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Alopecia androgenética afeta 92% dos homens aos 90 anos de idade

Alopecia androgenética em homens e mulheres

A alopecia androgenética, que é dependente do hormônio androgênico, embora ocorra majoritariamente em homens – por conta de estes terem dez vezes mais androgênios do que as mulheres – , acomete mulheres, que também podem perder cabelo pela carência de estradiol e principalmente pela ação dos androgênicos.

Por conta da ação hormonal pode-se perder cabelo a partir dos 20 ou 30 anos de idade, e uma vez iniciada essa perda ela permanece por toda a vida, porém, nem toda, principalmente nas mulheres, é de origem hormonal, algumas são por doenças de origem imunológica, como hipotireoidismo, também por fungos etc.

Há diferenças nas calvícies masculina e feminina. Nos homens, geralmente a queda de cabelo se inicia nas entradas do couro cabeludo, já nas mulheres, na região superior da cabeça.

Calvície e idade

A calvície é de origem genética, de um gene autossômico dominante e de penetração variável, se muito intensa, a perda capilar será precoce, e se menos, começa-se a perder cabelo aos 40 ou 50 anos.

Aos 50 anos de idade, metade dos homens tem algum grau de calvície, que é progressiva, aos 70 anos cerca de 70% dos homens são calvos, e cerca de 92% aos 90 anos, ou seja, é quase obrigatória a perda de cabelo com a evolução da idade.

A alopecia androgenética quando inicia em mulheres na faixa dos vinte a trinta anos de idade, é mais agressiva e tende a piorar muito com o envelhecimento.

Calvície e aterosclerose

Há trabalhos científicos que mostram que homens e mulheres que têm calvície precocemente têm chance aumentada em 50% de ter aterosclerose nas carótidas.

Testosterona e queda de cabelo

Não há correlação entre o nível de testosterona no sangue e queda de cabelo, assim, alguns homens e mulheres com altos níveis de testosterona não tem alopecia, e o contrário também é verdadeiro, alguns com baixos níveis do referido hormônio perdem cabelo. O problema está na sensibilidade dos folículos pilosos à ação hormonal.

O responsável pela queda de cabelo é um subproduto da testosterona, chamado di-hidrotestosterona – ou também de super testosterona, por ser de 4 a 10 vezes mais potente que sua precursora.

Cerca de 9% da testosterona no sangue de homens e mulheres é convertida em di-hidrotestosterona, nos primeiros ela age na próstata e no couro cabeludo, sendo também responsável pela pilificação, e na mulher também está presente no couro cabeludo.

A enzima 5-alfa-redutase, presente no couro cabeludo de homens e mulheres, transforma testosterona em di-hidrotestosterona. A primeira faz crescer cabelo, e a segunda intoxica o folículo piloso e enfraquece os pelos, que na verdade não simplesmente caem, e sim ficam mais finos até desaparecerem.

Ciclo capilar

Cada fio de cabelo passa por três fases, a anágena, que é a de crescimento e dura em média de quatro a seis anos, a catágena, em que o pelo interrompe o crescimento e dura de quinze a vinte dias, e a telógena, que dura de dois a três meses e é o período em que ocorre efetivamente a queda de cabelo.

Com a evolução da idade, a duração da fase telógena aumenta, alcançando até dez meses ou um ano. Por consequência disso cada vez menos cabelos são produzidos e mais perdem espessura, ficando mais quebradiços.

Tratamento

Primeiramente é preciso inibir a enzima 5-alfa-redutase, e para isso existem vários medicamentos, para homens recomenda-se a finasterida, que dentre os possíveis efeitos colaterais constam redução da libido e da qualidade da ereção.

O minoxidil, que age no folículo piloso e não tem ação hormonal, é indicado para homens e mulheres. Para estas também pode-se recorrer ao uso de vitaminas, sais mineiras, e procedimentos como a estrogenioterapia, que melhora a qualidade dos cabelos, mas pode acarretar efeitos adversos, como aumento de peso e de retenção hídrica, diminuição da libido e problemas trombóticos.

Para determinar a origem da queda de cabelo e o tratamento mais adequado, é importante consultar um dermatologista.

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Quadro Clínico

Como identificar um infarto e o que fazer se estiver tendo um

• atualizado em 21/02/2019 às 15:51

O infarto do miocárdio é uma das doenças mais temidas, e muitas vezes inevitável.

Geralmente os quadros clássicos são fáceis de identificar, ou pelo menos de desconfiar, já que ocorre forte dor no peito, que com frequência irradia para o braço esquerdo, mandíbula, tórax, e ocasionalmente boca do estômago. Isso pode ser acompanhado por sensação de desfalecimento, perda de sentidos, suor profuso, e síncope (desmaio).

Se acontecer isso procure imediatamente um serviço de urgência. Tente não sair correndo e deixe que outras pessoas o ajudem, disque 192 para chamar o SAMU, ou 193 para o corpo de bombeiros.

Se suspeitar que o quadro é semelhante ao exposto acima, é melhor prevenir, não espere para ligar para o médico. Se for infarto, quanto mais rápido assistido, melhor o prognóstico.

Para conferir mais textos de saúde, acesse o portal Leet Doc.

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  • Blog mantido por médicos especialistas das mais variadas áreas, abordando o mediquês de uma forma descomplicada.