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Coluna do Christyano

Opinião: Presença consciente e foco

Na coluna de Christyano Malta desta semana, leia: “Presença consciente e foco”.

Concentração é como uma batalha: pode-se perdê-la com facilidade ou ganhá-la com disciplina, perseverança e presença. “Concentrar” é estar centrado em si mesmo de maneira presente e consciente. Logo, concentração é estar em seu centro, dentro de si mesmo, observando atentamente o funcionamento do seu próprio eu enquanto executa tarefas. O foco é bem mais que um desejo: é uma necessidade, uma vez que é também estado de presença. No livro Inteligência Emocional, Daniel Goleman ressalta a importância das emoções para o rendimento profissional e anula a separação entre o profissional em seu ambiente de trabalho e em sua vida pessoal. Quem da Geração X, afinal, nunca ouviu que “o bom funcionário é o que deixa seus problemas do lado de fora da empresa”? Goleman trouxe a nós uma perspectiva diferente e, hoje, em seus estudos ligados a Mindfulness e a presença consciente, mostra que a concentração é o caminho presente e consciente até o objetivo de chegar ao foco.

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Opinião: Modernidade e síndrome do pensamento acelerado

Nos dias atuais, discussões sobre o que é o foco são frequentes e há quem o caracterize como a “mãe de todas as batalhas”. No entanto, eu percebo que a grande batalha constitui-se, na verdade, de pequenos enfrentamentos cotidianos internos e externos que refletem como estamos cada vez menos presentes enquanto executamos nossas atividades. Ao falar da Inteligência Multifocal em 1998, o professor Augusto Cury jamais imaginaria o impacto das mídias sociais na vida dos profissionais brasileiros. Éramos, naquela época, menos de cem milhões de brasileiros conectados a Internet, e existiam menos elementos altamente distratores e importantes na vida dos jovens e profissionais, como são Facebook, Whatsapp, Instagram e até os mais recentes como SnapChat e Pinterest.

Em 2012, segundo dados do Google, em cerca de 82% do tempo, os profissionais brasileiros não estavam focados em seus trabalhos nas empresas que desempenhavam seus papéis laborais. Ou seja, há quatro anos, apenas em 18% do tempo, em média, os profissionais estavam de fato realizando suas tarefas com a concentração e o foco necessários. Imagine agora após o boom das mídias sociais. Para dimensionar isso, existem pesquisas contemporâneas que afirmam que uma pessoa comum checa suas mídias sociais cerca de 170 vezes por dia. Esse número é alto e costuma surpreender as pessoas, mas o mais impressionante é que pessoas de fato viciadas acessam cerca de 700 vezes por dia. Se o dia tem 1.440 minutos, é como se as pessoas viciadas acessassem suas mídias sociais a cada 2 minutos, sem dormir. E o sono? Bem, de certa forma, ele ficou de lado na equação da vida produtiva. O que, a longo prazo, gera stress, dores, insônia e mau funcionamento do organismo e da mente. Todas essas consequências são catalisadoras de doenças, como a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional.

Se o corpo não está descansado, simplesmente não rende como poderia/deveria. Então, para ter foco e realizar atividades com presença consciente, eu desenvolvi uma técnica que chamo de Super Foco. Ela é uma ferramenta que pode elevar a forma de aprendizado com a programação mental para resultados. Deixo então algumas perguntas para reflexão: Há pensamentos repetitivos hoje em sua vida? Com que frequência eles dominam sua mente? O que você faz para descansar tem sido o suficiente? Ao acordar e se levantar pela manhã, você ainda se sente cansado(a)? Se sim, algo precisa ser mudado na maneira de perceber a si mesmo e suas atitudes. O Super Foco atua diretamente no aumento de produtividade e melhores resultados, bem como na sua qualidade de vida, final último e ao mesmo tempo meio quando se trata de trabalhar a concentração.

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Coluna do Christyano

Opinião: A Romantização do estresse

Na coluna de Christyano Malta desta semana, leia: “A Romantização do estresse”.

• atualizado em 29/07/2017 às 11:17

Vivemos uma época que sofre com a romantização do estresse. O mercado de trabalho competitivo, as tecnologias que permitem levar tarefas para casa, a disponibilidade constante que vai além da carga horária habitual, o aumento nos níveis de exigência interna e externa acabam servindo como justificativa para defender a ideia de que é normal sentir estresse com o trabalho. Futuramente, veremos se essa corrente faz ou não sentido. Por enquanto, a questão importante é o preço que se paga por acreditar nela.

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Opinião: Modernidade e síndrome do pensamento acelerado

A ansiedade é talvez o principal produto das preocupações com a atividade profissional e da disponibilização de tempo além da jornada de trabalho (e da capacidade mental adquirida) para questões relativas ao emprego. Do mesmo modo, o cansaço decorrente de jornadas longas ou exaustivas, tanto de maneira física quanto mental, passa a ser uma constante. Ambas reações podem ser consideradas reflexos naturais de um trabalho pesado, o que é comum. Contudo, se vivemos uma época que entende o cansaço e a ansiedade sempre dessa forma, como saber quando elas ultrapassaram algum tipo de limite?

Os hábitos modernos e as novas tecnologias criaram uma grande área cinza onde antes havia uma linha clara, que separava em preto e branco o lado pessoal do lado profissional. Talvez este seja o grande mistério, e também o ponto chave. Fazer essa separação pode ser o mesmo que encontrar as respostas (ou novas perguntas). Trabalhar cansa, é óbvio, tanto quanto problemas causam preocupação. Mas o que se percebe nos relatos e casos é que a contaminação dos reflexos do trabalho na vida pessoal é o grande indicativo de que algo mais sério pode estar a caminho. Ansiedade sem fim pode levar a mudanças repentinas de humor, distúrbios do sono e intolerância. Já o preço cobrado por um cansaço constante é a sensação de esgotamento, o roubo da energia para tarefas diárias ou mesmo para os momentos de lazer.

