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Fernando Rizzolo

Opinião: Sem medo de ser Infeliz

Na coluna de Fernando Rizzolo desta semana, leia: “Sem medo de ser Infeliz”.

• atualizado em 03/10/2018 às 11:49

Não há quem não tenha ficado chocado com a agressão sofrida pelo candidato da direita, Jair Bolsonaro, praticada por um esquerdista que dizem ser um “lobo solitário”. Bem, não desejo aqui entrar no mérito dessa questão, até porque cabe à Polícia Federal e aos órgãos competentes fazer a devida investigação. Mas é necessário focarmos na questão política envolvida, nos efeitos que esse ato perverso provocou em nossa democracia.

O ato, algo agressivo em si, nos traz à tona uma linguagem que antes era desconhecida no Brasil e que está contida em inúmeras formas de nuances esquerdistas que formatam um enorme elenco de pensamentos e atitudes de que tínhamos ideias apenas perfunctórias, pois, além dos já famosos mantras, como ideologia de gênero, imposição aos negros de atitudes compactas em relação ao pensamento esquerdista, desejando doutriná-los pela cartilha marxista para não serem chamados de traidores, introdução de ideias esquerdistas nas escolas e tantos outros comportamentos, podemos também constatar, no mundo da esquerda, uma agressividade latente vermelha.

Observem que não estou aqui defendendo a direita com suas propostas conservadoras, liberais, mas simplesmente me atendo ao escopo comportamental político que realmente nos assusta.

A democracia deve ser pluralista, de acordo com os princípios fundamentais da nossa Carta Magna, mas o grande problema do Brasil é que, durante mais de trinta anos de exercício democrático, nós só exercitamos nossa mente a enxergar do ponto de vista da esquerda, o que não é culpa do povo brasileiro, e sim de uma falha democrática de conteúdo técnico. Deveríamos ter, desde o início da abertura política, um verdadeiro partido de direita, algo que nunca houve em nosso país, a não ser agora. Sim, pela primeira vez a timidez conservadora saiu do armário, e deu no que deu.

Logo, tudo que era contra o nosso pensamento, condensado durante todo esse período na elaboração partidária por membros advindos da anistia política, muitos dos quais terroristas, mas que viraram donos de partido, no amplo espectro viralizante do pensamento da Escola de Frankfurt e outras correntes, sempre embasadas no esquerdismo do pesado ao light, traduzia-se em ideologias para todos os gostos. A profanação do regime militar feita de forma uníssona por eles e sem um líder direitista bem rotulado desde o início da abertura política, para contrabalançar o eixo populista marxista, foi o que levantou a faca ao primeiro líder realmente de direita neste país.

É claro que tudo isso ocorre num plano do inconsciente coletivo, como assim denominava Jung. Contudo, quando se tem enraizada durante anos uma mentalidade formatada progressista, se é que podemos usar esse termo, ela se choca, como num acidente brutal, de frente com o Conservadorismo, que latente estava sem um líder sequer. A corrupção e a descoberta de que a maioria dos partidos têm o pano de fundo esquerdista, useira e vezeira das táticas que se tornaram inaceitáveis, não são muitas vezes tão convincentes de que a direita seria a melhor opção, pois o vício mental está presente.

Um antigo slogan do PT dizia: “Sem medo de ser feliz”, e pregava que a esquerda era boa para os pobres. Agora que descobrimos a verdade, só podemos dizer aos que não se descolam da mentalidade da desilusão que, se não se livrarem do passado, resta à direita dizer: “Sem medo de ser infeliz”.

Portanto, ou experimentam a linhagem política que ficou no armário, o Conservadorismo, e ninguém precisará levar facadas por ser o primeiro a sair do armário em direção à moralidade e à boa intenção em colocar o Brasil em ordem, ou escolhem o caminho que já demonstrou dar errado. Vamos em frente. “Sem medo de sermos infelizes”.

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Fernando Rizzolo

Opinião: Quando a esquerda sobrevive das palavras

Na coluna de Fernando Rizzolo desta semana, leia: “Quando a esquerda sobrevive das palavras”.

Acredito que, entre todos os textos que escrevi até hoje, nunca tenha me debruçado sobre o porquê de a retórica esquerdista haver sobrevivido e ter sido tão atrativa na história do mundo como foi na América Latina. Hoje, graças a uma insônia, comecei a refletir não sobre a disputa eleitoral que estamos já vivenciando, tampouco sobre seus candidatos, mas fiz uma profunda análise, se é que isso pode ser chamado de análise, ou observação, em relação ao que mais me fascina no mundo da retórica esquerdista na defesa de seus “ideais”, sempre como costumamos dizer, repletos de “segundas intenções”.

