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Gustavo Fonseca

Conheça os tipos de pneus automotivos e quando utilizar cada um deles

• atualizado em 02/02/2019 às 12:40

Os pneus de uso automobilístico são projetados com diferentes características, destinadas a diferentes tipos de pistas em que trafegam os veículos. Por isso, no mercado de acessórios para automóveis, é possível encontrar três tipos de pneus: os on road, os of road e os mistos.

Os pneus on road  são destinados a equipar veículos que trafegam em pista asfaltada. Esse modelo é específico para rodar em pista lisa, pois garante maior aderência do veículo à estrada. Tal aderência é promovida pela caracterização do acessório, marcada por um número menor de sulcos em relação aos outros modelos de pneus. Os sulcos do pneu on road também são menos profundos do que os outros dois modelos, aspecto que também auxilia na aderência do carro à pista.

Pneus of road são indicados para carros que trafegam, na maior parte do tempo, em vias não asfaltadas. Esse tipo de pneu é projetado para possuir maior número de sulcos, que são também mais largos e profundos em relação ao on road. Essa caracterização é que permite que o veículo se adapte melhor a uma pista com irregularidades diversas, garantindo maior segurança ao trafegar.

Os pneus classificados como mistos devem ser utilizados em veículos que rodam tanto em estradas de chão como em vias asfaltadas. Esse tipo de pneu une as características dos dois modelos citados anteriormente em um só acessório. O pneu misto é composto por um número maior de sulcos em relação ao on road, sendo quase tão estriado quanto o of road. Seus sulcos são, no entanto, menos profundos do que os observados em pneus para uso em estradas não asfaltadas. Essas características permitem que o acessório não prejudique a segurança em veículos que trafegam com a mesma frequência nos dois tipos de vias.

A utilização de pneus diferentes do modelo indicado para cada tipo de estrada pode acabar levando ao rápido desgaste do acessório, prejudicando a segurança ao utilizar o veículo. Pneus of road podem acabar chegando ao estado careca mais rápido, gerado pelo desgaste das partes salientes em relação aos sulcos, que são mais profundos  que os vistos nos demais modelos.

Já o uso de um modelo on road em estradas não-pavimentadas não gera desgaste da peça, mas pode não oferecer a segurança necessária por falta de aderência a superfícies irregulares, como as vistas em estradas de chão. Esse modelo de pneu também pode ser prejudicado por não ser suficientemente resistente aos obstáculos encontrados nas estradas não-pavimentadas, podendo, até mesmo, ter partes cortadas por pedras ou outras partículas vistas em estradas de terra.

O pneu misto, por ser projetado para rodar nos dois tipos de estradas, não apresenta contraindicações para uso. Contudo, o motorista deve estar atento ao fato de, realmente, haver tráfego frequente nos dois tipos de estradas. Caso o veículo rode com muito mais frequência em via asfaltada ou em estrada de chão, é válido investir no tipo de pneu indicado para cada estrada.

Além da caracterização pelo tipo de pista em que o veículo trafega, os pneus também se distinguem pelo material que os compõem, o qual garante a sustentação da peça. Os pneus, de acordo com a sua base, podem ser diagonais ou radiais.

Pneus radiais são constituídos por cordéis de nylon, ou seja, por fibras têxteis entrecruzadas. Já nos pneus diagonais, vê-se uma constituição por cordas de aço, que sustentam a base perpendicularmente e, por isso, garantem maior resistência do acessório em relação ao pneu diagonal.

Independentemente do tipo de pneu utilizado, é importante que essa parte do veículo esteja sempre em boas condições de uso, isto é, sem apresentar desgaste na superfície estriada ou deterioração causada por rasgos ou quebras.

O pneu desgastado ou em mau estado de conservação, além de comprometer a segurança, gerando riscos de acidentes, é considerado infração de trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro aponta como sendo infração o ato de trafegar utilizando um veículo em mau estado de conservação. No Artigo 230, inciso XVIII do CTB, a indicação de infração por má conservação não se refere diretamente às condições dos pneus do veículo. Contudo, ao ser abordado e a autoridade de trânsito identificar que o veículo está transitando com os pneus carecas ou com outro tipo de dano que prejudique a segurança, o condutor será penalizado por cometer uma infração de trânsito.

