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Especialistas? Como a internet deu abertura para tantos ‘palpiteiros’

• atualizado em 09/07/2018 às 12:41

Lembre-se, não basta ter bom senso, mas qualificação
e vivência  para certas análises

 

*Colunista:
*Felipe José de Jesus
*Jornalista / Sociólogo/ B.Teologia
*Me. Comunicação Social: Jornalismo
*B.Direito e Dout. Ciências Sociais e Políticas

 

Anos atrás sentavamos na frente da TV para assistir com nossos pais, avós e tios, análises de comentaristas esportivos, políticos, econômicos, sociais e de outras áreas que nos traziam um olhar sob situações cotidianas e dicas importantíssimas para nossas vidas. Em suma, todos formados nas suas determinadas áreas ou pelo menos especializados com graduação, pós-graduação e até mesmo, mestrado e doutorado. Tinhamos Cientistas Políticos / Sociais, Jornalistas Esportivos, Economistas, Advogados, Nutricionistas e outros profissionais de renome que recheavam a telinha. Com a entrada da internet nos anos de 1990, a massificação das Redes Sociais nos anos 2000 e a falta de fiscalização (seja de quem tem ou não algum tipo de especialização, ou pelo menos vivência em certas áreas), a internet se tornou um “campo de batalha” de quem sabe mais que o outro, já reparou isso?

Vemos claramente no Facebook, Instagram, Twitter e outras Redes Sociais, pessoas dando dicas de nutrição, exercícios físicos e até mesmo jurídicas de como uma ação deve ser sentenciada. Além disso, análises de situações políticas, de como deve ser o futuro das eleições, de como a Polícia deve agir em sua atividade, de como uma mulher e um homem devem se vestir, de como um casal (seja ele hetero ou bissexual) deve se portar publicamente e por ai vai. Temos até mesmo, opiniões sobre não podermos discordar mais de certos posicionamentos e comportamentos que não gostamos. Ou seja, até a mídia “veladamente” está entrando no meio sem ser chamada.

Na maioria das vezes um determinado usuário (que se diz especialista), planta uma situação como se tivesse total conhecimento e bagagem para falar de tal assunto. Dali para frente os demais usuários e seguidores começam a comentar deixando mensagens de aplausos, de ódio, como se o “protagonista” da discussão fosse um grande especialista no que fala. Não existe nem mesmo uma análise pessoal de quem é a pessoa por traz do ‘post’, como: O que ele é? O que ele estudou, ou que tipo de vivência ele tem para tal análise? As pessoas simplesmente propagam certas publicações nas Redes Sociais sem ao menos entender a história por traz de tal assunto. Apenas porque foram com a “cara” do tal “especialista de Facebook, Instagram ou Twitter”.

Ainda existem especialistas de verdade?

Com tanta liberdade de publicação na internet, fica realmente difícil encontrar pessoas que são especialistas de verdade para tais temas. Será que existe verdade, embasamento no que determinada pessoa diz? Você já parou para pensar nisso? Opinião é algo livre e todos nós temos as nossas, mas para falar de determinados temas que “soam ser mais polêmicos em nossa sociedade”, é preciso pelo menos ter entendimento ou estudo. Ouvir e ler com “afinco” é a primeira atitude que devemos tomar antes de propagar assuntos que os outros publicam. A mídia tem transformado certos especialistas em destacaveis “gurus”, mas mesmo assim, é preciso conhecer melhor essas pessoas que estão sempre em evidência. Ao invés de transformá-lo em um “ícone”, análise melhor se o que ele diz tem fundamento, ou se ele quer apenas muitos números de acesso e visualização em sua página. Senso crítico serve para isso, não se esqueça.

Especialistas sem noção: Como a internet  deu abertura para tantos palpiteiros. Lembre-se, não basta ter bom senso, mas qualificação e vivência para certas análises. Pense nisso.