É realmente interessante, e explica muito os motivos da engenhosa postura da esquerda no mundo, sua astúcia na impregnação de conceitos nas lacunas da sociedade que me parece às vezes “pega de surpresa”, pois esses intelectuais esquerdistas sempre se anteciparam em lograr argumentos para manipular, em ambiente fértil, no qual os incautos poderiam enfim se aliar a suas causas.

Thomas Swell é um economista norte-americano, crítico social, filósofo político e autor liberal conservador. Nasceu na Carolina do Norte, mas cresceu em Harlem. Graduou-se em Economia na Universidade de Harvard em 1958 e depois fez mestrado em economia pela Universidade de Columbia. Como intelectual e negro, sempre foi contra as ações afirmativas, e seus textos são de uma genialidade ímpar ao fazer uma exegese do pensamento retórico esquerdista no decorrer dos anos desde o século XVIII.

No Brasil a esquerda sempre se utilizou das argumentações bem pensadas, antes de colocá-las em prática. Uma das curiosidades é que o PT, por exemplo, assim como os demais partidos de esquerda – que na verdade nunca foram de esquerda, pois nunca existiu uma direita forte no Brasil –, sempre se referiu a seus adversários como “Conservadores”. Essa era a palavra mais usada e em palanques diziam que o “conservadorismo estava arraigado no Brasil”, que as “atitudes conservadoras” eram culpadas pela miséria, que banqueiros conservadores usurpavam os pobres, e assim por diante, num país em que o Conservadorismo nunca existiu!

Só hoje, em 2018, é que os conservadores mostram sua cara, falam o que pensam, defendem suas ideias e seus ideais, demonstrando coragem e indignação pelo fato de a esquerda haver destroçado nosso país com a corrupção, a ladroagem e a politicagem, saqueadoras do erário público.

Portanto, desde que surgiram os Conservadores no Brasil, a esquerda jamais voltou a usar o termo conservador para desqualificar adversários, como outrora fazia, pelo simples fato de que hoje se materializou o Conservadorismo no Brasil, e então teriam que debatê-lo.

Desmascarar as táticas da esquerda sempre foi um trabalho muito bem elaborado pelo conservador Thomas Swell, falar sobre pobres, gays, índios, jogar ricos contra pobres, exaltar a ideologia de gênero, agora uma tímida defesa da pedofilia, ser radicalmente a favor do desarmamento, em justificativas agregadas de elementos pseudointelectuais, preenchendo lacunas setoriais numa arrogância de se alçarem “pensadores do bem”; esta é a tática de se mostrar culta, pensadora e inovadora em meio a uma cultura pobre de pensamento, colocando-se como a dona da verdade, fazendo dos incautos vítimas de seus desígnios mais espúrios, usando a democracia e a liberdade para implantar uma ditatura implacável. Por isso, candidatos conservadores que existem de verdade hoje no Brasil e no mundo, como Trump, desestabilizam os argumentos frágeis nas convicções ideológicas esquerdopatas na estratégia de tomada dos poderes.

E para finalizar, amigos, e voltar a dormir, pois escrevo de madrugada, lembro-me de uma famosa frase de Swell ao se referir à liberdade: “A liberdade custou muito sangue e sofrimento para ser renunciada por uma retórica tão barata”. E como tudo que é barato se prolifera, o custo do Conservadorismo é ainda alto num país em que ele só agora surge.

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Fernando Rizzolo

Opinião: A Copa política e o Patriotismo

Na coluna de Fernando Rizzolo desta semana, leia: “A Copa política e o Patriotismo”.

Ainda me lembro das antigas copas do mundo em que realmente se vibrava com o futebol. Não que o futebol brasileiro fosse tão bom quanto os outros, mas a disputa exacerbava algo que estava latente no povo brasileiro, o patriotismo. Milhares saíam às ruas para comemorar, torcer com as bandeiras nas janelas dos automóveis e mandar gritos de amor ao Brasil. Porém, isso foi se perdendo com o tempo. A tal ponto que hoje, o brasileiro, em razão de tanta desesperança e falta de patriotismo, tendo por quase vinte anos nossa bandeira brasileira substituída por uma bandeira vermelha, o Hino Nacional substituído por músicas partidárias compostas por marqueteiros esquerdistas em época de eleições, após tanta desventura política regada de corrupção vindo à tona, se cansou. Hoje não há mais copa do mundo vibrante exalando patriotismo, e sim decepção.

Nunca vi uma Copa do Mundo tão triste como esta, tão sem o elemento de união que por bem ou por mal nos trazia um sentido de nação. A grande verdade é que o que desperta hoje no brasileiro comum é a vontade de mudança política, pois a maturidade ideológica nos leva a uma compreensão de que infelizmente o esquerdismo que vivenciamos após o regime militar destruiu o patriotismo. Hoje preferimos lutar contra a corrupção, lutar contra as mesmas caras políticas que insistem em nos enganar, fazendo uso dos mesmos partidos políticos, e seus donos, que manipulam o desejo do povo brasileiro em prol de seus interesses.

