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Quadro Clínico

Depressão em crianças: sintomas e tratamento

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Depressão também acomete crianças e deve ser tratada rapidamente para não deixar sequelas na idade adulta

Até hoje, não há uma explicação concreta das causas da depressão infantil, porém, o problema é sério e vem afetando um número crescente de crianças.

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Créditos: //institutopensi.org.br/

Trata-se de uma perturbação orgânica que envolve variáveis biológicas, psicológicas e sociais, e pode estar associada a aspectos comprometidos da personalidade dos pais, baixa autoestima e autoconfiança.

Existem fatores comportamentais que caracterizam o aparecimento da depressão em crianças, que passa a ficar mais quieta, sem vontade de brincar, com pouco apetite e baixa autoestima.

Se combinados por um período maior de tempo, é importante os pais prestarem atenção nesses sintomas. Nessa fase, a criança passa a não gostar de seus trabalhos e nem sente prazer em fazê-los, além de se tornar mais agressiva, irritada e sonolenta. A qualquer sinal, deve-se buscar imediatamente um aconselhamento profissional. Quanto antes tratada a depressão infantil, menos sequelas para a idade adulta.

Muitas vezes, crianças com pais depressivos apresentam com mais assiduidade estas características. A criança em fase de amadurecimento acaba acreditando ser este um comportamento adequado.

Se o problema não for tratado a tempo, ele tende a se acentuar. Na maioria das vezes, faz-se necessário acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo, médico e nutricionista – esta orienta sobre os alimentos mais indicados para erradicar o problema e equilibrar o organismo.

A comparação das realidades vividas no ambiente familiar pelas crianças pode deflagrar ou acentuar um quadro preexistente. A criança vivencia o paradoxo de um modelo em casa e outra da casa dos colegas; esta ação pode levá-la a entrar no processo depressivo.

Créditos: //institutopensi.org.br/

*Texto produzido em parceria com o portal Leet Doc

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Quadro Clínico

A importância de tratar o couro cabeludo antes e depois do implante capilar

• atualizado em 16/05/2019 às 10:34

Importância dos tratamentos associados ao transplante capilar

É importante tratar o couro cabeludo e os fios de cabelo antes e depois da cirurgia de implante capilar.

Em um paciente homem com grau 4 para 5 de alopecia androgenética, que ainda tenha cabelos na área posterior, e rarefação na coroa e nas entradas, quando se analisa o couro cabeludo com um vídeodermatoscópio, constata-se que no vértex, mais especificamente no redemoinho, os fios estão com calibres diferente, isso significa que alguns deles ainda não entraram no processo de calvície, há também os um pouco mais afinados e outros muito finos, que já estão sofrendo ação da di-hidrotestosterona (DHT) e atrofiando com o passar do tempo.

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Créditos da imagem: //homempotente.org/

Em um quadro em que se observa ainda uma grande quantidade de fios mais grossos, a resposta ao tratamento clínico é excelente, entretanto, quando a área calva é bastante extensa, prescreve-se tratamento prévio à cirurgia, primeiramente com uma consulta médica, para que se use produtos domiciliares, seja em forma de loção capilar ou de comprimidos (que podem ser remédios para queda de cabelo e também vitaminas), e associa-se isso à terapias feitas em consultório, que irão fazer com que o couro cabeludo e também os cabelos fiquem mais saudáveis.

Pouco adianta aplicar medicamentos sob um couro cabeludo com dermatite seborreica e com grande quantia de células mortas, já que nesse caso a absorção dos ativos não será adequada. A pele é um órgão de defesa, a maior parte da epiderme é formada de gorduras e age como uma barreira, e o fato de sobre ela haver excesso de oleosidade, faz com que os tratamentos não sejam tão efetivos, daí a indicação de terapias que melhorem a saúde do couro cabeludo.

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Opinião

Por que muitos engordam depois de fazer dieta?

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O sucesso por manter o peso após o emagrecimento é influenciado por representações sociais de cada indivíduo e sua autonomia no autocontrole. Cerca de 10% da população adepta de regimes consegue manter o peso.

Em um estudo que ocorreu de 2001 a 2003, indivíduos que tiveram sucesso no emagrecimento foram divididos em dois grupos. No primeiro, 21 integrantes mantiveram-se magros. A representação social dessas pessoas, que envolve a visão de cada um a respeito do mundo, agregando-se conceitos e valores relativos à perda de peso, era semelhante. Elas próprias desenvolveram estratégias para atingir o objetivo.

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Créditos da imagem: //www.rapidonoar.com.br/

Ao contrário, as outras 19 que compunham o segundo grupo foram vítimas do chamado efeito sanfona, emagreciam e posteriormente recuperavam o peso, chegando a ultrapassá-lo, pois não tinham a mesma autonomia.

Sem sacrifícios

As respostas dos entrevistados aos fatores que atuavam como barreira ou estímulo na manutenção do peso foram a base dos estudos comparativos. Para o primeiro grupo manter a forma não foi entendido como um sacrifício. Já no segundo, sacrifício foi a palavra mais recorrente. Esta noção limita o controle do peso após o emagrecimento.