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Marcelo Harger

Opinião: Manspreading

Na coluna de Dr. Marcelo Harger desta semana, leia: “Manspreading”

Madri está proibindo que os homens sejam espaçosos no transporte coletivo. O termo aem Inglês é “manspreading”. Foi difícil compreender o que isso significava até que vi a foto do cartaz da proibição: um homem sentado com as pernas abertas e um “X”. O “X” não estava colocado “naquele” lugar. Estava colocado na parte superior do cartaz. Pelo menos isso. Essa postura corporal seria ofensiva às mulheres.

Descobri que há também o “mansplaining” e o “manterrupting”. O primeiro consiste em explicar a uma mulher, de uma maneira excessivamente didática, fatos óbvios ou já conhecidos. O segundo consiste em interromper constantemente uma mulher ao falar.

As feministas alegam que há manifestações normalmente invisíveis, mas com potencial opressivo contra as mulheres. Segundo elas o machismo mora nesses pequenos detalhes. Seriam formas de sexismo cotidiano a exemplificar o privilégio masculino.

As feministas que me perdoem pelo que vou passar a escrever agora. Peço desculpas antecipadas, porque talvez esteja sendo machista sem saber, mas essas palavras são um despropósito. Os homens sentam-se de pernas abertas porque tem no meio delas algo que as mulheres não possuem. Sentar de pernas fechadas gera desconforto. Não se quer ocupar o espaço alheio. O que se quer é chegar intacto ao final da viagem.
Explicar demais pode ser gentileza. Pode ser vontade de se fazer entender. Talvez seja chatice, pois, segundo Millôr Fernandes, chato é aquele que explica tudo tintim por tintim e ainda entra em detalhes.

Interromper os outros ao falar talvez represente apenas ansiedade. Pode ser também falta de educação. Quem age desse jeito, no entanto, não se limita às mulheres. E, arriscando-me a apanhar das feministas, creio a quantidade de mulheres que incorrem nessas duas últimas práticas é igual ou superior à dos homens.

A razão para esses comentários não é espezinhar. É demonstrar inquietação porque coisas triviais são tratadas com importância desmedida. Vejo chegar o dia em que o cavalheiresco gesto de abrir a porta do carro para uma dama entrar se torne uma ofensa. Será a vez do “mansopendooring”.

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Fernando Rizzolo

Opinião: Uma visão apolítica dos Direitos Humanos

Na coluna de Fernando Rizzolo desta semana, leia: “Uma visão apolítica dos Direitos Humanos”

Como todos sabem, eu me considero um eleitor do Bolsonaro. Muito mais pela indignação, tendo em vista a corrupção que se instalou no país, do que por qualquer outro motivo. Eu fui um daqueles que saíram às ruas para clamar pelo novo, pela dignidade de viver num país melhor, já que no Brasil a prática política foi desvirtuada, tomada pela impunidade dos membros do legislativo e pela promiscuidade entre entes públicos e privados. Fui também um daqueles que lutaram pela Constituição de 1988, que acolhia os princípios da dignidade humana, educação, justiça social e tudo mais que achávamos essencial para um país crescer de forma humanitária, alinhada com as premissas dos conceitos que permeavam os países da Europa, nos quais os Direitos Fundamentais eram aplicados e estudados na sua forma mais abrangente do ponto de vista social, como ocorria na Alemanha, um exemplo de vanguarda quando se fala em Direitos Fundamentais da pessoa humana.

Como já disse, não tive outra opção a não ser me tornar um eleitor de Bolsonaro, mas não um eleitor fanático, que perdeu o senso crítico e que aceita tudo em nome de voto de protesto contra a corrupção, não, votei consciente e pronto para participar, caminhando junto, aprovando ou criticando pontos da pauta conservadora, medindo, sim, os exageros, os despropósitos, e de certa forma sempre com um olhar vigilante, como advogado, analisando as propostas de mudanças, principalmente na área criminal, em que a Carta Magna se esboçou na modernidade do Direito, visando à dignidade humana, o que já é contemplado nas Constituições modernas de países que podemos apontar como paradigmas de uma cultura avançada.

