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Flávio Melo

Opinião: Como criticar alguém

Na coluna de Flávio Melo desta semana, leia: “Como criticar alguém”

É bastante comum pessoas criticarem os outros, porém quando são criticadas não gostam e geralmente tentam se justificar para salvar a sua imagem, ao invés de prestarem atenção no que estão lhe apontando. O interessante é que as empresas de sucesso gastam fortunas fazendo pesquisa a fim de saber a opinião dos clientes, já que sabem que a permanência no erro pode custar ainda mais caro. E em geral as pessoas desperdiçam uma consultoria gratuita, que é a crítica, para se tornarem melhor. No entanto, o problema pode residir na forma como a crítica é feita, fazendo com que o criticado se arme para não se sentir rebaixado. Sendo assim, tem alguma maneira de criticar alguém para que a pessoa reflita sobre si e agradeça por lhe apontar suas falhas?

A metodologia mais comum é iniciar a conversa com um elogio sincero de algo que a pessoa já faz bem feito. Isso serve para evitar uma reação refratária diante da crítica que será feita em seguida. A crítica propriamente dita inicia-se indicando a situação ou um ocorrido de forma breve e, logo após, aponta-se o objetivo, a meta ou o desejo que o outro gostaria de alcançar e que não está alcançando em função do seu respectivo comportamento. Dessa forma, chama-se atenção para um sistema de recompensa. Desde a infância aprendemos a nos orgulhar das vitórias, então sempre que se chama atenção para a pessoa conquistar algo que deseja e não está conseguindo, ela tende a se motivar e a escutar o que será falado.

Uma vez tendo a atenção do outro, está na hora de sugerir ações para que o mesmo alcance seu objetivo. O ideal é, ao citar as alternativas, complementar com exemplos, visto que nem sempre quem foi criticado sabe como fazer. Agindo dessa maneira, o criticado fica satisfeito, pois percebe que o que lhe foi apontado não foi contra a sua pessoa, mas uma forma construtiva de ajudá-lo na realização do seu projeto. Em vez de ficar chateado e querer se justificar, tende a agradecer e sai motivado a corrigir.

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Flávio Melo

Opinião: A diferença entre SER e TER

Na coluna de Flávio Melo desta semana, leia: “A diferença entre SER e TER”

A diferença entre Ser e Ter, embora óbvia, é bastante confundida. Geralmente quando se pergunta a alguém quem ela é, geralmente respondem o que ela faz e tem. Respondem qual a sua profissão, o que gosta de fazer, seu lazer, estudo, atividades profissionais e com quem se relaciona. Muito raramente falam do seu Ser, suas características, seus valores, seus desejos e projetos. Mas o conhecer alguém vai além do que ela adquiriu e do que ela faz. Dizer que conhecemos alguém é conseguir antecipar o que essa pessoa vai fazer diante das situações, pois sabe-se quem ela é em seu Ser. Conhecendo a subjetividade sabemos quem o outro é.

A maior diferença psicológica que se encontra entre Ser e Ter está na segurança que a pessoa pode ter. Uma pessoa segura de si, primeiramente, sabe quem ela é e, com isso, consegue definir com clareza quem ela quer ser num futuro. Dessa forma ela sabe o que deseja possuir e o que é necessário fazer para alcançar. Sendo assim, mesmo que no caminho ela encontre adversidades, essas não serão um peso para sua vida, mas dificuldades que precisam ser superadas. O caminho percorrido, mesmo sendo difícil, é leve de ser vivido. Em contrapartida, uma pessoa insegura é aquela que acredita que precisa ter determinadas coisas para então começar a fazer e, consequentemente, ela espera que será um destaque, pois se tornará aquela pessoa que no fundo ela já deseja ser, mas não é. Mas dessa forma ela, ou paralisa e nem inicia as atividades que se propôs, ou as realiza de forma insegura com grande chance de dar errado. Além disso, é bastante comum reclamar das dificuldades que o caminho apresenta.

Uma outra grande diferença se encontra quando se mede a confiança que se tem em alguém. A confiança não vem pelo que a pessoa tem, mas pelo que ela é. A ação de uma pessoa que inspira confiança passa uma certeza, pois ela leva em consideração as consequências que ocorrerão ao seu redor, tanto no campo material, como na relação das pessoas que serão afetadas. E isto só é possível se os valores que constituem sua personalidade são de boa índole.

Experimente numa próxima oportunidade falar a respeito de você e seus projetos. Alguns gostarão, mas outros acharão estranho, porque na realidade não querem saber como realmente você é, apenas manterão a confusão entre Ser e Ter e se enganarão achando que lhe conhecem.

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Flávio Melo

Opinião: Medo! Supere-o pelo planejamento

Na coluna de Flávio Melo desta semana, leia: “Medo! Supere-o pelo planejamento”

O planejamento é utilizado para mapear o caminho que a pessoa irá trilhar para alcançar o seu objetivo. Dessa forma, a pessoa sabe o que precisa fazer e consegue manter o foco no que é necessário. Porém é bastante comum haver desistência do que foi planejado, e um dos fatores predominante é o medo. Uma emoção que faz a pessoa paralisar, ou ficar numa situação tão insegura que ela não se vê em condições de enfrentar seus receios e, por conseguinte, tende a evitar as adversidades.