No grupo que teve sucesso, os participantes tiveram atitudes autônomas e souberam lidar com as pressões do ambiente externo (como propagandas). Emagrecer é um processo e o que se busca na verdade é manter o peso, pois somente a perda de peso mantida é que beneficia a saúde e não o emagrecimento em si.

Existem vários métodos que prometem emagrecimento, mas a preocupação real das pessoas deve ser com o pós-emagrecimento. Para manter o peso desejado, muitos precisam modificar seus conceitos a ponto de adquirirem autonomia e não serem influenciados pelo ambiente externo. A função do nutricionista e também do nutrólogo é ajudar o paciente a adquirir essa autonomia.

Não basta conhecer o valor calórico dos alimentos para mudar os hábitos alimentares. É importante que a pessoa compreenda aspectos subjetivos do consumo alimentar e arme estratégias de defesa contra esse ambiente propício à estimulação da obesidade.

*Texto produzido em parceria com o portal Leet Doc

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Quadro Clínico

Alopecia androgenética afeta 92% dos homens aos 90 anos de idade

Alopecia androgenética em homens e mulheres

A alopecia androgenética, que é dependente do hormônio androgênico, embora ocorra majoritariamente em homens – por conta de estes terem dez vezes mais androgênios do que as mulheres – , acomete mulheres, que também podem perder cabelo pela carência de estradiol e principalmente pela ação dos androgênicos.

Por conta da ação hormonal pode-se perder cabelo a partir dos 20 ou 30 anos de idade, e uma vez iniciada essa perda ela permanece por toda a vida, porém, nem toda, principalmente nas mulheres, é de origem hormonal, algumas são por doenças de origem imunológica, como hipotireoidismo, também por fungos etc.

Há diferenças nas calvícies masculina e feminina. Nos homens, geralmente a queda de cabelo se inicia nas entradas do couro cabeludo, já nas mulheres, na região superior da cabeça.

Calvície e idade

A calvície é de origem genética, de um gene autossômico dominante e de penetração variável, se muito intensa, a perda capilar será precoce, e se menos, começa-se a perder cabelo aos 40 ou 50 anos.

Aos 50 anos de idade, metade dos homens tem algum grau de calvície, que é progressiva, aos 70 anos cerca de 70% dos homens são calvos, e cerca de 92% aos 90 anos, ou seja, é quase obrigatória a perda de cabelo com a evolução da idade.

A alopecia androgenética quando inicia em mulheres na faixa dos vinte a trinta anos de idade, é mais agressiva e tende a piorar muito com o envelhecimento.

Calvície e aterosclerose

Há trabalhos científicos que mostram que homens e mulheres que têm calvície precocemente têm chance aumentada em 50% de ter aterosclerose nas carótidas.

Testosterona e queda de cabelo

Não há correlação entre o nível de testosterona no sangue e queda de cabelo, assim, alguns homens e mulheres com altos níveis de testosterona não tem alopecia, e o contrário também é verdadeiro, alguns com baixos níveis do referido hormônio perdem cabelo. O problema está na sensibilidade dos folículos pilosos à ação hormonal.

O responsável pela queda de cabelo é um subproduto da testosterona, chamado di-hidrotestosterona – ou também de super testosterona, por ser de 4 a 10 vezes mais potente que sua precursora.

Cerca de 9% da testosterona no sangue de homens e mulheres é convertida em di-hidrotestosterona, nos primeiros ela age na próstata e no couro cabeludo, sendo também responsável pela pilificação, e na mulher também está presente no couro cabeludo.

A enzima 5-alfa-redutase, presente no couro cabeludo de homens e mulheres, transforma testosterona em di-hidrotestosterona. A primeira faz crescer cabelo, e a segunda intoxica o folículo piloso e enfraquece os pelos, que na verdade não simplesmente caem, e sim ficam mais finos até desaparecerem.

Ciclo capilar

Cada fio de cabelo passa por três fases, a anágena, que é a de crescimento e dura em média de quatro a seis anos, a catágena, em que o pelo interrompe o crescimento e dura de quinze a vinte dias, e a telógena, que dura de dois a três meses e é o período em que ocorre efetivamente a queda de cabelo.

Com a evolução da idade, a duração da fase telógena aumenta, alcançando até dez meses ou um ano. Por consequência disso cada vez menos cabelos são produzidos e mais perdem espessura, ficando mais quebradiços.

Tratamento

Primeiramente é preciso inibir a enzima 5-alfa-redutase, e para isso existem vários medicamentos, para homens recomenda-se a finasterida, que dentre os possíveis efeitos colaterais constam redução da libido e da qualidade da ereção.

O minoxidil, que age no folículo piloso e não tem ação hormonal, é indicado para homens e mulheres. Para estas também pode-se recorrer ao uso de vitaminas, sais mineiras, e procedimentos como a estrogenioterapia, que melhora a qualidade dos cabelos, mas pode acarretar efeitos adversos, como aumento de peso e de retenção hídrica, diminuição da libido e problemas trombóticos.

Para determinar a origem da queda de cabelo e o tratamento mais adequado, é importante consultar um dermatologista.

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Sobre o blog

  • Blog mantido por médicos especialistas das mais variadas áreas, abordando o mediquês de uma forma descomplicada.