Com o aumento da violência no Brasil, a expressão “Direitos Humanos” se vulgarizou, pois, quando não se tem um baixo nível de criminalidade, culpa-se a política social, que visa aos direitos fundamentais, e se ateia fogo em todos os preceitos de proteção à população em nome de uma reação contrária a tudo que poderíamos ver como avanços na nossa Constituição.

O projeto de lei anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, no meu entender, abrange pontos positivos e muitos pontos negativos. É na realidade um apanhado de maior vigor contra crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, o que é positivo. Contudo, toda exegese do princípio de execução penal é o acirramento das prisões e o aumento significativo do encarceramento dos agentes delituosos, levando o país a um grave aumento da população carcerária, que hoje está por volta de 800.000 presos, ou seja, a terceira maior população carcerária do planeta.

A pergunta que se faz é a seguinte: Numa visão simplista, a ideia num primeiro momento parece ser a de encarcerar mais pessoas, construir mais presídios, enaltecer a excludente de ilicitude para vários casos controversos, atolar a Justiça Criminal com mais processos, menosprezar alguns aspectos que atingem em cheio a nossa Constituição, mas seria essa a solução?

Vejo, portanto, com bons olhos a iniciativa da Comissão Arns, uma homenagem ao cardeal arcebispo D. Paulo Evaristo Arns, que em 1972, durante a ditadura militar, criou a Comissão Justiça e Paz de São Paulo. O grupo será presidido pelo ex-ministro e cientista político Paulo Sérgio Pinheiro. Integram também essa Comissão juristas de renome, como o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira e o ex-ministro de Direitos Humanos Paulo Vannuchi.

Num governo Conservador, deve-se, antes dos postulados políticos, analisar se novas ideias podem ser palatáveis à população, que, ainda que repleta de razão em sua sede de vingança contra a violência, não pode abrir mão de leis que preservem um ajuste jurídico e acima de tudo técnico, a fim de não padecer um retrocesso em relação ao já conquistado na nossa Constituição, que em última instância sempre teve como objetivo a proteção da pessoa humana, principalmente dos mais pobres, pois são os que mais sofrem com o descaso da sociedade.

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Quadro Clínico

Como identificar um infarto e o que fazer se estiver tendo um

• atualizado em 21/02/2019 às 15:51

O infarto do miocárdio é uma das doenças mais temidas, e muitas vezes inevitável.

Geralmente os quadros clássicos são fáceis de identificar, ou pelo menos de desconfiar, já que ocorre forte dor no peito, que com frequência irradia para o braço esquerdo, mandíbula, tórax, e ocasionalmente boca do estômago. Isso pode ser acompanhado por sensação de desfalecimento, perda de sentidos, suor profuso, e síncope (desmaio).

Se acontecer isso procure imediatamente um serviço de urgência. Tente não sair correndo e deixe que outras pessoas o ajudem, disque 192 para chamar o SAMU, ou 193 para o corpo de bombeiros.

Se suspeitar que o quadro é semelhante ao exposto acima, é melhor prevenir, não espere para ligar para o médico. Se for infarto, quanto mais rápido assistido, melhor o prognóstico.

Para conferir mais textos de saúde, acesse o portal Leet Doc.

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  • Felipe de Jesus

    Jornalista, Teólogo, Gestor em Turismo, Sociólogo, Mrs. Mestre em Comunicação Social: Jornalismo e Ciências da Informação, Bacharelando em Direito e Doutorando PHD em Ciências Sociais e Política.

Sobre o blog

  • A coluna trata de temas relacionados ao comportamento social, tendências, mercado, postura e principalmente a ética ou a falta dela em nossa sociedade. A Internet também é sempre pautada na coluna, já que atualmente as mudanças políticas / econômicas e outras estão sendo debatidas nas Redes Sociais. A ideia é trazer um olhar para o cidadão e uma reflexão das mudanças que vem ocorrendo através do imediatismo e de como o cidadão pode ajudar a mudar certos aspectos. A coluna não se presta a criticar, mas para analisar os diversos temas que vem sacudindo a sociedade moderna. Sugestões de temas são sempre bem vindos.