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Flávio Melo

Opinião: Diferença de hobby e profissão

Na coluna de Flávio Melo desta semana, leia: “Diferença de hobby e profissão”

Durante a escolha profissional é bastante comum querer transformar um hobby em profissão, mas ter uma atividade como passatempo não significa que gostará de realizá-la como atividade profissional, nem que dará certo caso resolva construí-la. Vamos aprofundar esse tema com o seguinte exemplo: um adolescente adora tocar violão, conhece inúmeras músicas e sempre é elogiado pelos amigos por conta do seu desempenho. No entanto, só toca quando está inspirado e se sentindo bem. Esse mesmo adolescente descobre que sua banda preferida irá tocar em sua cidade dentro de um mês e compra o ingresso. Durante trinta dias ficou ansioso para ver o que considera que será o melhor show da sua vida. Porém, no dia do show o principal músico dessa banda se desentendeu com o empresário, discutiu e se alterou emocionalmente.

É preciso deixar claro que independente da carreira, qualquer profissional sobrevive e se desenvolve no mercado de trabalho solucionando problemas. Cabe ao músico profissional, independente dos empecilhos emocionais, manter o foco no espetáculo e dar o seu máximo, visto que o público está ali para satisfazer suas necessidades e não para ter empatia com o músico e questionar como ele está se sentindo.

Esse exemplo é válido para qualquer profissão. Basta você refletir como gosta de ser tratado por qualquer profissional que esteja lhe atendendo. Atuar profissionalmente é construir um projeto que dê condições de se realizar através dos resultados, bem como se ver no reconhecimento que seus clientes lhe passam. Portanto, é importante não confundir hobby com profissão.

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Flávio Melo

Opinião: Como escapar de um relacionamento abusivo

Na coluna de Flávio Melo desta semana, leia: “Como escapar de um relacionamento abusivo”

Vários são os motivos para entrar ou manter um relacionamento abusivo, desde a insegurança, da auto desqualificação, achar que a outra pessoa lhe traz segurança, sentir-se amada, considerar que mais ninguém lhe fará feliz, o prazer na sexualidade, entre tantos outros motivos. Porém, o que faz a pessoa não conseguir sair de um relacionamento considerado abusivo e que lhe faz mal?

Não basta se reconhecer no sofrimento, pois isto não é suficiente para a pessoa escapar do julgamento do outro. A saída começa quando a pessoa visualiza outra forma de relacionamento, o qual lhe faz muito mais sentido, um cenário que deseja para si. Quando isto ocorre, possibilita a pessoa avaliar seu relacionamento com outros parâmetros. E, dessa forma, consegue perceber o que está vivendo de negativo, com a possibilidade de lutar para alcançar o que imaginou.

Para facilitar a visualização desse novo cenário é possível prestar atenção em outros relacionamentos, viajar para conhecer novas culturas, ler e se instruir a respeito do que é um relacionamento saudável, estudar sobre bem estar e qualidade de vida. E com essas informações montar o cenário de vida que deseja para si. Uma dica importante é antes de imaginar esse novo cenário, eliminar as barreiras que encontra na vida real. Por exemplo, a pessoa que tem medo da solidão, e por isso pensa que mesmo não estando em boa companhia é melhor do que viver a solidão, deve nesse caso pensar o seguinte “se não tivesse medo da solidão, o que eu faria”. Então passar a imaginar como deveria ser sua relação. Tentar não imaginar rostos, se deixar livre para compor imaginariamente a relação que deseja ter.

Esses cenários positivos, que trazem a sensação de realização, são ideias para fazer frente ao relacionamento abusivo que está vivendo, e servirem de motivação para escapar de quem lhe subjuga. Porém nem sempre é fácil fazer sozinho, caso tenha dificuldade de identificar o que realmente quer para si, ou mesmo buscar orientação em como lidar com a outra pessoa no momento do término, procure ajuda de um psicólogo.

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Flávio Melo

Opinião: Seja seu próprio destino

Na coluna de Flávio Melo desta semana, leia: “Seja seu próprio destino”

Tenha o controle da sua vida nas mãos. Ela é muito importante e muito curta para não ser você o guia de si próprio. É claro que a vida é complexa e pouco se faz sozinho, mas não é porque os outros seguirão a jornada da vida ao seu lado, que você delegará as suas escolhas. Tenha coragem para enfrentar os desafios, e paciência para retomar a luta quando a derrota acontece.