O medo faz a pessoa modificar organicamente seu corpo, diante de um perigo ocorre o estresse, que é uma resposta positiva do organismo se preparando para enfrentar o perigo ou fugir. Mas em algumas situações, ao invés disso, ocorre uma contradição, a pessoa quer fugir, mas em vez de se afastar do perigo, sente uma fraqueza tão grande em suas pernas que ela paralisa. Em situações mais severas, chega a ter diarreia. Toda essa reação do organismo, mesmo não tendo o efeito efetivo, é para a pessoa se proteger do que ela considera perigoso.

Em outras ocasiões, o perigo está no resultado a alcançar; muitas vezes está no meio do caminho, alguma ação que precisa ser realizada, mas colocam em xeque a segurança da pessoa e acabam não sendo nem mesmo enfrentadas. Por exemplo, a pessoa precisa divulgar determinado trabalho, e para isso decide falar em público; depois de tudo planejado se dá conta que tem medo de fazer essa ação. Fica apavorada só em pensar em enfrentar as pessoas, antecipa que dará um branco no pensamento e não conseguirá falar e consequentemente irão rir dela. Isto é tão forte que desiste de falar. Com isso não cumpre o que foi planejado e não vai adiante, desistindo do que se propôs.

Pode-se dizer que o medo paralisa, ou faz a pessoa evitar enfrentar seusreceios. Então o que fazer? Utilizar o próprio planejamento para superar seus medos e buscar de forma objetivo seus sonhos. Da mesma forma que se planeja uma ação mais ampla, é possível planejar de forma detalhada cada uma das ações e, ao fazer isso, se combate o medo. Pois a consciência reflexiva passa a ter como objeto da sua atenção o EU, e ao fazer isso, ela toma distância do contexto que está vivendo e destrói a estrutura da emoção. Por exemplo, quando a pessoa, em alguma situação mais difícil, pensar “o que eu devo fazer?”, ela o faz sem emoção, pois a estrutura básica que a emoção necessita para ocorrer é a pessoa estar de tal forma envolvida com a situação, que ela não tem distância entre o que vai ocorrer e ela. O elemento essencial para isto é a crença, crer é acreditar com todo o seu corpo que suas antecipações irão ocorrer, pois são a mais pura verdade.

Para escapar do medo, corte a crença do fracasso através do pensamento “o que EU devo fazer?” e planeje os próximos passos. Parece fácil demais para ser verdade, mas essa é uma daquelas coisas da vida que é simples e dá resultado.

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Flávio Melo

Opinião: A autodestruição da comparação

Na coluna de Flávio Melo desta semana, leia: “A autodestruição da comparação”

• atualizado em 23/09/2018 às 14:17

Prestar atenção no outro e admirar o que ele tem de positivo é saudável. No entanto, se comparar ao outro para achar que é menos e se depreciar a ponto de perder a confiança é prejudicial. Essa comparação faz com que a pessoa se afaste dos seus objetivos e desista das ações de conquistas. Consequentemente, é provável que fica estagnada e abra mão dos seus desejos a ponto de acreditar não conseguir superar o desempenho do outro.

A segurança psicológica é relativa, pois ela se sustenta na confiança que a pessoa deposita nas suas habilidades, competências, valores e conquistas. É o mesmo que dizer que um pássaro sente-se confiante em dormir em uma árvore, não porque ele acredita que o galho não vá quebrar, mas por saber voar. Então, quando a pessoa se compara ao outro e se deprecia, ela está colocando em dúvida as características que a constituem como alguém que possa conquistar seu espaço no mundo. A origem desse movimento psicológico vem da infância, na forma como foi educado e ensinado a acreditar. É comum, ainda na educação infantil, utilizar a comparação negativa para ensinar, mostrando o quanto a criança não é tão boa quanto outras. O problema é que nesse período existe muita diferença de faixa etária entre elas, na qual o adulto que está ensinando não leva em consideração. Quando esse tipo de comparação é frequente, a criança pode constituir como valor o fracasso do seu ser. Caso isso ocorra, ela se sentirá insegura diante de grupos, principalmente quando passa a ser

o centro da atenção dos outros. A vivência será muito ruim, já que de imediato pensa que os outros são melhores e que não a levarão em consideração. Em vez de se comparar com os demais, foque nas suas habilidades e na capacidade que você tem de conquistar o que deseja. Não se compare com o outro, pois cada um possui os seus talentos. Repense seus objetivos, preste atenção no que precisa ser feito e construa com confiança.

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  • Psicólogo Flávio Melo Ribeiro

    Flávio é Psicólogo formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1988, especialista na área clínica pelo Conselho Regional de Psicologia e Especialista em Gestão de Empresa pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Sobre a coluna

Coluna debate diversas atividades para trabalhar problemas de depressão e de relacionamento amoroso.