No caso de infração por pneus em más condições, quem deve arcar com as penalidades decorrentes da infração é o proprietário ou o responsável pelo veículo, já que a infração está relacionada ao veículo e não a uma má postura do condutor. Assim, o condutor que tem responsabilidade pelo carro deverá pagar um valor em multa e terá, além da multa, pontos adicionados em sua CNH.

A infração por trafegar com veículo em mau estado de conservação é de classificação grave e, por isso, o valor a ser pago em multa é de R$195,23. O número de pontos a ser adicionado à CNH, que também varia de acordo com o nível de gravidade da multa, para infrações graves, equivale a cinco.

Quando identificado com os pneus em mau estado de conservação, além do valor em multa e dos pontos adicionados à carteira de habilitação do condutor responsável pelo veículo, o carro ainda é retido pelas autoridades até que possa ser levado para a manutenção.

Por isso, utilizar o pneu certo para cada tipo de via em que o veículo trafega é importante para que não haja o desgaste precoce da peça. Pneus desgastados comprometem a segurança de motoristas e passageiros e ainda podem gerar multa ao condutor. Na hora de escolher o pneu para o veículo, portanto, o ideal é que se faça uma boa avaliação quanto a que tipo de via será mais percorrida pelo carro.

Caso esse conteúdo tenha ajudado você a conhecer os tipos de pneus e a saber quando deve utilizar cada um deles, compartilhe com seus amigos. E, se tiver maiores dúvidas sobre qual tipo de pneu utilizar ou sobre multas por trafegar com pneus em más condições, acesse www.doutormultas.com.br.

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Gustavo Fonseca

Conheça alguns aplicativos para empreender com seu veículo e faturar uma renda extra!

Encontrar um emprego fixo não é tarefa fácil no Brasil e, muitas vezes, mesmo com um emprego, as contas não fecham no fim do mês, não é verdade?

Nesse cenário, os brasileiros acabam buscando outras alternativas para faturar uma renda extra, com trabalhos que proporcionam a vantagem de ter horários flexíveis.

Nos últimos tempos, apareceu uma série de aplicativos, muitos deles com trabalhos que são feitos por quem tem um veículo próprio.

Você tem vontade de empreender com o seu veículo? Conhece alguns aplicativos populares que permitem esse tipo de trabalho?

Neste artigo, separei alguns desses apps, explicando como é a atividade em cada um deles. Informe-se e veja como ganhar uma renda extra com o seu automóvel ou motocicleta!

Uber

Quando pensamos em aplicativos para quem quer empreender com seu veículo, o Uber é um dos mais conhecidos pelas pessoas, não é?

Logo que o aplicativo começou a se popularizar no Brasil, houve muita polêmica sobre a liberação ou não do Uber. Hoje, no entanto, esse serviço já está disponível em várias cidades do país, principalmente nas capitais.

Se você sempre quis trabalhar como Uber, mas não sabe como fazer isso, a boa notícia é que o ingresso nessa plataforma é simples.

A exigência é que o candidato ou candidata tenha 21 anos ou mais e que possuam CNH categoria B.

Depois de cadastrado, para se manter como Uber autorizado, o condutor deve ter uma avaliação média dos usuários maior que 4.3 estrelas (que é a forma como os usuários avaliam o serviço do condutor).

O app também é fácil de manusear. Os “ubers”, como são chamados os condutores desse programa, podem atender aos pedidos dos passageiros e realizar as corridas que desejarem. Não há exigências de tempo mínimo por dia ou mês: o condutor faz seus próprios horários.

Para trabalhar com a UBER, o veículo utilizado é do próprio condutor.

Cabify

A Cabify é muito parecida com a Uber. No entanto, há uma diferença que pode ser uma boa notícia para quem quer trabalhar como condutor, mas não tem veículo próprio. Na Cabify, é possível trabalhar de três maneiras, sendo elas:

– condutor que usa o próprio veículo;

– condutor que usa o veículo da empresa;

– investidor, que é quem tem dois ou mais automóveis e quer cedê-los para serem usados por outros condutores.

Se você decidir trabalhar como um condutor, saiba que a plataforma do app é parecida com a do Uber. É o próprio motorista quem escolhe as corridas, bem como dias e horário para trabalhar.

Obviamente, também é necessário ser maior de idade e ter uma CNH categoria B.