Isto posto, fica fácil entender a enorme adesão a partidos de direita no Brasil, pois nunca houve discursos francos e abertos sobre o conservadorismo. Numa análise pura e simples, entende-se o porquê de se cantar o Hino Nacional com disposição patriótica quando um candidato militar de Direita aparece nos aeroportos, ou seja, a figura do militar empresta confiabilidade, num país onde se perdeu a confiança em todos políticos da mesma cara, do esquerdismo que canta um mantra de luta de classes que até hoje não levou a nada, a não ser a uma corrupção desvairada.

Há poucos dias li uma matéria que informava que cerca de 6 mil estudantes da Universidade de Brasília (UnB) elegeram a direção do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Desta vez, alunos com perfil de direita conquistaram o comando da entidade, ou seja, algo que jamais poderíamos imaginar anos atrás, pois a esquerda dominava as universidades, principalmente as federais e estaduais.

Essa pode ser uma Copa do Mundo sem interesse, mas com certeza o Brasil está mudando politicamente e se vê claramente a rejeição do povo brasileiro aos políticos de esquerda, os da bandeira vermelha, os que nos fizeram esquecer o Hino Nacional, os que roubaram nosso brilho nos olhos e o amor ao Brasil. Vamos marcar um gol nestas eleições elegendo gente bem-intencionada, sincera, corajosa e acima de tudo patriota. Essa sim será a Copa do Brasil, e não a Copa do Mundo.

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Opinião: Corrupção e descaso na Saúde Pública

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Fernando Rizzolo

Opinião: Corrupção e descaso na Saúde Pública

Na coluna de Fernando Rizzolo desta semana, leia: “Corrupção e descaso na Saúde Pública”.

Costuma-se dizer em Direito que “contra fatos não há argumentos”. E agora, ao sentirmos o inverno chegando, podemos afirmar que nem sempre nosso sistema imunológico está preparado para enfrentar o frio. Com a nova estação, nasce também um temor na população pobre e nos idosos. É claro que as doenças não escolhem idade, mas lotam hospitais nessa época do ano. Esta semana, por exemplo, recebemos a notícia de que nossa secretária do lar, ou assessora doméstica – até porque não gosto do termo “empregada doméstica” –, foi vítima de uma tremenda gripe, que a impeliu a ir à procura de um posto de saúde.

Bem, não preciso contar a maratona que nossa querida doméstica enfrentou para ser atendida na periferia de São Paulo. Horas de espera, corredores lotados, falta de médicos.

Sabe-se que neste país a corrupção desvia R$ 200 bi por ano, segundo coordenador da Operação Lava-jato, enquanto o valor investido na saúde não ultrapassa os R$ 120 bi. Não encontramos palavras para expressar nossa indignação com a podridão política deste Brasil. Vivemos uma situação de imoralidade.

Para se ter uma ideia, em proporção aos gastos gerais do governo, o Brasil também está bem abaixo da média mundial em termos de investimentos na área da saúde. Senão vejamos. Em 2015, o governo destinou 7,7% de seus gastos totais para a saúde, uma taxa parecida (pasmem!) à de mais de uma dezena de países africanos. Ocorre que, na média mundial, os gastos são de 9,9%. Na Alemanha ou no Uruguai, por exemplo, a proporção dos gastos do governo com a saúde chega a 20%.

A realidade é que as opções são poucas. Existe, sim, a real falta de médicos – e não a má distribuição deles, como alegam os corporativistas de plantão −, além disso o governo Temer suspendeu a criação de novos cursos de medicina por 5 anos, ou seja, uma verdadeira barbárie. Faltam também remédios no SUS (Sistema Único de Saúde). No sistema particular de saúde, então, a mensalidade é alta e não há cobertura para diversas doenças e exames. E, como se não bastasse, o pouco-caso não para por aí, pois em algumas UBS, de São Paulo inclusive, já ocorre falta de vacinas contra a gripe. Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), “a quantidade de doses recebidas pelo município foi insuficiente para o atendimento da demanda”.

Hoje, com a condição péssima da economia e a disparada do dólar, tenho até medo de entrar numa farmácia, pois os preços dos medicamentos estão absurdamente altos. Sempre costumo terminar meus textos dizendo que “este país não tem porvir”, mas neste em especial diria que a corrupção adentrou os corredores dos hospitais, e o nosso pobre povo brasileiro está desamparado, acamado e gripado, ou seja, literalmente abandonado…

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  • Fernando Rizzolo

    Advogado, jornalista, mestre em Direito Constitucional, Prof.de Direito