerar valor e precisam permear toda a companhia, inclusive a preparação de mulheres para posições de liderança.

Tecnologia para antecipar. Pessoas para decidir.
A discussão sobre futuro também passou pela segurança operacional. No painel “Tecnologias que Antecipam: Dados, IA e Segurança Preditiva”, Alexandre Souto, diretor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Anglo American, mostrou como dados, inteligência artificial, automação e monitoramento podem ajudar a antecipar riscos e elevar os padrões de segurança.
Na prática, isso significa usar a tecnologia não apenas para tornar processos mais eficientes, mas para apoiar decisões mais rápidas, precisas e responsáveis e, principalmente, proteger pessoas.
Pessoas estas que estão no centro das decisões e que precisam estar preparadas para o futuro. Esse foi o foco do bate-papo sobre carreiras na mineração, conduzido por Geovanni Vieira, diretor de Pessoas e Organização, com estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais. Ele falou sobre desenvolvimento de carreira e as habilidades importantes para as pessoas que estão entrando no mercado de trabalho e que poderão atuar diretamente nos desafios que o setor tem pela frente.

Coexistência que ganha espaço
Enquanto os debates do congresso ampliavam a discussão sobre os grandes temas da mineração, a Anglosfera levou essa conversa para perto das pessoas. Com o conceito “Coexistência: Um Futuro Possível”, o estande foi pensado como um espaço de encontro e experiências, inspirado também pela natureza, pela cultura e pelo potencial turístico de Conceição do Mato Dentro, território onde está a operação de minério de ferro da empresa.
Durante os quatro dias de feira, centenas de pessoas passaram pelo espaço. A programação colocou em contato diferentes públicos e assuntos: minerais críticos, carreira, turismo, sustentabilidade, educação ambiental e futuro. Em um dos momentos, o jornalista e viajante Zeca Camargo convidou o público a olhar para o mundo com curiosidade, conhecer novas culturas, respeitar as diferenças e aprender com elas.
A relação com os territórios também esteve presente nos debates do congresso. Para Ana Cunha, diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade, confiança não se constrói depois que uma operação começa. “A gente deveria pensar que [a licença social] também é prévia, também é de instalação”, afirmou, destacando a importância de construir transparência, reputação e relacionamento desde o início de cada projeto e manter essa relação diariamente.
Esse olhar para o território e para o futuro chegou também às novas gerações. O lançamento do livro infantil Na trilha dos bichos, produzido com apoio do programa de voluntariado da empresa, Embaixadores do Bem, levou para a Exposibram uma mensagem de educação ambiental e uma forma de aproximar crianças da natureza e da reflexão sobre o mundo que estamos construindo.
No fim, as diferentes atividades da Anglo American na Exposibram apontaram para uma mesma direção: o futuro da mineração não será construído por uma única tecnologia, uma única solução ou uma única perspectiva. Ele será resultado das escolhas feitas hoje e da capacidade de colocar diferentes conhecimentos, pessoas e territórios em diálogo.
É essa a ideia por trás da coexistência. Uma mineração que busca produzir os minerais de que o mundo precisa, ao mesmo tempo em que amplia a segurança, gera valor, respeita as pessoas, fortalece os territórios e olha para as próximas gerações. Porque falar sobre o futuro da mineração é, também, falar sobre o presente que compartilhamos.
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