Eu Entrego

Quem trabalha no Eu Entrego atua, basicamente, como um entregador independente. Esse aplicativo não transporta pessoas, como a Uber e a Cabify (dos quais falei nos tópicos anteriores), mas, sim, encomendas, como documentos, mercadorias e até alimentos.

Outra particularidade desse serviço é que o valor da corrida não se baseia apenas na distância do percurso entre o local de coleta e entrega, mas também em outros critérios, como o tamanho dos objetos a serem transportados.

Na Eu Entrego, é possível usar automóveis e também motocicletas.

UberEATS

O UberEATS é relativamente recente no Brasil. Esse app também faz parte da Uber, mas, ao invés de transportar passageiros, como o serviço tradicional, transporta alimentos.

Quem se cadastra para trabalhar na UberEATS tem as mesmas exigências do que aqueles que vão trabalhar na Uber. Na prática, o mesmo condutor pode se cadastrar para atuar nos dois apps.

A UberEATS transporta, exclusivamente, alimentos de restaurantes credenciados.

Me Leva

O Me Leva é outra opção para quem quer trabalhar empreendendo com o seu veículo. A diferença entre esse aplicativo e outros apps de transporte de passageiros é que, nele, há uma rede privada entre motoristas e clientes.

Em outras palavras, além das corridas comuns, o Me Leva oferece a possibilidade de um condutor se fidelizar a um cliente e passe a fazer sempre as corridas pedidas por ele.

O que dizem as normas de trânsito no Brasil?

Como eu disse no começo deste artigo, os aplicativos sobre os quais comentei aqui são opções para quem quer empreender trabalhando com seu veículo.

Em 2018, a Lei 13.640 regulamentou o transporte individual de passageiros (como dos aplicativos).

Assim, esse tipo de atividade passou a ser nacionalmente regulamentada e prevista na Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei federal 12.587/2012).

Os municípios, portanto, devem regulamentar e fiscalizar essa modalidade de transporte, mas sem a possibilidade de proibi-la.

Fale com o Doutor Multas!

Agora que você já conhece alguns dos principais aplicativos para empreender com o seu veículo, pode decidir qual é o que melhor se encaixa às suas necessidades.

Se ainda tiver dúvidas sobre esse assunto, ou se quiser saber sobre recursos de multas, entre em contato com a nossa equipe de especialistas, por meio do telefone 0800 6021 543 ou por e-mail ([email protected]).

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Gustavo Fonseca

Película de controle solar – tire todas as suas dúvidas!

• atualizado em 30/03/2019 às 10:27

As películas de controle solar, também chamadas de Insulfilm, estão sendo utilizadas cada vez mais no Brasil. A princípio, as películas eram conhecidas pelo seu aspecto estético, que dá mais privacidade para quem está dentro do veículo. Hoje, no entanto, passaram a ser vistas como um dispositivo de segurança contra raios UV e até mesmo na prevenção de roubos ou furtos.

Ao circularmos nas vias públicas, vemos, cotidianamente, um grande número de veículos com películas nos vidros, não é? Com isso, cresce a vontade de aplicar essas películas no nosso carro. Se esse é o seu caso, mas você ainda tem dúvidas sobre o assunto, leia este artigo até o fim. Separei algumas das perguntas mais comuns sobre as películas automotivas para que você saiba tudo sobre esse assunto. Confira!

  1. Todas as películas solares são iguais?

Não. Existem diferentes tipos, que também desempenham funções diferentes. Para escolher, é preciso pensar em qual é o seu objetivo principal ao colocar as películas no seu automóvel. Vejamos quais são os principais tipos de insulfilm.

– Básico: esse é o Insulfilm mais comum em veículos no Brasil. Esse modelo está oferecido em diferentes graus de transparência (que variam entre 5% e 35%). Por não oferecer proteção contra luz ou calor, desempenha, sobretudo, um papel estético e aumenta a privacidade dentro do veículo.

– Avançado: a qualidade desse Insulfilm, quando comparado ao anterior, é maior. A transparência pode variar entre 5% e 50% e exerce proteção contra raios solares. Também auxilia no equilíbrio térmico do automóvel, controlando a entrada de calor.

