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Opinião

Por que muitos engordam depois de fazer dieta?

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O sucesso por manter o peso após o emagrecimento é influenciado por representações sociais de cada indivíduo e sua autonomia no autocontrole. Cerca de 10% da população adepta de regimes consegue manter o peso.

Em um estudo que ocorreu de 2001 a 2003, indivíduos que tiveram sucesso no emagrecimento foram divididos em dois grupos. No primeiro, 21 integrantes mantiveram-se magros. A representação social dessas pessoas, que envolve a visão de cada um a respeito do mundo, agregando-se conceitos e valores relativos à perda de peso, era semelhante. Elas próprias desenvolveram estratégias para atingir o objetivo.

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Créditos da imagem: https://www.rapidonoar.com.br/

Ao contrário, as outras 19 que compunham o segundo grupo foram vítimas do chamado efeito sanfona, emagreciam e posteriormente recuperavam o peso, chegando a ultrapassá-lo, pois não tinham a mesma autonomia.

Sem sacrifícios

As respostas dos entrevistados aos fatores que atuavam como barreira ou estímulo na manutenção do peso foram a base dos estudos comparativos. Para o primeiro grupo manter a forma não foi entendido como um sacrifício. Já no segundo, sacrifício foi a palavra mais recorrente. Esta noção limita o controle do peso após o emagrecimento.

No grupo que teve sucesso, os participantes tiveram atitudes autônomas e souberam lidar com as pressões do ambiente externo (como propagandas). Emagrecer é um processo e o que se busca na verdade é manter o peso, pois somente a perda de peso mantida é que beneficia a saúde e não o emagrecimento em si.

Existem vários métodos que prometem emagrecimento, mas a preocupação real das pessoas deve ser com o pós-emagrecimento. Para manter o peso desejado, muitos precisam modificar seus conceitos a ponto de adquirirem autonomia e não serem influenciados pelo ambiente externo. A função do nutricionista e também do nutrólogo é ajudar o paciente a adquirir essa autonomia.

Não basta conhecer o valor calórico dos alimentos para mudar os hábitos alimentares. É importante que a pessoa compreenda aspectos subjetivos do consumo alimentar e arme estratégias de defesa contra esse ambiente propício à estimulação da obesidade.

*Texto produzido em parceria com o portal Leet Doc

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Marcelo Harger

Opinião: Passarinhando em liberdade

Na coluna de Dr. Marcelo Harger desta semana, leia: “Passarinhando em liberdade”

Liberdade é algo que não se define. Vive-se. Senti-la é fácil. Explicá-la é difícil. Há quem prefira dizer que é um sentimento. Para esses, seria sentir o que se deseja independentemente da opinião dos outros. Há quem foque a liberdade de pensamento, e afirme que ser livre é pensar o que se quer. Essa é a linha Gandhi, que ensinava que “a prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência”.

Outros salientam a liberdade de expressão, e afirmam que ser livre significa o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir. Voltaire celebrizou essa espécie de pensamento ao declarar: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.

Liberdade é tudo isso e mais um pouco. É impossível traduzir em palavras aquilo que somente se pode sentir. É como se fosse o oxigênio da alma, e esse é o grande problema.

Uma alma oxigenada “faz poeira”. Aqueles que têm medo da bagunça logo optam pela “arrumação”. Atacam com metralhadoras pessoas que em sua defesa apenas tem a palavra.

É que liberdade é uma daquelas coisas que são atraentes enquanto promessas, mas se tornam enlouquecedoras quando efetivamente se cumprem. Ser livre ofende, e há pessoas agredidas ao redor do mundo pela injúria de serem excessivamente livres. Outras são presas pela mesma razão.

Bater e prender não adianta. A opressão é como água em estrada de terra. Reduz a poeira, mas não resolve o problema. Basta um dia de sol para que ela ressurja com ainda maior vigor. Liberdade se combate com liberdade.

Aqueles que pensam somente são subjugados por argumentos, jamais por impedimentos. Tornam-se mais livres quando cercados por muralhas, e valorizam ainda mais aquilo que perderam. É por isso que os maiores escritos sobre a liberdade foram feitos no cárcere. O preso de consciência passa a ter unicamente o objetivo de perpetuar a sua liberdade de pensamento. É certo que a tirania nunca dura para sempre. Parafraseando o poeta Mário Quintana, todos aqueles que ficam por aí atravancando o caminho passarão. Os demais passarinham.