Os casos clínicos mais tristes que atendi foram das pessoas idosas, as quais se deram conta que poderiam ter vivido de outra forma. Essas pessoas só conseguiram avaliar que as dificuldades de outrora não eram tão grandes que não pudessem ser enfrentadas, no último quarto do ciclo das suas vidas. Em função do pouco tempo que lhes restava, pouco poderiam fazer para alterar seu destino. Porém, a grande maioria da população está entre 20 e 60 anos de idade, quer dizer, no segundo e terceiro ciclo de vida, pelos índices atuais de expectativa de vida. Então muito podem fazer para construir seus projetos. Mas para isso é preciso deixar a preguiça de lado, ultrapassar seus medos e, principalmente, se autoconhecer para identificar suas qualidades e investir no que tem de melhor.

Procure conviver com pessoas que são positivas, que lhe ajudem a compreender melhor o mundo ao seu redor, e que lhes inspire para alcançar os projetos. Essas pessoas provavelmente não irão fazer por você, pois estão focadas em construir suas próprias vidas. Elas também não deixarão sua vida mais fácil, pois irão mostrar o caminho para você trilhar com vista a construir seu próprio sonho, o que na maioria das vezes é trabalhoso e árduo. Mas são essas as pessoas que estarão torcendo para o teu sucesso e ficarão verdadeiramente alegres com as tuas vitórias. Essas são as pessoas que você deve escolher para estar ao seu lado.

Evite as mágoas e lamentações dos caminhos que não deram certo. Aprenda com os erros e foque, principalmente, na positividade das suas ações. Seja objetivo e agudo para alcançar os projetos. Seja seu próprio destino.

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Flávio Melo

Opinião: A diferença entre SER e TER

Na coluna de Flávio Melo desta semana, leia: “A diferença entre SER e TER”

A diferença entre Ser e Ter, embora óbvia, é bastante confundida. Geralmente quando se pergunta a alguém quem ela é, geralmente respondem o que ela faz e tem. Respondem qual a sua profissão, o que gosta de fazer, seu lazer, estudo, atividades profissionais e com quem se relaciona. Muito raramente falam do seu Ser, suas características, seus valores, seus desejos e projetos. Mas o conhecer alguém vai além do que ela adquiriu e do que ela faz. Dizer que conhecemos alguém é conseguir antecipar o que essa pessoa vai fazer diante das situações, pois sabe-se quem ela é em seu Ser. Conhecendo a subjetividade sabemos quem o outro é.

A maior diferença psicológica que se encontra entre Ser e Ter está na segurança que a pessoa pode ter. Uma pessoa segura de si, primeiramente, sabe quem ela é e, com isso, consegue definir com clareza quem ela quer ser num futuro. Dessa forma ela sabe o que deseja possuir e o que é necessário fazer para alcançar. Sendo assim, mesmo que no caminho ela encontre adversidades, essas não serão um peso para sua vida, mas dificuldades que precisam ser superadas. O caminho percorrido, mesmo sendo difícil, é leve de ser vivido. Em contrapartida, uma pessoa insegura é aquela que acredita que precisa ter determinadas coisas para então começar a fazer e, consequentemente, ela espera que será um destaque, pois se tornará aquela pessoa que no fundo ela já deseja ser, mas não é. Mas dessa forma ela, ou paralisa e nem inicia as atividades que se propôs, ou as realiza de forma insegura com grande chance de dar errado. Além disso, é bastante comum reclamar das dificuldades que o caminho apresenta.

Uma outra grande diferença se encontra quando se mede a confiança que se tem em alguém. A confiança não vem pelo que a pessoa tem, mas pelo que ela é. A ação de uma pessoa que inspira confiança passa uma certeza, pois ela leva em consideração as consequências que ocorrerão ao seu redor, tanto no campo material, como na relação das pessoas que serão afetadas. E isto só é possível se os valores que constituem sua personalidade são de boa índole.

Experimente numa próxima oportunidade falar a respeito de você e seus projetos. Alguns gostarão, mas outros acharão estranho, porque na realidade não querem saber como realmente você é, apenas manterão a confusão entre Ser e Ter e se enganarão achando que lhe conhecem.

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  • Psicólogo Flávio Melo Ribeiro

    Flávio é Psicólogo formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1988, especialista na área clínica pelo Conselho Regional de Psicologia e Especialista em Gestão de Empresa pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Sobre a coluna

  • Coluna debate diversas atividades para trabalhar problemas de depressão e de relacionamento amoroso.