Juntos, todos estes efeitos acabam causando falta de concentração e lapsos de memória, podendo levar à queda da produtividade. No caso, a suprema ironia: a consequência se torna causa – a preocupação com o trabalho leva ao baixo rendimento. Estes são os principais sintomas do Burnout, distúrbio psíquico cuja principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônico que podem levar a pessoa ao esgotamento completo.

Um grande perigo é que muitas vezes o próprio afetado é o último a perceber a situação crítica em que se encontra, e não raro reluta em procurar ou aceitar apoio. É por isso que pergunto a você: conhece ou conheceu alguém que passou por algo semelhante? Qual é o seu nível de ansiedade de 0 a 10? É possível tratar essa síndrome com o coach em sessões individuais e personalizadas, buscando as soluções e os melhores caminhos até elas, gerando autoconhecimento. Existem disciplinas diárias, tarefas semanais, metas mensais e objetivo pelo prazo do processo de coaching. Podemos provocar mudanças de linguagem e transformar estados emocionais. E o principal neste processo: é possível adquirir entendimento do equilíbrio de corpo, palavra e mente para a superação desses obstáculos.

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Opinião: Modernidade e síndrome do pensamento acelerado

Na coluna de Christyano Malta desta semana, leia: “Modernidade e síndrome do pensamento acelerado”.

• atualizado em 15/07/2017 às 10:38

Irritabilidade, déficit de memória e dificuldade de concentração são sintomas de uma síndrome silenciosa e cada vez mais recorrente: SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado). Trata-se de um problema decorrente do excesso de informação e vinculado a transtornos de ansiedade. Os avanços tecnológicos expõem as pessoas aos mais variados tipos de informações em diversos meios. Ao alcance de apenas um clique, encontra-se textos, imagens, vídeos, notícias e novidades sobre o mundo inteiro. Entretanto, o que por um lado é um potencial facilitador, por outro, pode ser entendido como um grande vilão. O que acontece é que a facilidade em se conectar provoca a necessidade compulsiva de estar ativo o tempo todo, gerando a sensação multitarefas, em que 24 horas se torna pouco tempo para desenvolver todas as atividades que se propõe a fazer.

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A reversão dessa situação requer mudança na rotina. Definir prioridades é o primeiro passo para desacelerar a mente. Quando fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, dividimos a atenção entre elas e geramos uma carga excessiva de estímulos ao cérebro que não são aproveitadas, mas, quando se define prioridades, é possível gerenciar o tempo, dedicando o máximo de si naquela atividade que, consequentemente, terá melhor resultado. Ter uma lista, de acordo com as prioridades e desenvolver uma atividade por vez, garante qualidade e excelência na execução. Engana-se quem acredita que realizar multitarefas é sinônimo de eficiência. Muito pelo contrário. Perde-se mais tempo nessa situação por ficar pensando no tanto de coisas que se tem para fazer e acaba demorando mais tempo para conseguir se concentrar. Outra coisa importante é diminuir o uso de informações virtuais, sempre que possível, deve-se preferir o contato físico ao virtual, filtrar as informações, escolhendo só o que, realmente, for relevante para o trabalho e o mais importante: reservar, pelo menos uns dez minutos do dia, para meditar e alinhar o equilibro intelectual.

A modernidade alterou o ritmo de construção dos pensamentos, impedindo o desenvolvimento das funções da inteligência, como refletir antes de reagir, expor e não impor ideias e colocar-se no lugar do outro. O excesso de informações satura o córtex cerebral, produzindo uma mente hiperpensante, sem criatividade, sem foco e com baixo nível de tolerância, provocando esquecimento, fadiga excessiva, cansaço ao despertar, dores de cabeça ou musculares constantes e, muitas vezes, até mesmo a queda de cabelo, atrapalhando, consideravelmente, o cotidiano das pessoas, tanto no pessoal, quanto no profissional.

Entre as pessoas mais afetadas pela síndrome, estão os profissionais de comunicação, escritores, executivos e profissionais da saúde, atuando em uma carga intelectual mais intensa, convivendo, diariamente, com quantidades de estímulos e cobranças muito maior que realmente podem absorver. As informações são absorvidas involuntariamente pelo registro automático da memória no cérebro e transforma a mente em um depósito, tornando as pessoas reféns de um ritmo de vida acelerada.

Usando a mente de maneira correta, respeitando os limites físicos e emocionais, os diversos meios de comunicação a que todos estão expostos podem deixar de serem vilões e se tornarem potenciais facilitadores do cotidiano, principalmente no uso para a carreira.

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  • Christyano Malta

    Head Master Coach da Casa Coaching, palestrante do TEDXUFMG, Coach no Projeto Think With Google, autor da série de livros "Ouse mudar-se: Diário de coaching" e "Trainer Internacional para a formação de coaches". Tem experiência em desenvolvimento profissional em empresas, executivos e terceiro setor há mais de 20 anos. Possui 4 formações em Coaching com reconhecimento internacional - formações pela Sociedade Brasileira de Coaching, The Inner Game Schools of Coaching, Mastery University of Tonny Robbins, Casa Coaching Americas e Meta Coaching.

Sobre a coluna

Coluna debate temas sobre comportamento humano com o intuito de levar pessoas a consciência para atingirem o máximo de seus potenciais e objetivos com fluidez, integralidade e auto desenvolvimento.