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Quadro Clínico

A importância de tratar o couro cabeludo antes e depois do implante capilar

• atualizado em 16/05/2019 às 10:34

Importância dos tratamentos associados ao transplante capilar

É importante tratar o couro cabeludo e os fios de cabelo antes e depois da cirurgia de implante capilar.

Em um paciente homem com grau 4 para 5 de alopecia androgenética, que ainda tenha cabelos na área posterior, e rarefação na coroa e nas entradas, quando se analisa o couro cabeludo com um vídeodermatoscópio, constata-se que no vértex, mais especificamente no redemoinho, os fios estão com calibres diferente, isso significa que alguns deles ainda não entraram no processo de calvície, há também os um pouco mais afinados e outros muito finos, que já estão sofrendo ação da di-hidrotestosterona (DHT) e atrofiando com o passar do tempo.

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Créditos da imagem: https://homempotente.org/

Em um quadro em que se observa ainda uma grande quantidade de fios mais grossos, a resposta ao tratamento clínico é excelente, entretanto, quando a área calva é bastante extensa, prescreve-se tratamento prévio à cirurgia, primeiramente com uma consulta médica, para que se use produtos domiciliares, seja em forma de loção capilar ou de comprimidos (que podem ser remédios para queda de cabelo e também vitaminas), e associa-se isso à terapias feitas em consultório, que irão fazer com que o couro cabeludo e também os cabelos fiquem mais saudáveis.

Pouco adianta aplicar medicamentos sob um couro cabeludo com dermatite seborreica e com grande quantia de células mortas, já que nesse caso a absorção dos ativos não será adequada. A pele é um órgão de defesa, a maior parte da epiderme é formada de gorduras e age como uma barreira, e o fato de sobre ela haver excesso de oleosidade, faz com que os tratamentos não sejam tão efetivos, daí a indicação de terapias que melhorem a saúde do couro cabeludo.

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Marcelo Harger

Opinião: Tédio ou Sofrimento

Na coluna de Dr. Marcelo Harger desta semana, leia: “Tédio ou Sofrimento”

• atualizado em 10/05/2019 às 11:15

Assisti recentemente a um filme no qual um menino começava a estudar filosofia e soltava frases de efeito na frente dos pais. Ao ser enviado para fazer os seus deveres escolares, o menino reclama: isso é um tédio! Em seguida cita uma frase filosófica dizendo que: na vida temos que escolher entre o tédio e o sofrimento.

O pai de chinelo na mão retruca prontamente: você quer o sofrimento? O menino obviamente opta pelo tédio e vai fazer os deveres.

Ao ver esse episódio, lembrei-me imediatamente de um ensinamento que desde cedo me foi ministrado pelo meu pai. Há coisas que tem que ser feitas independentemente de gostarmos ou não. Fazer o que se gosta muitas vezes significa apreender a gostar do que se faz.

Tarefas difíceis podem ser feitas com prazer ou sem prazer. Terão que ser feitas do mesmo jeito. Não há opção. Reclamar apenas serve para atrapalhar, pois a reclamação reforça a resistência interna que já temos. Se algo é chato ou difícil é melhor executar logo. Fazer por primeiro serve para acabar logo com o sofrimento. O espírito deve sempre ser o de transformar o limão em uma limonada.

Ninguém consegue passar uma vida inteira sem quaisquer problemas. Não há como remediar esse fato. É um dado da vida. É ela que não tem remédio. Reserva momentos bons e ruins para cada um de nós. Algumas vezes gostaríamos de encontrar um propósito para os problemas. Gostaríamos de ter a certeza de que alguém está apenas a nos ensinar uma lição e que tudo ficará bem no futuro. Isso, contudo, é impossível de se saber. É certo que coisas ruins acontecem às pessoas boas. Usar o que nos acontece como motivação para a evolução pessoal, no entanto, depende de cada um.

É certo que diante de cada dificuldade o pior obstáculo é o próprio ser humano. Cada homem é o pior inimigo de si próprio. Ter essa percepção abre novas possibilidades para enfrentar os problemas. Encarar é o único modo de vencer a “corrida”. Fugir somente serve para que fiquemos para trás e há quem fique tão atrás que acha que está liderando.

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Sobre o blog

  • Blog mantido por médicos especialistas das mais variadas áreas, abordando o mediquês de uma forma descomplicada.