– Insulfilm de segurança: esse tipo de película é mais espesso que os demais e desempenha a função principal de proteger o veículo contra tentativas de roubo. Em caso de acidentes, também protege contra o estilhaçamento dos vidros.

– Película de para-brisas: considerada por especialistas como a melhor película para automóveis, bloqueia a ação dos raios ultravioleta e auxilia a manter o equilíbrio térmico do veículo com eficiência. A transparência pode chegar a até 75%.

  1. Quanto tempo duram as películas? Como é a aplicação?

A vida útil das películas depende de muitos fatores, sendo que o principal é a qualidade do Insulfilm e da eficiência na sua aplicação. O tempo mínimo de duração de uma película automotiva deve ser de cinco anos, mas, como eu disse, pode ser maior dependendo da qualidade.

As películas com boa qualidade têm um período de garantia que pode variar entre 10 e 15 anos. Sendo assim, nesses casos, a vida útil deve ser ainda maior.

É importante lembrar que a aplicação da película deve ser feita por um profissional, caso contrário, o tempo de vida útil pode ser menor. Quando a aplicação é feita por alguém que não está preparado para isso, dificilmente terão um padrão estético e funcional como o desejado.

  1. Existem regras para o uso de películas automotivas?

Sim. O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) regulamenta o uso de películas. Na Resolução Nº 254, Artigo 3º do CONTRAN, podemos ver as normas para o uso do Insulfilm:

“Art. 3º A transmissão luminosa não poderá ser inferior a 75% para os vidros incolores dos para-brisas e 70% para os para-brisas coloridos e demais vidros indispensáveis à dirigibilidade do veículo.

1º Ficam excluídos dos limites fixados no caput deste artigo os vidros que não interferem nas áreas envidraçadas indispensáveis à dirigibilidade do veículo. Para estes vidros, a transparência não poderá ser inferior a 28%.

2º Consideram-se áreas envidraçadas indispensáveis à dirigibilidade do veículo, conforme ilustrado no anexo desta resolução:

I – a área do para-brisa, excluindo a faixa periférica de serigrafia destinada a dar acabamento ao vidro e à área ocupada pela banda degrade, caso existente, conforme estabelece a NBR 9491;

II – as áreas envidraçadas situadas nas laterais dianteiras do veículo, respeitando o campo de visão do condutor.”

  1. Posso ser multado?

Sim. O Artigo 230 do CTB estabelece que o mau uso de películas pode gerar multas. Vejamos o que ele diz:

“Art. 230. Conduzir o veículo:

XVI – com vidros total ou parcialmente cobertos por películas refletivas ou não, painéis decorativos ou pinturas;

 Infração – grave;

 Penalidade – multa

Medida administrativa – retenção do veículo para regularização”

A multa, nesse caso, tem um valor de R$ 195,23.

  1. É possível recorrer?

Da mesma forma como acontece com outros tipos de multas de trânsito, é possível recorrer da multa pelo mau uso de Insulfilm automotivo. O processo também é o mesmo que em outras infrações e pode acontecer em até três etapas:

– defesa prévia;

– recurso na JARI;

– recurso no CETRAN ou CONTRANDIFE (para o Distrito Federal).

Para conhecer cada uma dessas etapas e saber quais passos seguir, a orientação de profissionais especializados em recursos de multa é um diferencial. Se você foi autuado, entre em contato com a nossa equipe de especialistas!

Telefone: 0800 602 1543.

E-mail: [email protected].

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Gustavo Fonseca

Seguro e Proteção Veicular: quais são as diferenças entre eles? Tire suas dúvidas antes de escolher a melhor opção para você e seu veículo!

• atualizado em 30/03/2019 às 10:27

Na hora de escolher qual a melhor forma de proteger o seu veículo podem aparecer dúvidas quanto ao seguro e à proteção veicular.

Muitos condutores brasileiros acreditam que o seguro e a proteção veicular são sinônimos, porém, não são. Há diferenças entre eles e conhecer bem cada um dos dois tipos de proteção é a melhor forma de decidir por um ou por outro.

E você, conhece as diferenças entre seguro e proteção veicular? Sabe quais são as vantagens e desvantagens de cada um e qual é a melhor opção para você e seu veículo?

Neste artigo, reuni informações importantes sobre o seguro e a proteção veicular para ajudar você a escolher aquele que melhor atenda às suas necessidades. Confira!

O que é a proteção veicular?

A proteção veicular é um sistema de proteção para veículos, que funciona através de fundos criados por associações sem fins lucrativos. Quando uma pessoa contrata uma proteção veicular, ela se torna uma associada deste sistema.

O sistema de funcionamento da proteção veicular é chamado de rateio. Nele, as associações criam um fundo decorrente das mensalidades pagas pelos associados. Quando algum associado precisa da proteção veicular – seja porque o seu veículo passou por uma colisão ou foi roubado –, os sinistros são cobertos pelo dinheiro arrecadado com o fundo.

Deu para entender como funciona? Muitos condutores pensam que a proteção veicular é recente, mas, na verdade, ela não é. As primeiras associações direcionadas para esse fim surgiram ainda na década de 1980, em Minas Gerais, quando caminhoneiros se juntaram e criaram um sistema de ajuda mútua, o rateio.

O ressarcimento, em caso de sinistro, é feito de forma direta. Além disso, por serem praticadas por meio de associações sem fins lucrativos, as mensalidades são mais baratas quando comparadas ao seguro, como você verá a seguir.

Proteção veicular e seguro: quais são as diferenças entre um e outro?

Comecei este texto afirmando que a proteção veicular e o seguro não são sinônimos, correto? Mas quais são as diferenças entre esses dois tipos de serviço de proteção ao veículo?

Bem, a diferença principal entre eles é que o seguro provém de organizações privadas.

Como existem muitas seguradoras no Brasil, é possível que o condutor se depare com serviços e preços bem diferentes referentes ao seguro. Já a proteção veicular, como você viu no tópico anterior, provém de cooperativas sem fins lucrativos.

Essa diferença impacta diretamente nos valores cobrados. Na prática, o seguro é mais caro do que a proteção veicular.

Outra diferença marcante entre o seguro e a proteção veicular está ligada às normas que regem cada um desses serviços.

As seguradoras privadas devem obedecer à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), cujo tipo de serviço tem regras específicas.

As associações que oferecem a proteção veicular, por outro lado, ainda não têm uma legislação específica. O que acontece, hoje, é que as cooperativas de proteção veicular são regidas pela Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB), a qual normatiza todos os tipos de cooperativa, e não apenas as de proteção veicular.

E em relação às burocracias? Quando nos atentamos para esse aspecto, também vemos diferenças entre o seguro e a proteção veicular, pois este é bem menos burocrático do que aquele, por ser realizado por meio do sistema de rateio.

O que cobrem o seguro e a proteção veicular?

De modo geral, é possível dizer que as coberturas oferecidas pelas seguradoras e pelas cooperativas de proteção veicular são bastante similares, pois ambas oferecem proteção contra roubo ou furto, incêndios, acidentes, alagamentos, indenizações a terceiros e serviços de chaveiro, guincho ou mecânico.

Já o valor, como você viu, pode ser bem diferente entre o seguro e a proteção veicular. As seguradoras analisam o perfil do condutor (o que não acontece na proteção veicular) e outros aspectos, como seu endereço residencial, o modelo do seu veículo e as condições da garagem.

Pelo seguro, o cliente paga um valor fixo – que, geralmente, pode ser dividido em parcelas. Já pela proteção veicular, a taxa deve ser paga mensalmente, caso contrário, não é possível participar do sistema de rateio.

Como escolher entre um seguro ou uma proteção veicular?

Depois das informações que trouxe neste artigo, com certeza, ficou mais fácil decidir entre o seguro privado ou a proteção veicular. Contudo, antes de assinar qualquer contrato, analise bem suas cláusulas, conferindo se os serviços contratados atendem às suas expectativas. Além disso, fale sobre o assunto com outros condutores.

Se ainda restaram dúvidas a respeito deste tema, deixe um comentário ou entre em contato por meio do e-mail [email protected].

Se preferir, ligue para o número 0800 6021543. Ficarei feliz em ajudá-lo!

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  • Gustavo Fonseca

     
    Escritor especialista em Direito de Trânsito, fundador do blog Doutor Multas que há nove anos vem conscientizando motoristas sobre seus direitos e deveres.
  • Esse blog é dedicado a disseminar conteúdo relevante para conscientizar as pessoas sobre as Leis de Trânsito.